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sábado, 21 de março de 2009

O Espetacular Homem-Aranha - Série

O Espetacular Homem-Aranha: tão bom quanto a série clássica!
Fontes: a Wikipédia, como sempre.
Título original: The Spetacular Spider-Man - Animated Series
Gênero: Super-Heróis/Aventura
Com o fim das obras na minha casa e de uma posterior crise de criatividade, finalmente volto a escrever no blog!
Bom, eu sou meio que fão do Homem-Aranha. Sabendo da nova série que estava passando na TV sobre o famoso Cabeça-de-Teia, sabia que podia não ser tão bom quanto a série dos anos 90, mas resolvi dar uma chance.
E deu certo! A série é bem fiel às origens do personagem, mesmo começando com Peter Parker já como o Homem-Aranha. Explicando: a série acompanha as desventuras de Peter Parker como o Homem-Aranha logo no início de sua carreira. Peter ainda se sente culpado pela morte do tio Ben, e tem que dividir seu tempo entre sua vida pessoal e sua identidade secreta, o que acaba mal na maioria das vezes.
E a idéia original do Homem-Aranha era exatamente essa: Peter salvava o dia, mas nem por isso sua vida melhorava diretamente influenciada por isso. Tanto nos quadrinhos antigos quanto na série, as ações de Peter são mal-compreendidas (tanto com quanto sem o uniforme) ou simplesmente levam a desencontros (e encontros) que influenciam suas duas vidas.
Algumas coisas foram mudadas nos personagens: por exemplo, Eddie Brock, na série, é um grande amigo de Peter, e colega de classe. No entanto, isso acabou sendo válido para o teor da série, que se desenvolve num ambiente mais jovem. Essas mudanças também acabaram se extendendo aos vilões, dando a eles uma origem nova (e, às vezes, até melhor que a original) e um bom motivo pra bater no Escalador de Paredes...
Um detalhe que me agradou (mas não à alguns amigos meus) foi o traço da série. Ele é um tanto quanto mais infantil, mas deu uma boa estilizada. O Homem-Aranha pode até ser meio magrela, mas se parece mais com um adolescente que muito personagem de séries que eu vejo por aí, e muitos dos personagens secundários tiveram uma repaginada bem merecida (até a tia May, que não parece tão velha quanto antes!).
Levando em conta que a série é voltada para um público mais jovem (infantil), consegue ainda assim ser interessante para os fãs mais antigos, graças à sua fidelidade à personalidade dos personagens e algumas bem-construídas surpresas. é muito melhor do que produtos derivados de séries de desenhos baseadas em personagens igualmente famosos da Marvel (como X-Men: Evolution), se comparando à série dos anos 90 (que é um clássico) e chegando bem perto da qualidade das séries animadas da DC.
é uma boa diversão, e vale um olhada.
Nota definitiva... 3 de 5.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Arqueiro Verde: O Espírito da Flecha - HQ

