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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Resenha: Ágora (2009)

Pôster de anúncio de Ágora1. Ficha Técnica Resumida
Nome original: Ágora
Data de lançamento: 01/10/2009 na Espanha (para outros locais clique aqui)
Direção: Alejandro Amenábar
Roteiro: Alejandro Amenábar e Mateo Gil
Gêneros: drama, histórico
Personagens principais: Hipácia (Rachel Weisz), Davus (Max Minghella), Orestes (Oscar Isaac), Sami Samir (bispo Cirilo)
Fonte: http://www.imdb.com/title/tt1186830/

2. Avaliação do Autor
Enredo: 5 de 5
Cenário: 5 de 5
Figurino: 5 de 5
Fidelidade histórica: 5 de 5
Originalidade: 3 de 5 (infelizmente o cinema blockbuster já abusou demais do cliché da mulher que tenta mudar o mundo mas acaba impedida de alguma maneira).
Nota final: 5 de 5
Comentários sobre a avaliação final: é um filme obrigatório para qualquer pessoa que consiga usar dois neurônios simultaneamente. O filme traz reflexões não apenas sobre a religiosidade no mundo atual como abre a pergunta "e se o cristianismo nunca tivesse existido, como estaríamos hoje?".

3. Sobre o Filme
Ágora é a mais recente produção de Alejandro Amenábar (também conhecido pelo sucesso Mar Adentro), mas, apesar de contar com Rachel Weisz no elenco e receber excelentes comentários e classificações (tendo sido exibido no Festival de Cannes mesmo sem estar concorrendo a nada e ter alcançado o 4º lugar na lista dos Dez Filmes Mais Geeks de 2009 do site http://www.geek.com.br, entre muitos outros), não foi amplamente divulgado no Brasil. Um dos motivos é a dupla polêmica suscitada pelo filme: a de retratar de maneira suave mas fiel os cristãos dos primeiros séculos e o inevitável paralelo com correntes mais fanáticas do islamismo dos dias de hoje. O outro motivo é aquela imagem que se tem do brasileiro: um povo interessado em samba, futebol e afins, incapaz de admirar o que a humanidade humana (nota: "humanidade" aqui aparece como propriedade, não como objeto) tem de mais sublime. Foi um dos melhores filmes que eu já assisti, e considero obrigatório para qualquer um que queira ver o que uma turba insandecida pelo fanatismo (seja este de qualquer espécie) pode fazer.

4. Resenha
Hipácia de Alexandria (em português: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%A1tia; em inglês: http://en.wikipedia.org/wiki/Hypatia) foi a última diretora da Academia de Alexandria, instituição de ensino inspirada no neoplatonismo e na Academia Platônica, e uma das mais importantes filósofas, matemáticas e astrônomas de seu tempo (quiçá de todos os tempos). Infelizmente, ela viveu em um período histórico muito ruim para ser uma mulher pagã, solteira, independente e inteligente: o final do século IV d.C. e o início do século V d.C. Nesse período, Império Romano já havia adotado o cristianismo como sua religião oficial, e isso representaria um sério problema para uma pessoa com todas essas virtudes que Hipácia possuía.
Como diretora da Academia de Alexandria, Hipácia não apenas ministra aulas de filosofia, astronomia e matemática como exerce uma grande influência no governo da cidade, formado em grande parte por ex-alunos seus. O prefeito Orestes, inclusive, raramente tomava decisões importantes sem consultar sua mestra, e o conselho sempre a consulta quando necessário.
Essa influência ofendia os cristãos. Baseados nas Epístolas Paulíneas (isto é, aquelas que foram escritas por São Paulo), os cristãos acreditam que a mulher foi criada por Deus para ser um ente submisso ao homem, do qual seria nada além de uma posse e para o qual não teria utilidade além de reprodutora e empregada doméstica. Liderados pelo bispo, da cidade, Cirilo de Alexandria (canonizado em 1882), os cristãos exigiam do governo que Hipácia fosse punida por sua "ousadia" em, como mulher, influenciar as decisões da cidade.
Orestes resistiu o quanto pôde, mas se viu forçado a ceder quando o Império determinou que os funcionários públicos deveriam se converter ao cristianismo. A partir desse momento, os contatos entre Hipácia e Orestes passaram a ser secretos, pois ela se recusava a converter-se. Respaldados pelo governador da província, os cristãos lançaram um golpe contra a Academia, invadindo e destruindo o lugar. Hipácia, ao tentar apelar junto a Orestes, foi sequestrada (com a anuência de Cirilo) por uma turba de cristãos liderada por Pedro, o Leitor, arrastada até uma igreja, apedrejada, esquartejada viva e lançada ao fogo. Orestes fugiu, e Cirilo assumiu o controle da cidade.

