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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Avatar - Filme

Avatar: 12 anos. Doze anos sem fazer filmes, e agora eu sei porquê.
Fontes: a imagem é o pôster do filme, e as informações técnicas vêm do além.
Título Original: Avatar
Nacionalidade: Estados Unidos da América
Direção e roteiro: James Cameron
Gênero: Ação/Aventura/Fantasia/Ficção Científica

Eu queria espairecer e assistir um bom e divertido filme. E lá estava ele, Avatar, dizendo "ME ASSISTA! ME ASSISTA!!!". E por que não? Não tinha nada melhor pra fazer, e todo mundo fala tão bem desse filme...

Num futuro um pouquinho distante, os seres humanos praticamente "raparam" todos os recursos naturais da Terra. Para conseguir o que precisam, os humanos vão para os espaço explorar novos mundos e fontes de renda. Em Alpha Centauri, numa lua conhecida como Pandora, onde eles encontram um mineral que custa bilhões por quilograma e o povo do planeta, os Na'vi.

É claro que os na'vi, um povo selvagem e recluso, vivendo em contato direto com a natureza, iriam ficar retraídos diante dos terráqueos. E com razão, já que os terráqueos querem se livrar deles para poder pegar a maior reserva do mineral que fica bem em baixo da maior comunidade do povo deles...

No meio de toda essa politicagem e conspiração, encontra-se Jake Sully, um ex-fuzileiro cadeirante, que só é recrutado para a missão porque seu irmão gêmeo morreu. O irmão de Jake fazia parte de um experimento social que tentava manter um contato direto com os nativos, para estudar a cultura na'vi. Com esse objetivo, foram criados os avatares: híbridos humano-na'vi, que podem se conectar diretamente ao cérebro do humano-usuário, como se o mesmo fosse o dono do corpo. Na verdade, Jake só foi recrutado pela facilidade de conexão com o avatar, graças à similaridade do seu DNA com o de seu irmão, e é enxergado como um estranho peça equipe de pesquisadores, jáque é um militar, e não um cientista.

Mas isso muda assim que, durante uma exploração, Jake é separado do grupo de pesquisadores. Perdido no meio da floresta, apenas com suas habilidades de sobrevivência para protegê-lo em terreno alienígena, Jake é eventualmente resgatado por Neytiri, uma na'vi que, após muita insistência, acaba sendo sua professora sobre a cultura de seu povo. E aí o resto só assistindo o filme... XD

Dá pra entender porque Cameron trabalhou tanto tempo nesse filme. Assim como Tolkien (acho que vou apanhar de algum fã de Senhor dos Anéis...), Cameron criou uma cultura própria (baseada nos povos aborígenes australianos e nos povos indígenas norte-americanos) e língua (como Tolkien criou o élfico). Mas não foi só isso: ele e sua equipe idealizaram e criaram toda a fauna e flora de Pandora, cuidando de tudo nos mínimos detalhes.

Não só os efeitos especiais impressionam (assim como o maquinário do filme, que é um show à parte), mas também as atuações. Sam Worthington manda muito bem no papel de Sully, um homem que acaba dividido entre dois mundos e duas naturezas, assim como Zoë Saldaña consegue impressionar com a teimosa e guerreira Neytiri. Mesmo atores famosos que acabaram ganhado papéis menores, como Sigourney Weaver e Michelle Rodriguez, conseguem fazer um grande trabalho e têm seu destaque e brilho próprios. Destaco especialmente Stephen Lang, no papel do Coronel Quaritch, realmente impressionante.

Tá certo, há quem ache que o roteiro têm clichês demais, e também quem ache que Cameron só fez mais um caça-níqueis, mas acho que ele não está errado: se você pode fazer um trabalho que te agrada pacas e te dá rios de dinheiro... por que não?

Eis um filme que vale a pena assistir na telona.

Nota definitiva... 4 de 5.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

The Immortal - Jogo



The Immortal: um nome bastante irônico.
Fontes: imagens e informações técnicas foram retiradas da Wikipédia, e vocês não sabem como é um saco ter que escrever isso em toda resenha.
Desenvolvedores: Sandcastle, Will Harvey (designer)
Distribuidora: Eletronic Arts
Lançamento: 1990
Plataformas: Apple IIGS, Amiga, Atari ST, PC (MS-DOS), NES e Mega Drive/Genesis (eu joguei a versão do Mega Drive)
Gêneros: Aventura, Fantasia e TORTURA CHINESA (involuntária, mas tenho minhas dúvidas).

Eu tenho o seguinte código de honra: Antes de resenhar um jogo eu preciso ter "zerado" ele pelo menos uma vez. De certa forma acho que muitas outras pessoas que escrevem boas resenhas pensam assim, porém toda regra tem sua exceção, e The Immortal é essa exceção. Calma, eu vou explicar...

