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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Shin Megami Tensei: Persona 4 - Jogo (PS2)
A abertura do jogo.
O trailer da versão americana.
Shin Megami Tensei: Persona 4- lutando contra você mesmo, você alcançará a verdade!
Título original: Persona 4
Gênero: RPG/Drama/Aventura/Comédia/Romance
Desenvolvedora: Atlus
Ano: 2008
Quando comprei meu PS2, eu pensei que não teria muitos jogos com os quais eu pudesse me divertir. Quer dizer, eu curto muito mais um bom jogo de RPG do que um de pancadaria ou ação, e, pelo que eu via dos jogos de RPG pra PS2, eu ia ficar mesmo era jogando os de PSOne...
Isso até eu conhecer Persona 4.
Já tinha ouvido falar do Persona 3 a alguns anos atrás, mas, como eu não tinha um PS2, ficava complicado jogar. No entanto, posso dizer que foi, de fato, o primeiro RPG que eu joguei no meu próprio PS2!
A trama é interessantíssima: você é um adolescente vindo de uma grande cidade, se mudando para uma cidade do interior para morar por um ano com seu tio, já que seus pais (sempre eles?) foram trabalhar no exterior. Chegando lá, você logo faz amizades, mas se vê envolvido na investigação (amadora) de dois terríveis assassinatos.
Mas isso é só a ponta do iceberg quando você descobre a existência de outro mundo. Dentro da TV. Dentro desse mundo, os heróis devem enfrentar seus segredos mais obscuros, conquistar suas contrapartes e achar o assassino!
(Sem mais delongas, para evitar spoilers.)
O que mais impressiona nesse jogo é, sem dúvida, o sistema de jogo: basicamente, você vive o dia-a-dia de um estudante. Claro, você ainda mete a porrada em monstros e ganha níveis, mas isso é apenas 10% a 20% (!!!) do jogo, graças ao inovador sistema de Social Link.
Esse sistema permite que você se aproxime mais dos NPCs mais (e até menos) importantes do jogo, faça amizade e até namore! E cada um dos personagens tem uma trama própria e emocionante, sempre com pitadas de humor e drama. É um prato cheio pra quem gosta de ler (ou assistir) boas tramas, e joga para acompanhar a história, e não só terminar o jogo.
Mas não é só isso. Conforme você evolui suas amizades, você ganha mais e mais poder, tanto direta quanto indiretamente.
Falando em "indiretamente", uma das mais curiosas formas de evoluir em Persona 4 é através do uso de diferentes Personas. As Personas são as contrapartes conquistadas dos heróis, só que, ao contrário do resto dos personagens, o protagonista pode criar e usar diversas Personas, podendo adquirir diversos tipos de habilidades e atributos não só durante o decorrer do jogo, mas durante uma luta! O poder de cada uma das Personas que você cria tem seu poder influenciado pelos Social Links que você tem. Por exemplo: se você tem nível 5 no Social Link Emperor e cria uma Persona desse tipo, você vai ganhar 2 níveis com essa Persona assim que a criar. Você também recebe novas possibilidades de criação de Personas conforme maximiza os Social Links.
E seus aliados também se tornam mais poderosos! Conforme você ganha níveis no Social Link com eles, eles ganham novas habilidades que são ativadas com uma ação-chave. Por exemplo, toda vez que um dos seus personagens causar um ataque crítico, há a chance de um de seus personagens com Social Link nível 3 realizar um ataque devastador.
Mas não é só a parte de jogabilidade que me agradou. A história é realmente muito boa. Como a trama, apesar de ter um rumo fixo, é bastante maleável (já que é você quem escolhe como vai passar seus dias), não cansa, e apresenta uma nova surpresa quando você já achava que ela tinha estagnado! Mesmo o mais bobo dos Social Links influencia bastante na jogabilidade, já que dá uma nova experiência a cada vez que se joga, mesmo não influenciando na história.
Mas não é só de trama e jogabilidade que se faz um jogo!
Os gráficos são bons, e muitas das Personas ficaram bastante bonitas no 3D (apesar de ainda haver aquelas que ficaram bem melhores na arte conceitual em 2D). O visual do jogo segue muito bem o estilo dos animes, e consegue um ótimo resultado mesmo sem usar o famoso eeito de cell shading. As animações do tipo "cut scene" são bastante interessantes, e me fazem pensar: se já existe um mangá de Persona 3 e 4, e um anime baseado no 3 (Persona - Tinity Soul), por que não um anime baseado no 4?