Arqueiro Verde: O Espírito da Flecha - uma luta pra voltar à vida. Literalmente.
Fontes: a imagem foi tirada do Louco por Gibis
Equipe de trabalho: Kevin Smith (roteiro), Phil Hester (desenhos), Ande Parks (arte-final)
Editoras: DC (EUA), Panini (Brasil)
Gênero: Aventura/Super-Heróis/Drama
O que você recomenda depois disso? qualquer coisa do Kevin Smith, seja nas HQs ou no cinema; Arqueiro Verde: A Busca
Bom, antes de mais nada, devo explicações: não postei semana passada porque não tinha tempo. Comecei a trabalhar, e, como não dava pra administrar o meu tempo ainda, não consegui postar nada. Pra compensar, resolvi falar de uma das melhores HQs que já li.
Tem alguém que não conhece o personagem e esteja lendo essa matéria? Digo que é difícil. Basta lembrar que ele está em Smallvile (é, aquele seriado mesmo) e foi uma das estrelas do desenho animado Liga da Justiça Sem Limites. No entanto, o Ollie (o apelido de Olliver Queen, o Arqueiro Verde, entre seus amigos) das HQs é um tanto diferente: nada fiel (é reconhecido que ele traiu várias vezes a Canário Negro, sua parceira e namorada) e já chegou até mesmo ao ponto de matar alguém com suas flechas. Mesmo assim, muito da personalidade original dele foi mantida nas duas adaptações (mesmo que, em Smallvile, ele pareça mais o Batman... -_-').
Pra quem não conhece o personagem, um breve resumo: Olliver Queen era só um ricaço a fim de esbanjar grana, até que vai parar numa ilha deserta e descobre que tem uma imensa afinidade com arco e flecha. De volta ao convívio com a sociedade, Queen descobre que pode fazer muito mais pela sociedade, se tornando um super-herói ao aproveitar seu talento recém-descoberto. Sob a identidade de Arqueiro Verde, Queen fez parte da Liga da Justiça e se tornou amigo de diversos outros vigilantes, como Batman, Superman e Questão. Queen é um grandescíssimo canalha em termos românticos, já que, apesar de ter um relacionamento fixo com Dinah Lance (a vigilante Canário Negro), já a traiu com diversas outras mulheres (inclusive uma amiga de Dinah).
Bom, sabendo disso, vamos à minissérie.
Tudo começa com a gente vendo uma conversa entre Batman e Superman, quando Superman diz que parece que "algo abandonou o ser dele". Ainda nesse comecinho, vemos um velho conhecido dos fãs da DC, Hal Jordan, fazendo alguém surgir do nada.
Tempos depois, vemos um Arqueiro Verde, com um arsenal feito de lixo, vestindo trapos e completamente desmemoriado, salvando a vida de um homem. Esse homem, chamado Stanley Dover, em troca o acolhe e financia sua cruzada contra o crime (já que é podre de rico). Em uma de suas noites de vigilantismo, Ollie salva a vida de uma jovem chamada Mia Dearden, que era obrigada por seu namorado a se prostituir, e acabam se tornando amigos. Mas ele vai reencontrar vários de seus amigos também... e conhecer seu filho.
Mas o maior mistério é: é de conhecimento público que o Arqueiro Verde morreu numa explosão de avião! Então esse não é o verdadeiro? Mas, se for, como ele está vivo?
O roteiro é do genial Kevin Smith. Ele já roteirizou diversas HQs (como Batman e Demolidor) e é um famosíssimo cineasta. Quem é um pouquinho mais velho (tipo a minha idade) conhece os filmes O Balconista, Procura-se Amy, O Império (do Besteirol) Contra-Ataca e Dogma. Ele também é conhecido por ser um grandescíssimo nerd, sempre colocando referências a Star Wars.
O Espírito da Flecha é uma minissérie incrível. Faz diversas referências às HQs antigas do personagem, mas, ao mesmo tempo que isso é uma benção, também é uma maldição: é preciso conhecer algo do personagem para não ficar boiando no meio da história, apesar da história dar uma "revisada" no passado do personagem. Tem várias participações especiais de personagens famosos (como a participação de toda a Liga da Justiça da época, e de seu ex-parceiro Ricardito, agora sob o codinome Arsenal). O traço de Phil Hester também é muito legal, se adequa muito bem à história.
Nota Definitiva... 4 de 5.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A Vida e Aventuras de Juniper Lee - Série