Mas antes disso a sinopse: Você controla um mago em um labirinto à procura de seu mentor, um cara chamado Mordamir. Na primeira sala do jogo você pode ver uma aparição de seu mestre, que diz a seguinte mensagem: "Dunric, você veio me salvar. Eu estou nas masmorras abaixo. Eu sei que eu posso contar com você." Mas existe uma coisa estranha na mensagem, o seu nome não é Dunric.

Pra dizer a verdade em nenhum momento do jogo alguém diz o nome do indivíduo que tu controla, mas a narração desse pedaço diz que não é Dunric então... vamos esquecer esse detalhe e continuar a resenha.

Você então vai procurar o seu mestre passando por um labirinto de 8 níveis (7 em algumas versões) cheios de monstros e armadilhas (óbvio, senão o cara não taria pedindo ajuda). Você pega itens diversos ao longo do caminho (incluindo pergaminhos com magias), alguns úteis para matar inimigos mais rápido e outros úteis em alguns quebra-cabeças do jogo, e também pode encontrar outras pessoas dentro do labirinto (inclusive um cara que te ajuda em algumas partes do jogo).

No sistema de combate normal do jogo você enfrenta os inimigos mano-a-mano, aonde você tenta desviar dos golpes do inimigo e matar ele usando a espada (e vocês achavam que o Gandalf era o único mago que partia pra porrada), mas além da barra de vida existe uma barra de fadiga, que aumenta a cada golpe desferido e se esvazia lentamente, e quanto maior a fadiga maior é o intervalo entre os ataques. Sem contar que quando vence a luta, o mago dá um "fatality" no inimigo ao estilo Mortal Kombat (só que você não precisa apertar nenhum botão XD).

Mas o motivo de eu resenhar esse jogo sem zerar é bem simples, ISSO É UMA MISSÃO QUASE IMPOSSÍVEL!!! Sério, esse jogo é uma fonte de imensa frustração e raiva, e existem várias razões para isso.

Em primeiro lugar você morre muito. Sim, as armadilhas do jogo são de morte instantânea, mas elas são muitas e estão nos lugares em que você menos espera. Exemplo: na primeira sala do jogo você pisa em uma parte da sala e uma minhoca gigante te devora (Sim, isso é sério), isso sem contar um amuleto com runas que você pega no primeiro nível que é útil para abrir a passagem para o segundo nível, mas se você usar ele e pegar a opção "ler as runas" você morre, vai alguém adivinhar isso?

Tá certo que em muitos jogos você pode até morrer muito em alguma parte chata e/ou porque você não sabe simplismente como passar dali, é tudo uma questão de tentativa e erro. Mas The Immortal exagera nesse ponto, as maneiras de se morrer estão praticamente no jogo inteiro, o que me leva a pensar porque o título do jogo é The Immortal em vez de The Mortal. E pra piorar o nível de sadismo você só tem três vidas em cada nível, acabou as vidas é Game Over. Ok, o jogo usa um sistema de "password" para cada nível, mas ter que recomeçar a fase depois de várias mortes para ter que morrer de novo é frustrante, especialmente se você resolver descer a escada para o nível seguinte pelo lado errado. (também é possível morrer assim)

E o sistema de combate nem se fala. Ele é difícil de você entender de primeira, e mesmo quando você entende é algo realmente tedioso, principalmente porque alguns dos inimigos tem uma barra de vida grande. Os quebra-cabeças também podem ser uma tortura, já que a maioria nem tem pistas do que fazer ou como fazer, e muitos se forem feitos de forma errada resultam em morte. (que novidade...)

O único ponto positivo desse jogo são os gráficos, que tem animações bastante detlhadas para a época em que foi feito, incluindo as cenas de morte (o que me leva a pensar que esse jogo é só uma desculpa para mostrar sadismo), mas é só isso que presta, de resto esse jogo é um círculo de sofrimento, frustração e raiva do jogador. E a história tem até um ponto de partida interessante, mas é muito mal aproveitada.

Esse jogo é para os masoquistas e/ou pessoas que não tem P**** nenhuma pra fazer na vida. Mas se você mesmo assim ficou curioso pra ver esse troço procure um detonado no Youtube (feito por uma pessoa que provavelmente se encaixa em uma ou duas das categorias que citei), é uma opção mais saudável.

Nota definitiva... 1 de 5.