5. Recomendações
Assista a esse filme apenas se você não for um fanático religioso, pois o filme pode ser bastante incômodo aos que nutrem uma visão idílica e romanceada dos primeiros anos do cristianismo. Trata-se de uma religião embrutecida e inimiga do saberes humanos, como a História frequentemente mostra - ou, como Voltaire disse nas Cartas Inglesas, "uma religião de analfabetos e broncos, sempre falando de amor mas dispostos a trucidar todo aquele que não adere aos seus absurdos". Hipácia é apontada como a primeira mártir da humanidade, tendo sido morta por sequazes de uma religião nascida do ressentimento e de crimes contra a capacidade humana de pensar.
Nota importante: quando falo de cristianismo, falo da religião que surge a partir das Epístolas Paulíneas. A mensagem de Jesus Cristo é muito diferente da mensagem pregada pela religião que leva seu nome, o que torna importante e necessária a distinção.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O Lutador - Filme

O Lutador: assim é a nossa vida.
Fontes: o IMDb para os dados técnicos, e o Cinecartógrafo para o pôster.
Título Original: The Wrestler
Direção: Darren Aronofsky
Escrito por: Robert D. Siegel
Gênero: Artes Marciais/Drama

Eu sei que tenho me dedicado pouco ao blog, mas a falta de tempo (e de paciência, eu admito) devido ao trabalho e à época do ano, além de um monte de fatos da minha vida pessoal, transformaram minha vida num inferno...
Mas, como Mickey Rourke, eu voltei. E é sobre ele que eu vou falar.
Talvez nem todo mundo saiba, mas Rourke vai fazer o vilão de Homem de Ferro 2, o Blacklash (que virou Chicote Negro por aqui), e isso só foi possível graças ao O Lutador, sem dúvidas o melhor filme de sua carreira, até mesmo por guardar semelhanças com sua própria vida pessoal e profissional.

O filme conta a história de Randy "O Carneiro" Robinson, ex-lutador de primeira linha das vehas lutas de vale-tudo. Ao ficar velho demais para lutar nos grandes ringues, Randy passa a lutar em pequenas apresentações, sendo o ringue o único lugar onde encontra real satisfação, e complementando a renda com bicos em um super-mercado. Fora dos ringues, graças ao tempo dedicado às festas e carreira, Randy é um homem solitário. Sua filha não quer vê-lo, e sua melhor amiga é uma stripper. Após sofrer um ataque cardíaco após uma luta, Randy tenta se afastar dos ringues e arrumar sua vida pessoal, mas nada é perfeito...

Rourke, após tanto tempo longe do estrelato (fazendo pequenas participações em filmes medíocres, ou fazendo papéis medíocres em filmes razoáveis), mostra que tem muito fôlego para encarar as câmeras, com uma performance única no papel de Randy (e pensa que queriam chamar o Nicolas Cage pro papel... pff). Sua atuação visceral dá a impressão de que ele é realmente o personagem, muitas vezes transformando o filme quase que num documentário. Marisa Tomei está ótima no papel de Cassidy, dando profundidade à stripper que tenta separar sua vida pessoal do trabalho, e Evan Rachel Woods faz uma maravilhosa ponta no papel da filha abandonada pelo pai que decide dar a ele uma segunda chance. Mas, indiscutivelmente, o filme é de Rourke.

As lutas são outro destaque, desde as estratégias entre os lutadores para entreter o público até as lutas em si. Cada luta, mesmo que apenas com trechos sendo apresentados, é um verdaeiro show.

Não sei se é porque apresenta um astro decadente dando a volta por cima, se é pelas divertidas (e insanas) lutas, pelo roteiro maravilhoso com um final surpreendente ou pelo conjunto da obra, mas O Lutador é, definitivamente, o melhor filme que assisti em 2009.

Nota definitiva... 5 de 5.

domingo, 29 de novembro de 2009

Dynasty Warriors: Gundam 2 - Jogo (PS2)


A abertura do jogo.


Jogabilidade.