A Vida e Aventuras de Juniper Lee: sim, dessa vez chutei o pau da barraca.
Fontes: tirei algumas informações técnicas daquele lugar que não ouso citar.
Título original: The Life and Times of Juniper Lee
Uma produção "original" de: Cartoon Network
O que você recomenda depois disso? Yu Yu Hakushô
Exibido por: Cartoon Network e SBT
Lá estava eu assistindo TV de manhã em casa quando pensei: ei, nunca falei de uma série animada ocidental. Então, como eu estava assistindo justamente essa série, resolvi falar dela.
Pra começar, fique de sobreaviso: aparentemente a série não têm ligação direta entre os episódios, então pode assistir sem nenhuma preocupação com continuidade.
Pra começar, a série acompanha o (atípico) dia-a-dia de Juniper Lee (June pros amigos), que além de estudar e sair com os amigos, tem que dar um jeito no mundo sobrenatural que a cerca.
June tem o cargo de Te Xuan Ze, cargo esse passado de geração para geração, cujo objetivo é cuidar para que os monstros, criaturas sobrenaturais que convivem conosco normalmente e a gente nem nota. Ou seja, é como se ela fosse uma embaixadora e policial do mundo sobrenatural. Tudo isso sendo só uma adolescente.
Mas, como era de se esperar, June tem ajuda: Ray Ray (seu irmão caçula e hiper-ativo, que tem uma pequena fração de seus poderes, podendo enxergar os monstros como são), Monroe (o cão falante e conselheiro de June... sim, ele é o conselheiro dela) e Jasmine Lee (avó de June, foi a Te Xuan Ze anterior, e ainda pode distribuir muita porrada por aí, do alto de seus 60 anos!).
Além de sua família, June ainda tem amigos que não sabem de seu segredo, como Jody (uma garota tagarela, inteligente e líder de torcida, praticamente o "cérebro" da turma), Ofélia (uma "punk de butique", teimosa e que diz não seguir tendências) e Roger (o Ro, sempre tentando ser descolado mas atrapalhado demais pra isso).
Juniper Lee é uma série indiscutivelmente divertida. O ponto principal não são os conflitos da protagonista com os inúmeros monstros desordeiros que surgem, e sim como ela consegue conciliar seu dia-a-dia de garota comum com sua vida de guardiã do sobrenatural. Como é uma das séries do CN, tem tudo o que pode se esperar de uma série "para garotas" do canal: uma protagonista porradeira, humor, referências pop (como a do filme Coração Valente, no episódio em que surge o pai de Monroe)... para assistir sem medo? Acho que sim.
No entanto, nada tira a sensação de que essa é uma versão light de Yu Yu Hakushô, afinal, temos a "Genkae" (no caso a avó de June), o "Kuabara" (Ray Ray, tão atrapalhado quanto), a "Botan" (Monroe... tá certo que ele é um cachorro , mas...) e os "amigos do Kuabara" (no caso, os amigos da heroína). Mas quem não se incomodar com isso, se diverte pacas. Ou, simplesmente, por parecer uma cópia, acabe sendo tão divertido.
Nota definitiva... 3 de 5.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

PatoCast 2!!! De volta!!!

Patocast 2 - Pato & cia.

Devido a diversas questões pessoais pendentes, fiquei fora da internet por UMA SEMANA! Mas agora estou de volta, e estou postando o PatoCast novamente!
O tema desse PatoCast é adaptação! Desenhos animados virando filmes, filmes virando desenhos animados, filmes baseados em HQs...
Quanto ao ambiente em que ele foi gravado, tava meio barulhento porque foi gravado em um escritório (!!!), tive até que atender telefone...
Aproveitem bem!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Spawn, o Soldado do Inferno - Filme

Fontes: a imagem foi retirada do eMulinha, e as informações técnicas do AdoroCinema.com
Título original: Spawn
Criado por: Todd McFarlane
Direção: Mark A.Z. Dippé
Gênero: Super-Heróis/Terrir/Aventura
O que você recomenda depois disso? Hellsing
Como sempre, eu não tinha nada melhor pra assistir (o quê? CSI Miami? Faça-me o favor...), e este petardo estava passando na TV. Aí eu pensei: bom, dá caldo pruma resenha!
A história desse filme é até simples: Al Simmons é o melhor agente de uma determinada organização americana, até ser traído e morto por seu chefe e sua parceira...
Após a sua morte, Simmons faz um acordo com o demônio Malebólgia, que, em troca de Simmons se tornar seu mais fiel soldado, o permitirá voltar à vida. Para seu azar, Simmons volta, mas apenas 5 anos depois de sua morte! Sua esposa casou com seu melhor amigo, e os dois que o traíram se deram bem na vida. É claro que Simmons está revoltado, e querendo vingança!!!
Pra completar, ele é perseguido por um palhaço (sim, isso mesmo, um palhaço) e por um homem chamado Cagliostro, que tenta recrutá-lo para o lado do bem na eterna luta entre o Paraíso e o Inferno, e o ensina a controlar seus novos poderes.
Por mais que o filme seja ruim, é uma das melhores adaptações de super-heróis para o cinema. Tá certo que não é algo que possa se dizer "nossa, como é bem feito" (mesmo pra época), mas é bastante fiel à idéia do personagem e sua personalidade.
Mas ainda acho que a melhor atuação do filme é a de John Leguizamo, como o Violador (que ficou com o nome de Palhaço no filme... -_-'). Ele incorporou bem o espírito sarcástico e sem noção do personagem, e é bem divertido vê-lo no filme... mas o mesmo não se pode dizer do resto do elenco: eu acho que, até hoje, Martin Sheen (um dos melhores atores de Hollywood) não sabe o que estava fazendo naquelas gravações, e vamos concordar que Michael Jai White (que interpreta Al Simmons) não é lá essas coisas como ator.
Mesmo com tantos defeitos, Spawn se destaca por ser uma das primeiras grandes adaptações de quadrinhos, e por ser superior a adaptações péssimas como Demolidor - o Homem Sem Medo e Elektra, além de ser bastante fiel ao personagem.
Mas que podia ser melhor, podia.
Nota Definitiva... 2 de 5