Ps.: Feliz Natal!

sábado, 3 de outubro de 2009

The Neverhood - Jogo

Massinha de modelar também serve para fazer um bom jogo.
Fontes: A imagem e informações tecnicas foram retiradas da Wikipédia. (grande novidade)
Empresa: DreamWorks Interactive
Lançamento: 31 de Outubro de 1996
Plataforma: PC (Windows); Playstation (somente a versão japonesa, que foi lançada com o título Klaymen Klaymen)
Gênero: Adventure game, Humor
O que você recomenda depois disso? Monkey Island e outros jogos no mesmo estilo
Embora eu admita que preguiça tenha sido um dos fatores para eu não contribuir com mais frequência, eu admito que também foi falta de estímulo. Já que não tem muitos comentários no blog eu tenho a impressão de escrever para ninguém. Mas como eu sou brasileiro é meu dever não desistir nunca. (nossa, que poético...)
Mas chega de enrolação e vamos direto ao ponto. Uma vez estava eu tentando me lembrar de um dos fragmentos de minha infância, um jogo que eu tive oportunidade de jogar apenas a demo, mas que depois de um tempo eu tinha esquecido quase totalmente dele e depois, quando eu quis jogá-lo de novo, eu esqueci o nome. Mas depois de um "estalo" repentino na memória (e também graças a uma imagem aleatória que vi na internet) eu consegui me lembrar dele. Este jogo é The Neverhood.
O jogo tem um enredo bastante simples. Ele conta a história de Klaymen, um ser curioso que tenta explorar Neverhood, um estranho pequeno mundo que além de colorido é cheio de mistérios, e também salvar o mesmo de um tirano chamado Klogg. Durante sua jornada, Klaymen também descobre mais sobre a origem daquele lugar e também sobre si mesmo.
A jogabilidade é bem tipica dos adventure games, você usa apenas o mouse para controlar Klaymen, clicando nas partes do cenário aonde quer ir e em alguns items que Klaymen pode pegar, e esses itens podem ser usados em alguns quebra-cabeças que são necessários para seguir adiante no jogo. Você também pode coleatar "disquetes" que estão espalhados pelo jogo, que podem ser usados em uma espécie de TV, e juntando todos verá um vídeo da origem de Neverhood e como esse mundo foi dominado por Klogg. (sem contar que pegar todos eles é também importante para um dos quebra-cabeças finais do jogo)
Além do enredo, humor estilo "cartoon" e trilha sonora, um dos maiores atrativos do jogo é a técnica de animação que foi usada para fazê-lo. Os gráficos e cenários são praticamente todos feitos usando massinha de modelar e stop-motion. E um trabalho muito bem feito por sinal, mesmo hoje em dia.
"Se esse jogo é bom então porque eu nunca ouvi falar dele?" alguns podem se perguntar. Bom, eu explico: Embora ele tenha recebido boas críticas, o jogo foi um fracasso comercial, porque na época em que foi lançado o gênero adventure entrou em declínio. Achar uma cópia original desse jogo hoje em dia é uma missão (quase) impossível, mas é possível baixá-lo da internet. (aliás, que jogo você NÃO baixa?)
Para quem gosta desse tipo de jogo, e também de obras bastante diferentes, The Neverhood é garantido.
Nota definitiva... 4 de 5.

domingo, 9 de agosto de 2009

Grimms Mangá - Mangá

Grimms Mangá: topo, por que não?
Fontes: a imagem foi retirada do Universo Fantástico, e informações mais acertadas do Anime Pró.
Autora: Kei Ishiyama (baseada na obra dos Irmãos Grimm)
Editora brasileira: NewPOP
Gênero: Aventura/Comédia/Romance/Fantasia
Agora que chegou às minhas mãos uma nova edição dessa série, acho interessante comentar sobre essa divertida (e surpreendente) visão das lendas e contos coletados pelos Grimms.
Sim, coletados. Os contos que os Grimm tornaram famosos são histórias de tradição oral (já que a escrita não era comum entre os camponeses de sua época). Esses contos costumavam ter finais cruéis e/ou tristes, e sua finalidade era mais a de educação e lição moral do que entretenimento. Buscando preservá-los através dos séculos, eles pesquisaram e escreveram uma versão de cada conto, já que detalhes mudavam de região para região (sabe como é, "quem conta um conto, aumenta um ponto"). Foram deles as transcrições de A Bela e a Fera, Branca de Neve e Rapunzel, entre outros.
No entanto, com o passar dos séculos, os contos foram amenizados, tendo inclusive finais felizes. E, nesse espírito de mudança, Kei Ishiyama recriou vários contos dos dois irmãos, sendo os do primeiro volume: Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, João e Maria, Os Doze Caçadores e Os Dois Irmãos.
Cada um desses contos foi revisitado, trazendo uma agradável (ou não, isso vai depender de quem lê) surpreza. O Lobo é um jovem encantado com a jovem Chapeuzinho, Rapunzel e seu amado trocaram as bolas, João é um moleque belo (e metido) que encontra uma "bruxa" baita da rica com sua irmã... e, dos Doze Caçadores, sumiram 11! O que, de fato, se manteve mais fiel foi o épico Os Dois Irmãos.
Não, o resultado não foi ruim, pelo contrário! A arte é belíssima, e o roteiro muito bem bolado. As maiores surpresas foram mesmo em Rapunzel e Os Doze Caçadores. A surpresa em Rapunzel não revelo, para não estragar, mas quem não conhece o conto original d'Os Doze Caçadores não vai entender o motivo do título. Isso me deixou um pouco chateado.
Mas o meu favorito foi mesmo o Os Dois Irmãos. A saga se manteve com o espírito de aventura, mesmo reduzida e resumida. Li uma transcrição fiel de algumas décadas atrás e me diverti bastante, e fico feliz que essa versão seja tão divertida quanto.
Grimms Mangá é um dos melhores mangás já traduzido e editado por aqui. É um pouco difícil de achar, mas vale todo o esforço.
Nota definitiva... 4 de 5.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Final Fantasy IV - Jogo (SNES/PSOne/GBA/Nintendo DS)


Abertura do jogo no DS.