Dynasty Warriors: Gundam 2 - PIMP MY GUNDAM!!!
Fontes: a Wikipédia.
Desenvolvedoras: Koei, Omega Force
Distribuidora: Namco Bandai
Plataforma: PS2 (no caso, essa é a versão que vou resenhar. Também existem versões para o PS3 e XBox 360)
Gênero: Drama de Guerra/Ficção Científica
Sabe, eu curto um Beat'em-up. Espancar dezenas de capangas idiotas, enfrentar chefes difíceis e chegar ao final do jogo... e adoro Mechas, principalmente Gundam.
Então fiquei realmente maravilhado quando vi Dynasty Warriors: Gundam 2 - com um modo que permite seguir a história das séries originais (que são uma só cronologia) e gráficos bonitos (para um PS2...), ele me cativou, e provavelmente vai ser um dos melhores dos últimos jogos para a plataforma.
O jogo, em seu modo Official, começa contando a saga de Amuro Rei, um jovem que se vê no meio de uma guerra da qual não esperava fazer parte. Tendo quase extinguido os recursos da Terra, os seres humanos são obrigados a ir para o espaço. No entanto, com o tempo, os povos das colônias espaciais exigem independência, e acabam desenvolvendo os Mobile Suits (MS), armas móveis blindadas humanóides. No entanto, os terrestres tem em seu poder sua maior esperança: o RX-78, protótipo revolucionário de MS, que acaba caindo nas mãos do rapaz... Durante o jogo é possível jogar a saga das outras séries, que dão continuidade à história da primeira série.
Os modos são dois: Official e Original. O Official reúne as histórias já citadas, enquanto o Original reúne os pilotos de praticamente todas as outras séries (dá pra jogar, inclusive, com os personagens do Official, bastando terminar suas histórias nesse mesmo modo), e cada um dos robôs que você pode pilotar tem alguma particularidade e possibilidades de jogabilidade (tá bem, pra não dizer "todos", muitos genéricos tem só diferença estética...).
Na verdade, o modo que realmente leva a jogabilidade a um novo nível é mesmo o Original. Nesse modo, a liberdade é total: você pode fazer crossovers (como Amuro Rei, da primeira série, trabalhando em conjunto com Heero Yui, de Gundam Wing), tirar licenças para pilotar mechas diferentes (se você achava complicado tirar licenças em Gran Turismo) e o mais divertido de tudo: "tunar" os robôs.
Não, você não pode pintar chamas na carcaça do Gundam Wing e colocar dadinhos de pelúcia no para-brisas, mas pode turbinar ele! Durante as missões, você pode obter peças para vários robôs diferentes. No modo Original, você pode melhorá-las e adicionar novas funções para essas peças, modificando a jogabilidade dos robôs de acordo com o modo que você joga.
A jogabilidade é bem simples, mas diversas possibilidades se abrem conforme você vai adquirindo experiência no jogo (aliás, muitos truques podem ser aprendidos no no Pratice mission, encontrado na Free Mission de qualquer personagem do Original). A dificuldade é progressiva (mas chega a ser frustrante nas terríveis Extra Missions do Original) e o jogo é bem divertido, com todas as suas opções. Além dos já citados modos, ainda existe a Gallery, onde você pode conhecer as histórias dos personagens, robôs e séries, além dos vídeos do jogo.
Se você gosta de Gundam, robôs gigantes ou pancadaria, aqui está seu jogo!
Nota definitiva... 4 de 5.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Socrates in Love - Mangá

Socrates in Love: pode o amor sobreviver a tudo?
Fontes: a imagem foi retirada do Koubou, e as informações técnicas estão lá fora.
Baseado na obra de: Kyoichi Katayama
Autora: Kazumi Kazui
Editora Brasileira: JBC
Gênero: Drama/Romance
Há certas histórias que são de partir o coração. São raras essas histórias que podem fazer você chorar de tristeza e aflição e, ao mesmo tempo, terem qualidade: afinal, podemos ver um dramalhão só ao simplesmente ligar a TV na hora da novela, mas e um bom drama?
Já havia ouvido falar de um mangá chamado Socrates in Love em algum lugar, e que era de grande qualidade, além de ter uma história tão tocante que sua desenhista chorou ao desenhá-lo, mas nunca tinha tido a oportunidade de lê-lo, até que eu o adquiri recentemente no estande da JBC na Bienal.
Socrates in Love tinha tudo para ser um dramalhão. Logo no começo, você descobre que Aki, a garota, está morta. Sei, isso é bizarro (afinal, é meio que nem começar pelo fim...), mas é uma importante ferramenta narrativa, já que a história é narrada em flashback.
Durante o flashback de Sakutaro (o namorado da garota), ficamos sabendo que os dois se conheceram durante o Segundo Grau, e descobrimos como se tornaram um casal. No entanto, após atingirem o auge da felicidade, Aki adoece repentinamente... e daí em diante é uma espiral de dor e sofrimento (para o leitor e os personagens) que termina em um final, ao mesmo tempo, edificante, redentor e emocionante. E tudo isso em um só volume.
A obra é baseada no livro que, sem dúvida, merece mesmo ser um best seller: Sekai no Chushin de, Ai o Sakebu, de Kyoichi Katayama. Levando-se em conta que ele já foi transformado também em filme e série, deve ser realmente bom.
O mangá é emocionante. Qualquer um que já se apaixonou consegue entender o que o casal passa, com suas incertezas e paixão. E a dor que Sakutaro sente ao ver a morte inevitável da pessoa que mais ama na vida leva o leitor ao desepero junto com o narrador, e o fim traz o infindável sentimento de saudade de um amor que nunca se apaga.
Leia o livro, assista o filme, assista a série e leia o mangá. Ou faça apenas um deles. Então, me conte, como você se sentiu?
Nota definitiva... 4 de 5.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Guerreiros da Noite - Filme