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Invasões alienígenas, plágios e outras besteiras

Isto é um skrull.

Isto é um reptiliano.

E essas são as versões piratas dos super-heróis Marvel.

Os reptilianos estão entre nós!
E os skrulls também!!!
LOL
Por mais que Tiago Santiago não admita, ele plagiou descaradamente o lance dos mutantes da Marvel e escreveu uma novela sobre super-seres. Como ele não queria ficar só no básico, ele resolveu copiar uma saga inteira da Marvel e colocar em sua novela: Secret Invasion.
Pra quem não sabe, em Os Mutantes - Caminhos do Coração, os mutantes foram criação de cientistas alienígenas que queriam reforços humanos para uma invasão. Por isso existem super-seres no mundo bizarro da novela... Esses aliens são os reptilianos, uma raça avançadíssima tecnologicamente, de pele verde (provável) e transmorfa* (com certeza, já que existem personagens na trama que são reconhecidamente reptilianos).
Na Marvel, muda um pouquinho (ou será que muda um pouquinho em Os Mutantes?): vários dos super-seres do universo Marvel foram substituídos por versões alienígenas e "made in China", e agora ninguém sabe quem é quem!!! Essa raça, os skrulls, tem pele verde e é transmorfa...
Alguém nota alguma semelhança?
Antes que Santiago diga que não é um plágio, basta ver que Secret Invasion começou beeeeeeeeeem antes dessa invasão em Os Mutantes, e não adianta me dizer que "só começou agora no Brasil essa saga": ele tem internet, não é?

Who do you thrust?


*Transmorfo é uma criatura que consegue mudar de forma e/ou aparência, muito comum na ficção-científica
**Referência à frase que é carro chefe de Secret Invasion. Pode ser traduzida como "Em quem você acredita?"