Final Fantasy IV: esse sim é o melhor Final Fantasy!
Fontes: o vídeo foi obtido no YouTube, enquanto que as informações técnicas foram retiradas da Wikipédia.
Título original: Final Fantasy IV (também é conhecido como Final Fantasy II nos EUA)
Gênero: RPG
Desenvolvedora e produtora: Square
Ano: 1991 (SNES)
Direção: Yoshinori Kitase
O que você recomenda depois disso? Final Fantasy I, Final Fantasy III, Final Fantasy VI, Final Fantasy VII e Final Fantasy IX
Praticamente todo mundo que joga vídeo-game conhece Fianl Fantasy, mesmo que não goste de RPGs. No entanto, com o passar dos anos, enquanto os gráficos melhoravam, a qualidade dos jogos ia diminuindo (por favor, vão me dizer que Final Fantasy VIII é bom?!). Por isso, posso me arriscar a dizer que a trama, reviravoltas e personagens de Final Fantasy IV agradam até mesmo os mais exigentes nos dias de hoje.
O jogo conta a história de Cecil, um cavaleiro negro que serve ao reino de Baron e comanda o esquadrão de elite Red Wings. No entanto, começa a desconfiar das intenções de seu rei, que começa a ordenar que seu esquadrão recolha os Cristais (que mantém as forças do mundo) custe o que custar, inclusive eliminando pessoas inocentes. Ele resolve se revoltar contra seu soberano ao ser enviado para dar um "presente" à uma vila de Summoners: o tal "presente" destrói toda a vila e mata quase que todos os seus habitantes... e Cecil, revoltado, resolve descobrir o que diabos está acontecendo.
Mas Cecil não está sozinho em sua cruzada. Ele tem a ajuda de Rosa (a quem ama, uma White Mage e arqueira), Kain (o Dragoon, um poderoso lanceiro e grande amigo de Cecil), Rydia (uma Summoner e Black Mage, última sobrevivente da Vila dos Summoners) e muitos outros, cada um deles tendo uma parte importante em sua história.
Yoshinori Kitase sempre quis ser diretor de cinema, e a trama de FFIV representa bem isso. São várias reviravoltas, mas nunca são excessivas a ponto de você não saber mais o que está acontecendo. Os personagens também são cativantes, tendo sua própria personalidade e influenciando os acontecimentos do jogo.
Além disso, FFIV foi um marco na história da série, já que os dois elementos que tornaram a série famosa se apresentaram primeiro nesse jogo: uma grande quantidade de personagens (durante o jogo, você controla um total de 12 personagens!), o Active Time Battle (o sistema que se tornou padrão na série, onde você controla o combate em "tempo real") e as mais variadas habilidades para cada um dos personagens.
Além dessas características, cada uma das versões têm suas próprias particularidades: a do SNES é bem feinha (já que ela foi preparada inicialmente para o NES, o famoso Nintendinho!) mas charmosa; a do PSOne tem os mesmos gráficos do SNES, mas apresenta belíssimas CGs; a do GBA tem belos gráficos e uma série de segredos adicionais; e a do DS foi totalmente refeita em 3D, contando com CGs superiores às do PSOne!
Não importa em que versão você jogue, é um clássico!
Nota definitiva... 5 de 5.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Coraline e o Mundo Secreto - Filme