Guerreiros da Noite: filme coreano? É pra já!
Fontes: a imagem e algumas informações técnicas do filme foram tiradas do Sebo do Messias.
Título original: Sword in the Moon
Direção: Ui-seok Kim
Roteiro de: Min-seok Jang
Gênero: Artes Marciais/Drama/Histórico
Eu gosto de filmes coreanos. Eles conseguem fazer filmes bem diferentes dos americanos e japoneses (eu acho, pelo menos). Então, quando ouvi falar de Guerreiros da Noite, logo quis assistir.
Coréia, século XVII. Um grupo conhecido por Guerreiros da Noite é formado, a elite do exército para proteger as fronteiras e a capital. Durante o treinamento, Choi Ji-hwan e Yun Gyu-yeob se conecem e se tornam grandes amigos.
Anos depois da revolução na qual Yun tomou parte, uma série de assassinatos parece ameaçar os políticos, e é dever de Yun protegê-los e descobrir o assassino, mas o assassino... é Choi!
Guerreiros da Noite é um dos mais interessantes filme de ação que assisti recentemente. Ele constantemente apela para flashbacks para explicar o que aconteceu anos antes, e esse fato é bem interessante: quando o filme começa, você não fica sabendo de nada, só lá pelo final é que dá para realmente saber as intenções de cada um dos personagens. Aliás, os personagens, antes de tudo, são o ponto alto da trama, já que a tensão crescente e a morte de cada vez mais políticos vai piorando a situação entre os protagonistas.
Esse é um daqueles filmes que só dá pra falar bem pouco para não estragar as surpresas...
O filme só tem um defeito: pelo menos pra mim, os freqüentes flashbacks confundiram um pouco a trama, e eu só fui entender a cena inicial horas depois de ver o filme. Mas se você passar por cima desse detalhe, vai gostar.
Nota definitiva... 3 de 5.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Azumi - Filme

Azumi: Eles têm uma missão, e nada ficará no seu caminho.
Fonte: o pôster é do MoviesOnline, e as informações complementares do IMDb.
Título original: Azumi
Direção: Ryuhei Kitamura
Baseado na obra de: Yu Koyama
Gênero: Artes Marciais/Histórico/Drama
O que você recomenda depois disso? Kill Bill Volume 1, Versus - A Ressurreição
No Japão feudal, cansado de guerras, o grande shogun Ieyasu Tokugawa pede a um de seus generais para que treine um grupo de poderosos assassinos para que, no futuro, eles possam deter quaisquer senhor da guerra que se atrever a destruir a (fraca) paz alcançada.
Assim, o ex-general Gessai treina 10 crianças, órfãs devido à guerra, para se tornarem os mais perfeitos assassinos e manterem a paz enquanto que escondidos nas sombras... e, dentre eles, o que mais se destaca é a jovem Azumi, a única mulher dentre todos da equipe.
Azumi é mais um daqueles filmes-baseados-em-jogos-de-vídeo-game, mas se destaca bastante do formato tradicional desse tipo de filme. Pra começar, o filme é mais baseado no mangá que deu origem ao jogo do que no jogo: dá pra notar isso o tempo todo, já que se dá uma importância muito grande aos protagonistas e seus próprios conflitos internos e convivência. A câmera e as tomadas de ação são bem ágeis, chegando em certos pontos do filme a serem (real e propositalmente) vertiginosas, deixando a quem assiste muuuuuito tonto!
O roteiro, como já dito, é muito bem trabalhado, com a personalidade (ou a falta de) de cada personagem sendo bem desenvolvida. A trama se desenvolve bem, e se você assistir ao filme vai com certeza se afeiçoar a algum personagem (e depois até se arrepender... XD), torcendo para que o desenrolar da trama favoreça o personagem.
O final deixa, de maneira bem feita, caminho aberto para o seundo filme: afinal, Azumi é só um prólogo...
Nota definitiva... 4 de 5.

sábado, 7 de março de 2009

House - Série

House: se você está doente, vai querer ele como médico. Ou não...
Fontes: aquela fonte e o Entenda Cada Lance.
Título original: House, M.D.
Criação de: David Shore
Gênero: Drama/Comédia
Bom, graças à uma obra na sala da minha casa (justamente onde fica meu PC), fiquei um bom tempo sem postar. Mas agora resolvi falar de House com o pouco tempo que tenho.
House conta as doideiras do dia-a-dia do insano (e brilhante) médico especializado em nefrologia e infectologia chamado Gregory House. No entanto, House pode ser chamado de louco justamente por seus métodos nada ortodoxos de diagnóstico e seu vício em remédio de combate à dor (graças a um acidente de moto); além disso, ao contrário da maioria dos médicos, House prefere ficar longe (física e emocionalmente) de seus pacientes: segundo o próprio, isso o ajuda a economizar tempo para resolver os problemas de saúde dos mesmos (o que acaba se mostrando verdade na maioria das vezes!). Outra marca registrada dele é seu eterno mau-humor e falta de noção: mais de uma vez por episódio (!), House acaba fazendo um dos membros de sua equipe passar por alguma humilhação...
Mas não só de House vive a série. Para manter sua cabeça (e seu emprego) no lugar, temos Lisa Cuddy, diretora do hospital e endocrinologista, ex-namorada e (talvez) amiga de House, e James Wilson, melhor amigo do doutor e oncologista. E como nenhum homem é uma ilha, temos os membros da equipe chefiada por House: Robert Chase (que está no grupo por ser facilmente manipulável, especializado em medicina intensiva), Allison Cameron (House admite que a contratou por ser uma mulher atraente!!! É brilhante e trata bem seus pacientes, é imunologista) e Eric Foreman (grande neurologista, contratado por House por ter sido um delinqüente durante a juventude, o que acaba realmente ajudando em alguns casos; se parece mais com House do que gostaria...).
A série tem um esquema básico, onde o "vilão" da semana é sempre uma doença misteriosa, rara ou simplesmente difícil de diagnosticar. Como essa é exatamente a especialidade de House, esses casos sempre caem nas mãos do doutor. Mas se a estrutura é básica, seu recheio não o é: House sempre confronta os seus pacientes com seus próprios erros (apesar de nem sempre funcionar...), apela a métodos de tratamento e diagnóstico anti-éticos e pressiona, humilha e (por que não?) enlouquece seus amigos e colegas...
No entanto, esse é o charme da série!
Fica difícil não assistir até o final de um episódio sequer, afinal, por mais nojenta que seja a situação em que a equipe de House se encontra, sempre nos atiça mais e mais a curiosidade. Outro fator chave na série é o relacionamento de House com as pessoas que o cercam: por mais que House seja anti-social, ele é obrigado a conviver com outras pessoas, e é seu ponto de vista (muitas vezes bizarro, excessivamente sincero e distorcido, além de mau-humorado) que dá o tom à série: se fosse um médico comum resolvendo casos estranhos, não teria a mesma graça.
House é ótimo, então se renda e assista!
Nota definitiva... 5 de 5.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Rozen Maiden - TV