domingo, 5 de outubro de 2008

One Piece - Mangá


One Piece: em busca do maior tesouro de todos os tempos!
Fontes: a imagem foi retirada do Universal One Piece, e informações técnicas foram encontradas... bem, você sabe onde.
Título Original: One Piece
Autoria de: Eiichiro Oda
Gênero: Aventura/Comédia/Fantasia/Super-Heróis
O que você recomenda depois disso? Piratas do Caribe (sabe como é, filme de pirata...)
One piece é um dos melhores mangás sendo lançados atualmente no Brasil. Por isso mesmo, acho até que demorei para escrever sobre ele aqui no blog, mas vou compensar isso!
A saga toda começa quando Gold Roger, antes de ser executado por crime de pirataria pela marinha, revela que tem um gigantesco tesouro escondido em algum lugar da Grande Rota. Com uma revelação bombástica dessas, Roger consegue seu intento: criar uma nova (senão a maior) era de pirataria!
Anos depois, um garoto chamado Monkey D. Ruffy deseja ser pirata. Seu maior ídolo é o famoso pirata Shanks, que acaba se tornando seu amigo. Por acidente, Ruffy come uma Akuma no Mi (ou Fruto do Diabo), um tipo de fruto que, quando consumido, dá à pessoa que o devorou incríveis poderes! O problema, no entanto, é que quem o come não pode mais flutuar na água...
Durante um incidente, Shanks perde um braço ao salvar Ruffy, mas lhe dá o seu chapéu de palha a Ruffy, e diz que ele deve devolvê-lo quando se encontrarem novamente... na Grande Rota!
Explicando: o mundo de One Piece é realmente coberto de água (arriscaria dizer que cerca de 80% da superfície é coberta de água, 10% a mais que na Terra!), e possui diversas rotas marítimas. A mais perigosa de todas é a Grande Rota, a rota definitiva da pirataria, com as criaturas mais estranhas, maiores tesouros e piratas mais perigosos.
Mas é claro, Ruffy precisa de uma tripulação! Pouco a pouco, ele consegue reunir alguns dos piratas mais estranho, bizarros e divertidos de todos os mares como Zoro, o Caçador de Piratas (um dos melhores espadachins do mundo!); Nami, a Navegadora (mulher bela e ardilosa, mas que se mostra de confiança com o tempo); Usopp, o Faz-Tudo (que faz de tudo dntro do navio mesmo, mas é um mentiroso profissional) e muitas, muuuuuuuuuuuuuitas outras figuraças... todas se juntando ao seu capitão para ir em busca do lendário One Piece!
E, na verdade, o grande atrativo de One Piece é esse mesmo: uma história inusitada, heróis inusitados e um cenário ainda mais inusitado, mas tudo casando tão perfeitamente que não dá pra perceber que, às vezes, vira até bagunça... XD
A impressão que dá é que Oda quis resgatar a emoção e humor presentes no início da saga Dragon Ball, mas a série se sai bem melhor do que outras que tinham mesmo intuito (como Naruto, que parece Dragon Ball Z na sua fase Shippuuden). O roteiro também é muito bem construído: podemos ver que o grupo de Ruffy influencia o mundo à sua volta, e que sua importância aumenta cada vez mais no cenário.
Oda comete alguns erros de vez em quando, é claro, mas isso é um charme a mais de One Piece: ele nunca admite o erro, e sempre dá uma desculpa estapafúrdia (usando até mesmo o recurso de chamar algum personagem da história pra tentar explicar o que aconteceu). Se com a maioria dos autores isso parece ser uma amostra de arrogância, com Oda isso só magnifica o tom humorístico da série.
Excelente mangá, aprovado!
Nota Definitiva... 4 de 5.