Coraline e o Mundo Secreto: cuidado com o que você deseja... pois não terá!
Fontes: a imagem foi obtida no EduardoStuart.com, e as informações mais técnicas foram tiradas de lá.
Título original: Coraline
Direção: Henry Selick
Baseado em obra de: Neil Gaiman
Gênero: Horror/Fantasia
O que você recomenda depois disso? Stardust - O Mistério da Estrela, Sandman, Alice no País das Maravilhas
Neil Gaiman é, para mim, o que o Arqueiro Verde, o Clamp, John Woo e Yoshihiro Togashi são: símbolos. Não símbolos de modas passageiras e histórias fúteis, mas símbolos de boas tramas, risadas, diversão e cultura. Já havia lido uma parte do romance de mesmo nome, da autoria de Neil Gaiman, mas não pude terminar porque o livro era da minha escola (e não tinha como fazer empréstimo... -_-'); quando soube do filme, vibrei com a possibilidade de finalmente assistir mais um filme baseado na obra de Gaiman!
O filme (e o livro) contam a história da jovem Coraline, uma menina que se mudou para uma cidadezinha por causa de seus pais, escritores de livros de jardinagem, e teve que deixar todos os seus amigos para trás. E as coisas só parecem piorar quando os pais de Coraline não dão a mínima para ela e a criança que mora mais próxima dela não é nem um pouco simpática...
No entanto, um belo dia, o excêntrico garoto dá uma boneca a Coraline, e, de repente, a mesma acha uma porta oculta em sua nova casa. Essa pequena porta a leva a um mundo que apresenta réplicas perfeitas de seus pais e vizinhos... ou melhor, quase perfeitas!
O Outro Pai e a Outra Mãe (como chama as réplicas de seus pais) dão toda a atenção para Coraline, e a tratam como uma verdadeira princesa, dando o que ela quer, de comidas a roupas; além disso, eles, como o resto dos habitantes desse mundo, possuem botões no lugar dos olhos...
Coraline é, sem dúvida, um conto de horror. A protagonista se vê num mundo desconhecido, onde tudoo que conhece é distorcido e, de certa forma, melhor... perfeito até. Mas até onde a perfeição é verdadeira? Gaiman já provou em suas outras obras (principalmente Sandman) que o que vemos raramente é a verdade, e isso pode ser notado todo o tempo em Coraline, já que ela acorda no mundo real assim que adormece no "outro mundo"... mas não posso contar mais do que isso, ou estrago o filme para vocês!
No entanto, Coraline e o Mundo Secreto não seria nada que é se não fosse por um homem: Henry Selick. O cara é simplesmente brilhante! Quando termina o filme, não dá pra imaginar a história do filme contada de outra forma. A sua apurada técnica de animação em stop motion (utilizada em todos os seus filmes, inclusive no clássico O Estranho Mundo de Jack) confere ao filme o tom que ele precisava ter.
Sem ser muito longo nem muito curto, e com uns bons sustos a apresentar, Coraline e o Mundo Secreto é uma das melhores adaptações do cinema. Então corra e assita logo!
Nota definitiva... 4 de 5.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Rozen Maiden - TV

Rozen Maiden: da próxima vez que você ver alguém brincando com bonecas, pense duas vezes antes de zoar...
Fontes: a Wikipédia, claro
Título original: Rozen Maiden
Baseado na obra de: PEACH-PIT
Direção: Mamoru Matsuo
Gênero: Aventura/Fantasia
Tem certos animes e mangás que você não faz a mínima idéia do porque deles terem sido criados. Hamsters falantes e inteligentes, dramas psicológicos, histórias sado-masoquistas... todo tipo de coisa!
Uma boa parte desses animes é bastante interessante: afinal, você pode se ver bastante surpreso por uma história que você nem fazia idéia de que era tão boa, principalmente porque a tal história não é festejada em eventos de anime e em revistas especializadas (ao contrário do "ninja de laranja", que nem é tão bom mas atrai bastante público...). Um exemplo disso é Rozen Maiden.
A história começa quando conhecemos Jun Sakurada, um jovem que vive isolado em sua casa com sua irmã e coleciona "itens místicos", como bonecos-vudu, óculos de "visão de raios-x" e todo o tipo de besteira.
Mas Jun se isola do mundo não porque é um vagabundo, mas sim por estar doente. Jun sofre de hikikomori, uma doença mental que afeta muitos jovens nos tempos modernos, devido a um trauma (trauma esse explicado mais tarde na série). Com isso, ele acaba desenvolvendo esse estranho hobby para passar o tempo.
Um belo dia, Jun assina um contrato que vai mudar sua vida. Esse contrato era um de seus novos "brinquedos" e, sendo de graça, ele tratou logo de assinar! Ao fazer o que foi dito no contrato, Jun encontra em seu quarto uma caixa de madeira. E dentro dela, uma boneca.
Quando Jun dá corda na dita-cuja ela, literalmente, cria vida! E a primeira coisa que ela faz é estapear a cara do garoto, já que ele havia olhado embaixo do vestido dela...
Após um violento combate, onde a vida de Jun acaba correndo perigo e ele é obrigado a aceitar um acordo com a boneca (que se chama Shinku), Jun descobre a verdade sobre a boneca.
Shinku é uma Rozen Maiden. As Rozen Maidens são bonecas vivas, com personalidade própria, que foram criadas por um homem chamado Rozen, que tinha por objetivo criar a garota perfeita, Alice. Após criar várias bonecas e falhar, Rozen teve a "brilhante" idéia de fazê-las lutar entre si, para que apenas uma sobrasse e, com os espíritos e habilidades de todas as outras, se tornasse Alice. A esse "torneio" se dá o nome de Jogo de Alice.
Durante a série, conhecemos mais Jun e sua irmã, Nori, além de Tomoe Kashiwaba, colega de classe de Jun. Também surgem outras Rozen Maidens: Hina Ichigo (a mais fofinha e inocente da Maidens, acredita no que for dito a ela!), Suiseiseki (completamente psicótica e assustadiça, protagoniza os melhores momentos de humor da série com Hina Ichigo, além de ser um personagem-símbolo da série), Souseiseki (a personagem mais centrada e séria da série, sempre é arrastada para as doideiras de sua irmã gêmea, Suisei) e Suigintou (a boneca que, de fato, começa o Jogo de Alice nos dias de hoje; é perigosa, e guarda um grande segredo). Na segunda temporada (Träumend - Sonho, em alemão), surgem também Kanaria (que se diz a "mais inteligente das Maidens", mas nunca prova isso, sendo bastante atrapalhada e rendendo bons risos) e Barasuishou (uma misteriosa boneca, de quem quase nada se sabe).
O que realmente atrai em Rozen Maiden é o perfil psicológico de cada uma das bonecas e seu relacionamento com Jun: cada uma tem uma maneira bem peculiar de lidar com ele, e isso é bastante explorado na primeira temporada. Nessa mesma temporada, tamém é bastante explorado o próprio trauma de Jun e como ele lida com isso, além de como ele lida com as próprias bonecas e suas "insanidades". Enquanto isso, a segunda temporada se centra mais no Jogo de Alice.
Também é interessante notar as referências ao livro Alice no País dos Espelhos (as Rozen Maidens entram nos seus "campos de batalha" através de superfícies espelhadas, o próprio nome da "competição"...) e o tratamento do perfil psicológico de cada um dos personagens, além de uma certa subversão do "estilo Pokémon" de anime (afinal, os servos são os humanos, e as bonecas as mestras!) e do humor nonsense de diversos episódios.
Imperdível pra quem quer uma novidade.
Nota definitiva... 4 de 5.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Monty Python - Em Busca do Cálice Sagrado --- Filme