Rozen Maiden: da próxima vez que você ver alguém brincando com bonecas, pense duas vezes antes de zoar...
Fontes: a Wikipédia, claro
Título original: Rozen Maiden
Baseado na obra de: PEACH-PIT
Direção: Mamoru Matsuo
Gênero: Aventura/Fantasia
Tem certos animes e mangás que você não faz a mínima idéia do porque deles terem sido criados. Hamsters falantes e inteligentes, dramas psicológicos, histórias sado-masoquistas... todo tipo de coisa!
Uma boa parte desses animes é bastante interessante: afinal, você pode se ver bastante surpreso por uma história que você nem fazia idéia de que era tão boa, principalmente porque a tal história não é festejada em eventos de anime e em revistas especializadas (ao contrário do "ninja de laranja", que nem é tão bom mas atrai bastante público...). Um exemplo disso é Rozen Maiden.
A história começa quando conhecemos Jun Sakurada, um jovem que vive isolado em sua casa com sua irmã e coleciona "itens místicos", como bonecos-vudu, óculos de "visão de raios-x" e todo o tipo de besteira.
Mas Jun se isola do mundo não porque é um vagabundo, mas sim por estar doente. Jun sofre de hikikomori, uma doença mental que afeta muitos jovens nos tempos modernos, devido a um trauma (trauma esse explicado mais tarde na série). Com isso, ele acaba desenvolvendo esse estranho hobby para passar o tempo.
Um belo dia, Jun assina um contrato que vai mudar sua vida. Esse contrato era um de seus novos "brinquedos" e, sendo de graça, ele tratou logo de assinar! Ao fazer o que foi dito no contrato, Jun encontra em seu quarto uma caixa de madeira. E dentro dela, uma boneca.
Quando Jun dá corda na dita-cuja ela, literalmente, cria vida! E a primeira coisa que ela faz é estapear a cara do garoto, já que ele havia olhado embaixo do vestido dela...
Após um violento combate, onde a vida de Jun acaba correndo perigo e ele é obrigado a aceitar um acordo com a boneca (que se chama Shinku), Jun descobre a verdade sobre a boneca.
Shinku é uma Rozen Maiden. As Rozen Maidens são bonecas vivas, com personalidade própria, que foram criadas por um homem chamado Rozen, que tinha por objetivo criar a garota perfeita, Alice. Após criar várias bonecas e falhar, Rozen teve a "brilhante" idéia de fazê-las lutar entre si, para que apenas uma sobrasse e, com os espíritos e habilidades de todas as outras, se tornasse Alice. A esse "torneio" se dá o nome de Jogo de Alice.
Durante a série, conhecemos mais Jun e sua irmã, Nori, além de Tomoe Kashiwaba, colega de classe de Jun. Também surgem outras Rozen Maidens: Hina Ichigo (a mais fofinha e inocente da Maidens, acredita no que for dito a ela!), Suiseiseki (completamente psicótica e assustadiça, protagoniza os melhores momentos de humor da série com Hina Ichigo, além de ser um personagem-símbolo da série), Souseiseki (a personagem mais centrada e séria da série, sempre é arrastada para as doideiras de sua irmã gêmea, Suisei) e Suigintou (a boneca que, de fato, começa o Jogo de Alice nos dias de hoje; é perigosa, e guarda um grande segredo). Na segunda temporada (Träumend - Sonho, em alemão), surgem também Kanaria (que se diz a "mais inteligente das Maidens", mas nunca prova isso, sendo bastante atrapalhada e rendendo bons risos) e Barasuishou (uma misteriosa boneca, de quem quase nada se sabe).
O que realmente atrai em Rozen Maiden é o perfil psicológico de cada uma das bonecas e seu relacionamento com Jun: cada uma tem uma maneira bem peculiar de lidar com ele, e isso é bastante explorado na primeira temporada. Nessa mesma temporada, tamém é bastante explorado o próprio trauma de Jun e como ele lida com isso, além de como ele lida com as próprias bonecas e suas "insanidades". Enquanto isso, a segunda temporada se centra mais no Jogo de Alice.
Também é interessante notar as referências ao livro Alice no País dos Espelhos (as Rozen Maidens entram nos seus "campos de batalha" através de superfícies espelhadas, o próprio nome da "competição"...) e o tratamento do perfil psicológico de cada um dos personagens, além de uma certa subversão do "estilo Pokémon" de anime (afinal, os servos são os humanos, e as bonecas as mestras!) e do humor nonsense de diversos episódios.
Imperdível pra quem quer uma novidade.
Nota definitiva... 4 de 5.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Rebobine, por Favor - Filme