domingo, 21 de setembro de 2008

Os Supremos - HQ


Os Supremos: a resposta definitiva às ameaças definitivas!
Fontes: as informações mais técnicas saíram daqui.
Título Original: The Ultimates
Criado por: Mark Millar e Brian Hitch
Gênero: Super-Heróis/Ficção Científica
O que você recomenda depois disso? O resto do Ultimate Universe (que sai por aqui no Brasil na Marvel Millenium Homem-Aranha), Homem de Ferro
Depois de décadas de um universo todo retalhado, cheio de incoerências e de erros de continuidade (além de heróis dos quais você nunca ouviu falar porque os quadrinistas esqueceram deles, mas são bem legais), alguém resolveu chutar o balde e dar uma enxutada no Universo Marvel. Como já é impossível fazer isso nos quadrinhos atuais (graças aos já citados erros de continuidade e incoerências), alguém da Marvel resolveu criar mais um universo alternativo...
Só que fizeram a parada direito, e convidaram os gênios Mark Millar e Brian Hitch para dar o pontapé inicial no novo universo. Pra começar com o pé direito, os dois recriaram a maior e mais mportante equipe de super-heróis da Marvel: os Vingadores.
Mas eles não só criaram mais uma versão, eles criaram a versão. Uma versão definitiva, pra deixar no chinelo todas as outras (até mesmo as formações mais famosas da Terra-616, universo principal dos quadrinhos Marvel), uma versão... Suprema.
A trama é bem simples: com o novo século, veio uma verdadeira enxurrada de super-seres, desde mutações genéticas de nascença até aranhas humanas! Pra controlar essa situação caótica, o General Nicholas Fury (diretor da SHIELD) resolve criar um esquadrão com os seres mais poderosos dos EUA, esquadrão esse que receberia o nome de Os Supremos. Para isso, ele contata Bruce Banner, um experiente e capaz cientista e alter-ego do genocida Hulk, para recriar o Soro do Super-Soldado. Enquanto isso, a equipe começa a se reunir: surgem Home de Ferro (o bêbado multi-milionário e gênio Tony Stark), Vespa (Janet Pym, uma cientista com o poder de encolher) e Gigante (Hank Pym, esposo de Janet e cientista criador das Partículas Pym, uma droga que permite que um ser humano atinja quase que 20 metros de altura), além do próprio Banner, tentando recriar a fórmula que criou o Capitrão América.
Mas as coisas saem muito melhor que o esperado: apesar de Banner fracassar na criação do novo Soro, eles encontram Capitão América em animação suspensa! Depois de uma série de confusões (afinal, ele ficou quarenta anos "fora do ar"!), Rogers se une ao esquadrão. Banner e Fury tentam recrutar Thor, um pacifista neo-hippie que diz ser o deus nórdico do trovão, em vão.
Mas as coisas não vão bem, e Banner resolve testar uma fórmula do Soro do Super-Soldado em si mesmo...
A grande sacada de Os Supremos é que ele é uma releitura livre dos personagens de vários dos personagens mais clássicos da Marvel (mais exatamente dos membros-fundadores dos Vingadores) e dos fatos que os levaram à ação, mas dando um toque humanista aos heróis. Muito da história da primeira fase é centrado não na ação (como nas HQs tradicionais americanas), mas no dia-a-dia dos personagens, com seus conflitos e criação de laços entre si. É legal ver que o Capitão América, por exemplo, não é só um super-patriota pronto a defender seu país, mas também um homem tentando se adaptar aos estranhos novos tempos em que ele passa a viver e tentando criar um espaço para si no mundo, já que sua família morreu e seus amigos envelheceram, ao contrário dele.
Definitivamente gostei do grande trabalho de Millar e Hitch. É claro que não seria nada se não fossem os personagens criados por Stan Lee, mas recriar verdadeiros ícones numa era em que eles estão tão desfigurados em relação à época em que eles surgiram e reerguê-los é um verdadeiro trabalho de mestre! A série é tão influente que atá afetou outras mídias: o Capitão América tradicional sofreu várias mudanças para se parecer mais com sua versão suprema, e a personalidade e motivações de Tony Stark no filme do Homem de Ferro mostram grandes influências da sua contraparte. A série também tem uma linguagem cinematográfica, tanto que cada fase da série é tratada como "temporada", trazendo mudanças e novidades.
Imperdível, mesmo pra quem não é fã de quadrinhos.
Nota Definitiva... 5 de 5.

sábado, 20 de setembro de 2008

Homem de Ferro - Filme


Homem de Ferro: e olha que a cabeça dele é tão dura quanto a armadura... XD
Fontes: a imagem veio do blog O Xucrismo, e informações técnicas foram obtidas na Wikipédia
Título original: Iron Man
Direção: John Favreau
Gênero: Ficção Científica/Super-Heróis
Tem outra coisa para ver/ler depois? Equilibrium, Cowboy Bebop, Gundam Seed (pra quem gosta de Mechas!)
Fala do quê? Tony Stark é um jovem e irresponsável multi-bilionário da indústria armamentista. Durante uma viagem de demonstração de um novo projeto para armas no Oriente Médio, Stark é vítima de um atentado.
Com um estilhaço próximo ao coração e reefém de um grupo terrorista, Stark consegue fugir graças a uma armadura que ele criou em cativeiro.
Mas ele descobre que quer ter bem mais do que um protótipo de armadura tosca...
E aí, é bom? Excepcional. Robert Downey Jr. encarnou perfeitamente Stark, e isso eu posso dizer porque eu leio as HQs do Homem de Ferro! Mesmo sendo um ator mais ou menos antigo no ramo, ele é pouco conhecido pelos mais jovens, mas se você parar para pensar, isso até que é bom. Downey Jr. se envolveu com diversos escândalos, o que quase deu um fim à sua carreira, mas o filme do Homem de Ferro deu meio que um "reset" na carreira dele (o que é bom, em vista que ele é um ótimo ator).
Jeff Bridges também está ótimo no filme no papel de Obadiah Stane (uma espécie de testa-de-ferro pro Stark, que é quase um vagabundo... XD), e destaque para Gwyneth Paltrow (maravilhosa no papel de Pepper).
Mas não adianta bons atores com um roteiro ruim, certo? Pois é, e isso não acontece em Homem de Ferro. O roteiro atualiza o personagem (ele originalmente sofreu o atentado no Vietnam) e o personagem, como feito em Batman Begins. A mudança acaba refletindo também as possibilidades para uma continuação: quem conhece o personagem e viu o filme direitinho sabe porque diabos tem o Mark II, mas isso acabou não entrando na cabeça de quem não acompanha as HQs.
Com apenas um deslize ou outro, essa é uma das mais impecáveis adaptações de quadrinhos.
Vale quanto? 5 de 5.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Machine Girl - Filme