"NI!"
Fontes: Imagem e algumas informações técnicas tiradas de... AH! vocês sabem muito bem de onde!
Título original: Monty Python and the Holy Grail
Direção: Terry Gilliam; Terry Jones
Gênero: Humor; Medieval; Fantasia
O que você recomenda depois disso? A Vida de Brian e qualquer outra obra de Monty Python
Eu sei que eu ja tinha falado desse filme no último PatoCast, mas resolvi fazer uma resenha dele mesmo assim.
O filme narra a história de Rei Arthur, em uma jornada em busca de cavaleiros para a sua Távola Redonda, e mesmo depois de algumas dificuldades, ele consegue reunir Sir Bedever o Sábio, Sir Lancelot o Bravo, Sir Galahad o Puro, Sir Robin o Não-tão-bravo-quanto-Sir-Lancelot e o nomeado "Sir Que-não-aparece-neste-filme". A caminho de Camelot eles recebem uma visão divina em que Deus lhes dá a seguinte missão: Encontrar o Cálice Sagrado.
Se tratando de Monty Python, o filme traz muito do "humor inglês", sem contar as várias situações "non-sense" que os personagens passam em sua jornada, e figuras como os Cavaleiros que Dizem "NI" que também aparecem neste filme.
Como um filme de humor, eu digo que isto é um clássico, afinal muito do humor ao longo dos séculos bebeu da fonte de Monty Python, e na minha opinião esse é o melhor filme do grupo (pelo menos eu não encontrei NENHUM ponto fraco no filme). É claro, como sendo um filme BEM velho (da década de 70 praticamente), você não irá encontrar em qualquer locadora, até mesmo a versão em DVD foi difícil de achar.
Mas se achar assista, vale a pena. XD
Nota Definitiva... 5 de 5