Rebobine, por Favor: porque você também já quiz fazer uma versão de algum filme!
Fontes: a imagem veio do Cine 365, e as informações gerais e técnicas, do Cine Players.
Título original: Be Kind Rewind
Direção e roteiro: Michel Gondry
Gênero: Comédia/Drama
O que assistir depois dele? Qualquer coisa, mas numa fita VHS!
Sabe, há coisas na vida da gente que nos deixam com a já famosa nostalgia: primeira namorada, primeiro copo de cerveja, primeiro filme no cinema...
E é exatamente essa nostalgia que me tomou de assalto quando assisti esse filme.
Nunca havia assistido um filme de Michel Gondry, mas as boas críticas a filmes anteriores (como o famoso Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças) e o fato de ter no elenco os fenomenais Jack Black (Tenacious D, Escola do Rock), Mos Def (16 Quadras) e Danny Glover (a tetralogia Máquina Mortífera) me convenceram a ir até Botafogo, passar do ponto, atravessar um túnel "perigosíssimo" (igual a qualquer parte no mundo... hoje, onde não é perigoso?) e andar um pedação correndo para assistir esse filme, porque quase chego atrasado. Tá certo que eu acabei quase que morrendo de sede, suado e bastante triste com o preço absurdo do ingresso...
Mas aí você pergunta: valeu a pena?
E eu respondo... SIM!!!
A trama é a seguinte... Jerry e Mike são amigos. Jerry é um dono e ferro-velho completamente pirado e que acredita que "eles" (seja lá quem forem) tentam dominar nossas mentes através dos fornos microondas e da central de abastecimento elétrico da cidade, enquanto Mike trabalha em uma das últimas (senão a última) vídeo-locadoras do mundo.
No entanto, os problemas dos dois começam quando o chefe de Mike sai da cidade e deixa a locadora a encargo de Mike. Nesse período, Jerry sofre um acidente que o deixa magnetizado, e quando ele se aproxima das fitas da locadora... bem, lá se vão os filmes!
Vendo que é impossível arranjar os filmes novamente em VHS, Jerry e Mike são obrigados a um último recurso: eles mesmos regravarem os filmes, fazendo os papéis possíveis e se aproximando o que for possível do filme original. E eles regravam desde filmes clássicos, cmo Os Caça-Fantasmas até A Hora do Rush 2 (pois é, imagina Jack Black interpretando Jack Chan!). E quando isso acontece, tudo é possível.
Sabe, assistir Jack Black é sempre um prazer, e Mos Deff faz uma bela dupla com ele. Danny Glover, depois de um belo tempo afastado dos cinemas, também brilha no papel do dono da vídeo-locadora. No entanto, me atreveria a dizer que umas das maiores estrelas do filme são, na verdade, os filmes "suecados": as refilmagens toscas, divertidas e insólitas de 20 minutos que a dupla faz. Se não fosse por eles, o filme não teria nem ao menos razão de ser!
Com um roteiro genial, um elenco ótimo, além de grandes idéias, não perca o seu tempo e assista logo: assim você também vai poder fazer o seu próprio "suecado"!
Nota definitiva... 5 de 5.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Arqueiro Verde: O Espírito da Flecha - HQ