Machine Girl: perfiro Kill Bill
Fontes: a imagem veio do blog Misfit, e informações técnicas em geral do IMDb.
Título original: Kataude Mashin Gâru
Direção: Noboru Iguchi
Gênero: Super-Heróis/Ação
Tem outra coisa para ver/ler depois? vai ver Sexta-Feira 13, vai...
Fala do quê? Um rapaz é constantemente perseguido pelo filho de um membro de uma família ninja da Yakuza. Um dia, por não levar o dinheiro que era exigido, o rapaz é morto. Devido à fama da família do rapaz (cujos pais cometeram suicídio devido à uma falsa acusação de assassinato), sua irmã, Ami Hyuga, se vê obrigada a tomar em suas mãos a justiça e partir, sozinha, em busca de vingança.
E aí, é bom? NÃO. Machine Girl usa o tema "você matou meu irmão, e agora eu mato você!" apenas como desculpa para uma chuva nonsense de sangue, e é só isso.
O filme é divertido? Sim. Na verdade a diversão está em ver os efeitos especiais toscos utilizados na verdadeira cruzada que Ami empreende contra a família ninja, tão toscos que são inacreditáveis. A grande sacada do filme é que, no final, a vingança sempre se volta contra você...
Mas no quesito "matou, agora tá !@#$%&", eu ainda prefiro Kill Bill. Se compararmos ambas as obras, vemos claramente que Kill Bill ainda é superior em termos de efeitos especiais toscos e "mentiradas" (como diria minha avó). Sinceramente não sei se Iguchi (o diretor) não tinha verba o suficiente (o mais provável) ou se ele quis homenagear aqueles filmes de terror trash americanos dos anos 80 que não tinham verba, mas o resultado é nada mais do que abaixo do mediano.
A única coisa que, na minha opinião, pode-se dizer do filme é que Minase Yashiro (que interpreta Ami) pode até ter futuro no cinema... se ninguém se lembrar desse filme, claro.
Vale quanto? 2 de 5.

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Samurai X - Mangá


Samurai X Mangá: ele é o único personagem de mangá de ação que obedece o mandamento "não matarás"... XD
Observações: a imagem dessa matéria foi retirada daqui.
Título Original: Rurouni Kenshin
Gênero: (Nem um pouco) Histórico/Artes Marciais/Super-Heróis
Autor: Nobuhiro Watsuki
Sinopse: após a Ishinshishi, uma guerra que reunificou o Japão, acabou com os privilégios dos samurais e entregou o poder nas mãos do Imperador (mesmo que figurativamente), um antigo assassino a serviço do governo chamado Kenshin Himura se arrepende de seus atos e decide virar um andarilho. Durante suas caminhadas, ajuda as pessoas e anda pelo país, até que conhece a jovem Kaoru Kamiya, herdeira de um dojo. Ao salvar a jovem e seu dojo, consegue moradia e uma admiradora. Mas logo esse espadachim encontraria novos e velhos amigos, mas inimigos também vão surgindo da mesma maneira...
Observação:
quem conhece um pouquinho da história do Japão vai aproveitar bem mais o mangá, já que a vida dos personagens é narrada mais ou menos como poderia ter sido na época. Além disso, vários personagens (inclusive o próprio Kenshin) são baseados em personagens históricos. E quem é fã de HQs vai notar várias referências à personagens famosos.
Pontuação: se você vai procurando uma história o mais realista possível, com uma reprodução histórica fiel... fique longe desse mangá. Mas mesmo assim é muito bom o trabalho que Watsuki faz com reconstituição de fatos importantes e da época, mesmo tomando várias liberdades quanto às vestimentas dos personagens. Deve-se destacar também o fato de que seus personagens (tanto os protagonistas quanto seus opositores) são carismáticos, e são poucos que não tem um fã sequer! Mesmo não valendo pra fazer um estudo sócio-cultural da época... Troféu Joinha! (Nota 5 de 5) pra ele.