A trilha do jogo, feita por Shoji Meguro e Shihoko Hirata, é otro dos pontos altos do jogo. Fez uma diferença enorme poder ouvir, durante os combates, uma música com vocal! E a trilha como um todo é um primor de trabalho, ótima para ouvir mesmo depois de terminar o jogo.
O mesmo vale para a dublagem americana do jogo: gostei bastante da dublagem (apesar da dublagem americana costumar ser uma porcaria), e não me dei bem com a dublagem original... bastante estranho.
Agora vão logo jogar, e me deixem matar o último chefe logo... XD
Nota definitiva... 5 de 5.
sábado, 20 de dezembro de 2008
007 - Cassino Royale --- Filme
007 - Cassino Royale: cuidado com o novato!Fontes: a Wikipedia mesmo.
Título original: Casino Royale
Direção: Martin Campbell
Gênero: Ação/Suspense
Lá estava eu, no meu trabalho, vendo que filme eu poderia comprar em DVD pra assistir em casa (já que eu não tenho mais tempo pra sair mesmo... -_-'), quando achei Cassino Royale (que ainda não havia assistido) dando bobeira e por uma bagatela!
É claro que não perdi a chance.
Pra quem não sabe, 007 é uma franquia bastante rentável e antiga, baseada nos romances do ex-espião e (já falescido) escritor Ian Flemming. Com o tempo, o simples espião James Bond ganhou ares de super-herói, com incríveis super-equipamentos e a habilidade de espancar e metralhar dezenas de inimigos sem amarrotar seu smoking. E acho que Flemming não iria gostar desse rumo... até Cassino Royale.
O filme apresenta, logo no início, uma homenagem aos filmes clássicos da série, protagonizados po Sean Connery, em cenas totalmente rodadas em preto-e-branco. Em seguida, descobrimos que o pequeno "servicinho" que Bond fez no início do filme o elevou ao status de Agente-00, o mais perigoso e mortífero status que um agente à serviço da Coroa Britânica pode chegar.
Logo após o "teste", Bond acaba indo parar numa perseguição envolvendo o contrabandista Le Chiffre: o francês (não era francês? ~_-) acabou gastando o dinheiro de seus clientes (um grupo terrorista africano!) onde não devia, e agora tenta recuperar a grana em um torneio no Cassino Royale. Tudo o que Bond tem que fazer é deter Le Chiffre...
Mas, no meio do caminho, Bond mata um mundaréu de gente (pra dizer a verdade, é bem pouca, comparado aos filmes mais recentes do espião) e se envolve com a bela e inocente Vesper Lynd, uma agente enviada para ajudá-lo financeiramente na missão.
Um dos detalhes mais interessantes do filme é que ele mostra Bond do jeito que ele realmente é: um fanfarrão, violento e que gosta de tratar as mulheres como objeto! Não adianta dizer que "deturparam" o personagem: os filmes sempre suavizaram esse lado do agente, seixando ele com cara mais de mulherengo. A questão "violência" nem foi um tabu tão grande, já que ele tem a famosa "Licença para Matar", e a fanfarronice também não.
Mas acho que o que realmente mudou foi ter Daniel Craig como Bond. Tá certo que ele adora fazer um beicinho de vez em quando (pelamordedeus... deixa o cara! Só notei isso porque comentaram antes de eu assistir...), mas de resto tá perfeito. Ele consegue passar para nós o verdadeiro canalha que o 007 é, e nos faz nos apaixonarmos por esse personagem provando que ele é humano... e falha. Aliás, isso acontece bastante durante o filme, o que é ótimo pra reforçar a imagem de que Bond é só um novato no serviço.
O filme foi dirigido pelo grande Martin Campbell (que aliás dirigiu o clássico 007 contra Goldeneye, primeiro filme de Pierce Brosnan como o agente), e tem outras estrelas como Eva Green (no papel de Vesper) e Judi Dench (pela quinta vez no papel de M, a "chefinha" de Bond), além do genial Mads Nikkelsen no papel do insano Le Chiffre.
Se você procura um bom filme de espião, sua procura acabou!
Nota definitiva... 4 de 5.
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