Arqueiro Verde: O Espírito da Flecha - uma luta pra voltar à vida. Literalmente.
Fontes: a imagem foi tirada do Louco por Gibis
Equipe de trabalho: Kevin Smith (roteiro), Phil Hester (desenhos), Ande Parks (arte-final)
Editoras: DC (EUA), Panini (Brasil)
Gênero: Aventura/Super-Heróis/Drama
O que você recomenda depois disso? qualquer coisa do Kevin Smith, seja nas HQs ou no cinema; Arqueiro Verde: A Busca
Bom, antes de mais nada, devo explicações: não postei semana passada porque não tinha tempo. Comecei a trabalhar, e, como não dava pra administrar o meu tempo ainda, não consegui postar nada. Pra compensar, resolvi falar de uma das melhores HQs que já li.
Tem alguém que não conhece o personagem e esteja lendo essa matéria? Digo que é difícil. Basta lembrar que ele está em Smallvile (é, aquele seriado mesmo) e foi uma das estrelas do desenho animado Liga da Justiça Sem Limites. No entanto, o Ollie (o apelido de Olliver Queen, o Arqueiro Verde, entre seus amigos) das HQs é um tanto diferente: nada fiel (é reconhecido que ele traiu várias vezes a Canário Negro, sua parceira e namorada) e já chegou até mesmo ao ponto de matar alguém com suas flechas. Mesmo assim, muito da personalidade original dele foi mantida nas duas adaptações (mesmo que, em Smallvile, ele pareça mais o Batman... -_-').
Pra quem não conhece o personagem, um breve resumo: Olliver Queen era só um ricaço a fim de esbanjar grana, até que vai parar numa ilha deserta e descobre que tem uma imensa afinidade com arco e flecha. De volta ao convívio com a sociedade, Queen descobre que pode fazer muito mais pela sociedade, se tornando um super-herói ao aproveitar seu talento recém-descoberto. Sob a identidade de Arqueiro Verde, Queen fez parte da Liga da Justiça e se tornou amigo de diversos outros vigilantes, como Batman, Superman e Questão. Queen é um grandescíssimo canalha em termos românticos, já que, apesar de ter um relacionamento fixo com Dinah Lance (a vigilante Canário Negro), já a traiu com diversas outras mulheres (inclusive uma amiga de Dinah).
Bom, sabendo disso, vamos à minissérie.
Tudo começa com a gente vendo uma conversa entre Batman e Superman, quando Superman diz que parece que "algo abandonou o ser dele". Ainda nesse comecinho, vemos um velho conhecido dos fãs da DC, Hal Jordan, fazendo alguém surgir do nada.
Tempos depois, vemos um Arqueiro Verde, com um arsenal feito de lixo, vestindo trapos e completamente desmemoriado, salvando a vida de um homem. Esse homem, chamado Stanley Dover, em troca o acolhe e financia sua cruzada contra o crime (já que é podre de rico). Em uma de suas noites de vigilantismo, Ollie salva a vida de uma jovem chamada Mia Dearden, que era obrigada por seu namorado a se prostituir, e acabam se tornando amigos. Mas ele vai reencontrar vários de seus amigos também... e conhecer seu filho.
Mas o maior mistério é: é de conhecimento público que o Arqueiro Verde morreu numa explosão de avião! Então esse não é o verdadeiro? Mas, se for, como ele está vivo?
O roteiro é do genial Kevin Smith. Ele já roteirizou diversas HQs (como Batman e Demolidor) e é um famosíssimo cineasta. Quem é um pouquinho mais velho (tipo a minha idade) conhece os filmes O Balconista, Procura-se Amy, O Império (do Besteirol) Contra-Ataca e Dogma. Ele também é conhecido por ser um grandescíssimo nerd, sempre colocando referências a Star Wars.
O Espírito da Flecha é uma minissérie incrível. Faz diversas referências às HQs antigas do personagem, mas, ao mesmo tempo que isso é uma benção, também é uma maldição: é preciso conhecer algo do personagem para não ficar boiando no meio da história, apesar da história dar uma "revisada" no passado do personagem. Tem várias participações especiais de personagens famosos (como a participação de toda a Liga da Justiça da época, e de seu ex-parceiro Ricardito, agora sob o codinome Arsenal). O traço de Phil Hester também é muito legal, se adequa muito bem à história.
Nota Definitiva... 4 de 5.