terça-feira, 18 de abril de 2006

Cavaleiros do Zodíaco - TV


Cavaleiros do Zodíaco: podia ser melhor, né?
Fontes: a imagem foi retirada do The Review.
Criador dos personagens & história originais: Masami Kurumada
Título Original: Saint Seiya
Gênero:
Ação/Super-Heróis/Comédia (Involuntária)
Sinopse: De 200 em 200 anos, a deusa Athena ressurge para proteger a paz na Terra. Para que ela cumpra seu desígnio divino, dez homens poderosos, trajando as lendárias Armaduras de Bronze, combaterão o mal onde quer que ele esteja e a protegerão com sua própria vida!!!
Mas, na verdade, eles não são os únicos que protegem Athena, e outros Cavaleiros se unirão e se oporão a Seiya e seus amigos em sua santa cruzada...
Pontuação: o mangá e o anime vão ter a mesma pontuação porque são farinha do mesmo saco... Se o anime tem um traço melhor, o mangá tem uma história melhor.
No entanto, é fato que ambos podiam ser bem melhores. A começar pelos personagens, típicos estereótipos na histórias de Kurumada. Até mesmo a aparência do protagonista é um clichê dele... -_-'
Em resumo, utlizar cultura grega como pano de fundo já é batido (leia a Marvel e a DC pra entender o que falo), a história nem tem reviravoltas ("Oh, ele vai se voltar contra o... ih, morreu...") e o protagonista é um maldito fraco-indeciso-que-não-serve-pra-nada-além-de-inspirar-os-outros (ufa, acabou!). Se você quer inovação em histórias envolvendo culturas "exóticas", vá ler/assistir RG Veda (CLAMP?! DE NOVO?!) ou o lendário anime que carrega o nome de Shurato. Ambos tratam de cultura indú.
Pra CdZ... Troféu Eca, Acho que Pisei em Algo... (Nota 2 de 5)

sexta-feira, 7 de abril de 2006

V de Vingança - Filme


V de Vingança: liberdade... sempre!!!
Fontes:
a imagem é da capa do DVD
Autor da HQ
: Allan Moore
Diretor da Versão para Cinema: James McTeigue
Título Original: V for Vendetta
Gênero: Ação/Suspense/Super(Anti)-Heróis
Sinopse: Numa Inglaterra futurista dominada pelo fascismo, um único homem resiste contra o governo, se empenhando numa cruzada pela liberdade de seu povo... nem que tenha que por o Parlamento Inglês abaixo! Seu "nome" é V, e, no meio de sua vingança, encontra a jovem Evey. Juntos, eles descobrem um pouco mais sobre si mesmos e sobre o outro. E lentamente o caminho se abre para a vingança de V...
Opinião Pessoal: recomendo que quem vá assistir preste bastante atenção no filme. Várias citações (além das óbvias) são feitas, e notá-las é uma diversão à parte.
Pontuação: nunca li a HQ, mas dizem que é melhor que o filme... Então, como ele não é perfeito, vou ter que tirar pontos dele. Mas como eu ia dar mais do que 10 pra ele, ficou com 10 mesmo! Destaque pros diálogos maneiríssimos, pra personalidade manipuladora de V (ser herói não quer dizer que você é BONZINHO!), e pras alucinantes cenas de ação (tinha que ter dedo dos Wachowski...). Troféu Joinha!!! pra ele!(Nota 5 de 5).