domingo, 11 de janeiro de 2009

Stardust - O Mistério da Estrela --- Filme

Stardust - O Mistério da Estrela: cuidado com o que você deseja!
Fontes: o pôster foi retirado do site IMP Awards, e informações técnicas em geral do adorocinema.com.
Título original: Stardust
Direção: Matthew Vaughn
Baseado em obra de: Neil Gaiman
Gênero: Aventura/Fantasia
O que você recomenda depois disso? Sandman, Card Captor Sakura (no fundo, falam da mesma coisa)
Lá estava eu, uma belo dia, procurando um novo filme para assistir depois de um dia estressante de trabalho, quando vejo essa verdadeira maravilha à venda!
É claro, já qconhecia o filme de longa data (pelo menos de nome), mas nunca o havia assistido. Como as críticas de meus colegas de trabalho foram (muito) positivas (até do meu chefe!), resolvi comprar esse filme e assistí-lo.
E não me arrependo de tê-lo feito.
A trama, a princípio, é simples: Tristan é um jovem que é apaixonado pela belíssima Victoria. No entanto, Victoria também é sempre cortejada pelo jovem (e rico) Humphrey. Os três lados desse triângulo amoroso vivem em muralha, cidade que possui um muro que divide o mundo "real" de um mundo místico e encantado, em que tudo é possível. Um dia, após ser demitido de seu emprego, Tristan convida Victoria para um piquenique durante o qual ambos veem uma estrela cadentecaindo dos céus, e a qual Tristan promete à moça trazer em uma semana... ou ela aceitará o pedido de casamento de Humphrey.
Enquanto Tristan começa sua jornada, quatro irmãos descobrem que terão que disputar o reino a que tem direito numa corrida sem fim e mortal... corrida essa que envolve Tristan, de uma maneira que ele nem imagina!
Stardust é, basicamente, um conto-de-fadas, e um conto de fadas muito bem contado e realizado. Neil Gaiman (autor do texto original, no caso o livro Stardust, e também romancista, roteirista do aclamado Sandman e de uma futura série de HQs do Batman) é um gênio, e, apesar do filme ter várias diferenças em relação ao livro (o que acaba tornando o filme mais light), o próprio Gaiman admite que é uma obra independente da original.
O filme, no fundo, é uma fábula do amadurecimento, tanto de Tristan quanto de Yvaine (não sabe quem é Yvaine? Ah, só assistindo pra não estragar a surpresa!), mas nunca deixando de ser uma história de aventura, tenha-se dito! Além da ótima atuação de Claire Danes como Yvaine e de Charlie Cox como Tristan, podemos contar com a participação de astros como o grande Robert De Niro (Capitão Shakespeare) e da (ainda) belíssima Michelle Pfeiffer (a bruxa Lamia), que roubam bastante a cena em diversos momentos!
Stardust é um filme bem divertido. Quer dizer, ele é melhor do que muitos filmes como Nárnia (pelo menos o primeiro, que eu vi), que são meio como que "genérico de Senhor do Anéis", mas não quer dizer que seja ruim: simplesmente é um filme de fantasia bastante diferente e divertido, com boa trama e grandes reviravoltas.
E é aí que ele te conquista.
Nota Definitiva... 4 de 5.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Valkyrie Profile - Jogo [PSOne/PSP (Valkyre Profile - Lenneth)]


A abertura do jogo

Valkyre Profile: NIBELUNG VALESTI!!!
Título original: Valkyrie Profile
Gênero: RPG
Desenvolvedora: tri-Ace
Produtora: Enix
Ano: 2000 (PSOne)
Fala do quê? Lenneth é um Valquíria, uma deusa nórdica menor que tem como missão recrutar nobres espíritos de guerreiros humanos (Einherjar) para lutar o Ragnarok, a guerra que pode levar à extinção dos deuses! No entanto, Lenneth sabe muito pouco sobre o seu passado...
Bom, basicamente, Valkyrie Profile (ou VP, como vou citá-lo pra não perder meuito tempo digitando... XD) já era um velho conhecido meu, mas faltava jogar ele por um bom tempo até eu
escrever a matéria. Como agora tenho acesso a ele...
Se você curte Thor, Odin, Valquírias, assistiu Cavaleiros do Zodíaco e curte cultura nórdica, VP
será um verdadeiro choque para você: você tem arqueiros com bestas, samurais (!!!) e o mais
próximo que você vai chegar de um viking nesse jogo é o Angrim (um dos melhores personagens,
diga-se de passagem)! Mas como é um jogo de fantasia, esquece, isso é facilmente perdoável.
O andamento do jogo é bem simples: recrute gente, entre em dungeons, compre coisas... hmm...
peraí, não é tão simples assim...
Pra começar, como uma valquíria, Lenneth tem poderes premonitórios: isso quer dizer que você
não vai precisar conversar com metade dos personagens do jogo pra saber o que fazer em seguida, até porque seu tempo é curto...
Segundo: como você leu no começo da resenha, você recruta almas de guerreiros nobres e valorosos. Isso quer dizer que, sim, isso quer dizer que os personagens que a acompanham estão
mortos. Isso é bastante interessante, já que explica também como é que aquele mundaréu de gente tá te acompanhando (são almas, ora bolas... XD). Além disso, você precisa enviar boa parte desse povo para o Valhalla, onde lutarão ao lado dos deuses (o objetivo do jogo é ajudar na guerra, lembra?); essa também é outra parte interessantíssima do jogo, já que você deve sempre escolher o herói mais próximo do ideal que te pedem... mas é claro que a escolha deve ser bem feita: não adianta mandar um personagem que você gosta de jogar ou que seja excelente e, depois, você se arrepender. A história dos personagens também é bem legal, valendo a pena assistir e prestar atenção, já que algumas das histórias influem profundamente no jogo!
Além desses "detalhes" que eu adorei, que tornam o jogo único, o sistema de batalhas também é muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito louco...
Basicamente, você designa um personagem para cada botão, e, no combate, você faz combos com
eles! É claro, existem magos no jogo, mas apesar deles agirem pouco (eles precisam de um
"tempo de recarga de ação" para lançar outra magia ou efeito) são extremamente necessários. Ao lado da barra de HP do inimigo exite uma pequena barra e um contador de hits: chegando a 100 a barra, você pode librerar um Purify Weird Soul (traduzindo: Especial) e, se você fez direito, ainda consegue outros 100 na basrra e faz outro. À primeira vista, parece apelação, mas se torna extremamente necessário durante o jogo.
Como você joga com uma deusa, você não vai às compras, você faz os itens! Para isso, você usa
os Material Points (MP) que você conquista durante o jogo. O curioso é que, anos depois, um tal
de Odin Sphere (PS2) plagiou isso... -_-'
Pra completar, o jogo tem 3 níveis de dificuldade. O primeiro, Easy, é péssimo: você ganha mais
XP com os personagens, mas tem menos tempo de jogo, menos personagens... ou seja, não tem
nada. No Normal, cada personagem entra no grupo em seu próprio nível e você já pode fazer
várias coisas. Já no Hard, o melhor modo, você tem tudo disponível: todos os personagens,
dungeons, armas e finais. Na verdade, o jogo ainda tem como melhor final o final secreto: é tão,
mas tão desafiador, que chega a irritar chegar nele! Além disso, você precisa ter muita paciência:
no Hard, o pior das dungeons são os quebra-cabeças a resolver, não os inimigos...
Jogaço! Baixe na internet, compre no camelô... não importa: jogue!
Nota final... 5 de 5.