sábado, 22 de novembro de 2008

Maria-sama ga Miteru - Série

Maria-sama ga Miteru: ah, como eram bons os tempos de escola...
Fontes: a imagem saiu do AnimePortal.cl, e, as informações técnicas, da Wikipédia.
Título original: Maria-sama ga Miteru
Baseada nos romances de: Oyuki Konno
Gênero: Romance/Drama
Foram 2 anos (!!!) de procura, mas enfim consegui assistir o (mais ou menos) famoso Maria-sama ga Miteru (ou, encurtando, Marimite). A tradução mais direta do título seria A Virgem Maria olha por Nós, que faz alusão direta à imagem de Virgem Maria que existe na entrada do colégio onde se passa a série e à santa que é patrona da Academia onde se passa a história.
A série é, basicamente, diferente de tudo o que eu tinha assistido: nada de pancadaria, assassinatos em massa com enormes bolas de energia ou garotas de outro mundo apaixonadas por um panaca. Assistir essa série foi como descobrir uma nova e saborosa comida: difícil deixar de assistir depois de começar.
A série (e também os romances e o mangá) se passa na Academia para Moças Lillian (uma escola católica), no Japão (não, eu não sei em que cidade). Dentro desse colégio, existe um sistema conhecido como soeur (palavra em francês para irmã). Esse sistema consiste no fato em que uma veterana do terceiro ou segundo anos do Ensino Médio (conhecida por grande soeur, ou grande irmã) pode acolher uma protegida do segundo ou primeiro anos (petite soeur, ou pequena irmã), prometendo guiá-la e ensiná-la sobre as tradições da Lillian, além de ajudá-la e protegê-la.
Além dessa tradição, também existe a tradição do conselho estudantil, formado por três estudantes do terceiro ano. Essas estudantes são conecidas com rosas, e cada uma delas recebe um codinome pelo qual acabam sendo chamadas na escola: Rosa Chinensis, Rosa Foetida e Rosa Gigantea. Essas mesmas também têm uma protegida (conhecidas como floeur en button, ou, respectivamente, Chinensis en button, Foetida en button e Gigantea en Button), que as auxiliam nas questões do conselho, e essas também podem ter, elas mesmas, suas protegidas.
Como protagonista da história, acompanhamos os três anos de estudo no Ensino Médio da Lillian da jovem Yumi Fukuzawa, uma estudante aparentemente comum e sem atrativos ou talentos. No entanto, nos primeiros dias de aula no Ensino Médio, enquanto ora em frente da imagem da Virgem Maria, a Chinensis en Button Sachiko Ogasawara, com aparente intimidade, se aproxima e ajeita o lenço do uniforme de Yumi. Sua amiga, Tsutako, acaba tirando uma foto do momento e, achando que as duas se conhecem, convence Yumi de pedir a Sachiko que permita que a foto seja publicada no jornal da escola.
Resolvendo ajudar sua amiga, Yumi vai até a Casa das Rosas (sede do Conselho Estudantil de Lillian) e, do nada, recebe um convite de Sachiko para ser sua petite soeur. Só que, ao descobrir que Sachiko fez o convite por motivos pessoais, de certa forma simplesmente a usando, Yumi recusa.
No entanto, Yumi acaba ficando cada vez mais envolvida com as Rosas, e acaba conhecendo Yoko Mizuno (veterana de Sachiko e Rosa Chinensis, calma, bem-humorada e reservada, é como se fosse a líder do conselho), Sei Sato (a Rosa Gigantea, barulhenta mas responsável, adora "cutucar" os outros e fazê-los chegar a seus limites, se divertindo principalmente incomodando Yumi), Shimako Todo (a Gigantea en button, reservada e de inteira confiança, apesar de não ter muita confiança em si mesma), Eriko Torii (a Rosa Foetida, excêntrica e cheia de mistérios, e também bastante talentosa), Rei Hasekura [a Foetida en button, aparenta ser forte e durona por praticar Kendô (esgrima japonesa), mas é romântica e bastante gentil] e Yoshino Shimazu (petite soeur de Rei, apesar da aparência frágil e de ser doente cardíaca, é mais durona, decidida e impetuosa que sua veterana), além de se tornar mais próxima de Sachiko.
O grande lance de Marimite é que a história gira em torno de uma garota comum e seu dia-a-dia na escola. Nada de robôs gigantes, príncipes encantados ou torneios de artes marciais, apenas a vida de uma garota. Tá certo que existem pedaços da história bastante dramáticos, mas tudo dentro da realidade: às vezes, o simples fato de dois personagens não se comunicarem direito causa uma enorme catástrofe...
Outro ponto de destaque são os personagens. Eles têm personalidade bastante variada entre si (como em toda boa história), e, por isso mesmo, acabam surgindo conflitos entre eles. No entanto, esses conflitos acabam por aproximar ainda mais os personagens, e fazê-los entenderem suas motivações, gostos e personalidades. Ainda sobre os personagens, a maneira como eles nos são apresentados e descobrimos coisas sobre eles é muito legal: na maioria das vezes, fazemos essas descobertas junto com Yumi, e acabamos por ficar tão surpresos quanto ela.
Quanto à trilha sonora, Marimite difere bastante da maioria dos animes também. A trilha sonora usa bastante instrumental e música clássica, inclusive na abertura e no encerramento (na primeira temporada). Já a animação... bom, é normal. Não digo que é estupenda, mas é muito boa e cumpre seus objetivos: nada de planos bizarros e cenas no estilo Matrix só porque se tem dinheiro, mas tudo feito com carinho e dedicação, sempre deixando com um gostinho de "quero mais".
A história é cativante e emocionante. Tenho que dizer que não assisti direto, todo dia, mas meio que me arrependo de não ter feito isso: tem momentos divertidos e cômicos (como quando descobrem os encontros de Eriko e nada acaba sendo o que parecia), mas tem momentos tristes e melancólicos (como a despedida das Rosas mais antigas e os últimos capítulos da segunda temporada), tudo bem equilibrado e feito pra sentir saudades da época de estudante... ou desejar que essa época dure mais um pouco.
Curiosidade: existem episódios curtos, depois de cada episódio regular, conhecidos como Maria-sama wa Naisho (A Virgem Maria não pode saber), feitos em SD e recriando comicamente os momentos mais importantes de cada episódio, até mesmo com as personagens agindo de maneira que normalmente não agiriam na série.
Nota definitiva... 5 de 5.