domingo, 5 de outubro de 2008

One Piece - Mangá


One Piece: em busca do maior tesouro de todos os tempos!
Fontes: a imagem foi retirada do Universal One Piece, e informações técnicas foram encontradas... bem, você sabe onde.
Título Original: One Piece
Autoria de: Eiichiro Oda
Gênero: Aventura/Comédia/Fantasia/Super-Heróis
O que você recomenda depois disso? Piratas do Caribe (sabe como é, filme de pirata...)
One piece é um dos melhores mangás sendo lançados atualmente no Brasil. Por isso mesmo, acho até que demorei para escrever sobre ele aqui no blog, mas vou compensar isso!
A saga toda começa quando Gold Roger, antes de ser executado por crime de pirataria pela marinha, revela que tem um gigantesco tesouro escondido em algum lugar da Grande Rota. Com uma revelação bombástica dessas, Roger consegue seu intento: criar uma nova (senão a maior) era de pirataria!
Anos depois, um garoto chamado Monkey D. Ruffy deseja ser pirata. Seu maior ídolo é o famoso pirata Shanks, que acaba se tornando seu amigo. Por acidente, Ruffy come uma Akuma no Mi (ou Fruto do Diabo), um tipo de fruto que, quando consumido, dá à pessoa que o devorou incríveis poderes! O problema, no entanto, é que quem o come não pode mais flutuar na água...
Durante um incidente, Shanks perde um braço ao salvar Ruffy, mas lhe dá o seu chapéu de palha a Ruffy, e diz que ele deve devolvê-lo quando se encontrarem novamente... na Grande Rota!
Explicando: o mundo de One Piece é realmente coberto de água (arriscaria dizer que cerca de 80% da superfície é coberta de água, 10% a mais que na Terra!), e possui diversas rotas marítimas. A mais perigosa de todas é a Grande Rota, a rota definitiva da pirataria, com as criaturas mais estranhas, maiores tesouros e piratas mais perigosos.
Mas é claro, Ruffy precisa de uma tripulação! Pouco a pouco, ele consegue reunir alguns dos piratas mais estranho, bizarros e divertidos de todos os mares como Zoro, o Caçador de Piratas (um dos melhores espadachins do mundo!); Nami, a Navegadora (mulher bela e ardilosa, mas que se mostra de confiança com o tempo); Usopp, o Faz-Tudo (que faz de tudo dntro do navio mesmo, mas é um mentiroso profissional) e muitas, muuuuuuuuuuuuuitas outras figuraças... todas se juntando ao seu capitão para ir em busca do lendário One Piece!
E, na verdade, o grande atrativo de One Piece é esse mesmo: uma história inusitada, heróis inusitados e um cenário ainda mais inusitado, mas tudo casando tão perfeitamente que não dá pra perceber que, às vezes, vira até bagunça... XD
A impressão que dá é que Oda quis resgatar a emoção e humor presentes no início da saga Dragon Ball, mas a série se sai bem melhor do que outras que tinham mesmo intuito (como Naruto, que parece Dragon Ball Z na sua fase Shippuuden). O roteiro também é muito bem construído: podemos ver que o grupo de Ruffy influencia o mundo à sua volta, e que sua importância aumenta cada vez mais no cenário.
Oda comete alguns erros de vez em quando, é claro, mas isso é um charme a mais de One Piece: ele nunca admite o erro, e sempre dá uma desculpa estapafúrdia (usando até mesmo o recurso de chamar algum personagem da história pra tentar explicar o que aconteceu). Se com a maioria dos autores isso parece ser uma amostra de arrogância, com Oda isso só magnifica o tom humorístico da série.
Excelente mangá, aprovado!
Nota Definitiva... 4 de 5.