Mostrando postagens com marcador RPG. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador RPG. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

The Immortal - Jogo



The Immortal: um nome bastante irônico.
Fontes: imagens e informações técnicas foram retiradas da Wikipédia, e vocês não sabem como é um saco ter que escrever isso em toda resenha.
Desenvolvedores: Sandcastle, Will Harvey (designer)
Distribuidora: Eletronic Arts
Lançamento: 1990
Plataformas: Apple IIGS, Amiga, Atari ST, PC (MS-DOS), NES e Mega Drive/Genesis (eu joguei a versão do Mega Drive)
Gêneros: Aventura, Fantasia e TORTURA CHINESA (involuntária, mas tenho minhas dúvidas).

Eu tenho o seguinte código de honra: Antes de resenhar um jogo eu preciso ter "zerado" ele pelo menos uma vez. De certa forma acho que muitas outras pessoas que escrevem boas resenhas pensam assim, porém toda regra tem sua exceção, e The Immortal é essa exceção. Calma, eu vou explicar...

Mas antes disso a sinopse: Você controla um mago em um labirinto à procura de seu mentor, um cara chamado Mordamir. Na primeira sala do jogo você pode ver uma aparição de seu mestre, que diz a seguinte mensagem: "Dunric, você veio me salvar. Eu estou nas masmorras abaixo. Eu sei que eu posso contar com você." Mas existe uma coisa estranha na mensagem, o seu nome não é Dunric.

Pra dizer a verdade em nenhum momento do jogo alguém diz o nome do indivíduo que tu controla, mas a narração desse pedaço diz que não é Dunric então... vamos esquecer esse detalhe e continuar a resenha.

Você então vai procurar o seu mestre passando por um labirinto de 8 níveis (7 em algumas versões) cheios de monstros e armadilhas (óbvio, senão o cara não taria pedindo ajuda). Você pega itens diversos ao longo do caminho (incluindo pergaminhos com magias), alguns úteis para matar inimigos mais rápido e outros úteis em alguns quebra-cabeças do jogo, e também pode encontrar outras pessoas dentro do labirinto (inclusive um cara que te ajuda em algumas partes do jogo).

No sistema de combate normal do jogo você enfrenta os inimigos mano-a-mano, aonde você tenta desviar dos golpes do inimigo e matar ele usando a espada (e vocês achavam que o Gandalf era o único mago que partia pra porrada), mas além da barra de vida existe uma barra de fadiga, que aumenta a cada golpe desferido e se esvazia lentamente, e quanto maior a fadiga maior é o intervalo entre os ataques. Sem contar que quando vence a luta, o mago dá um "fatality" no inimigo ao estilo Mortal Kombat (só que você não precisa apertar nenhum botão XD).

Mas o motivo de eu resenhar esse jogo sem zerar é bem simples, ISSO É UMA MISSÃO QUASE IMPOSSÍVEL!!! Sério, esse jogo é uma fonte de imensa frustração e raiva, e existem várias razões para isso.

Em primeiro lugar você morre muito. Sim, as armadilhas do jogo são de morte instantânea, mas elas são muitas e estão nos lugares em que você menos espera. Exemplo: na primeira sala do jogo você pisa em uma parte da sala e uma minhoca gigante te devora (Sim, isso é sério), isso sem contar um amuleto com runas que você pega no primeiro nível que é útil para abrir a passagem para o segundo nível, mas se você usar ele e pegar a opção "ler as runas" você morre, vai alguém adivinhar isso?

Tá certo que em muitos jogos você pode até morrer muito em alguma parte chata e/ou porque você não sabe simplismente como passar dali, é tudo uma questão de tentativa e erro. Mas The Immortal exagera nesse ponto, as maneiras de se morrer estão praticamente no jogo inteiro, o que me leva a pensar porque o título do jogo é The Immortal em vez de The Mortal. E pra piorar o nível de sadismo você só tem três vidas em cada nível, acabou as vidas é Game Over. Ok, o jogo usa um sistema de "password" para cada nível, mas ter que recomeçar a fase depois de várias mortes para ter que morrer de novo é frustrante, especialmente se você resolver descer a escada para o nível seguinte pelo lado errado. (também é possível morrer assim)

E o sistema de combate nem se fala. Ele é difícil de você entender de primeira, e mesmo quando você entende é algo realmente tedioso, principalmente porque alguns dos inimigos tem uma barra de vida grande. Os quebra-cabeças também podem ser uma tortura, já que a maioria nem tem pistas do que fazer ou como fazer, e muitos se forem feitos de forma errada resultam em morte. (que novidade...)

O único ponto positivo desse jogo são os gráficos, que tem animações bastante detlhadas para a época em que foi feito, incluindo as cenas de morte (o que me leva a pensar que esse jogo é só uma desculpa para mostrar sadismo), mas é só isso que presta, de resto esse jogo é um círculo de sofrimento, frustração e raiva do jogador. E a história tem até um ponto de partida interessante, mas é muito mal aproveitada.

Esse jogo é para os masoquistas e/ou pessoas que não tem P**** nenhuma pra fazer na vida. Mas se você mesmo assim ficou curioso pra ver esse troço procure um detonado no Youtube (feito por uma pessoa que provavelmente se encaixa em uma ou duas das categorias que citei), é uma opção mais saudável.

Nota definitiva... 1 de 5.

Ps.: Feliz Natal!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Shin Megami Tensei: Persona 4 - Jogo (PS2)


A abertura do jogo.


O trailer da versão americana.

Shin Megami Tensei: Persona 4- lutando contra você mesmo, você alcançará a verdade!
Título original: Persona 4
Gênero: RPG/Drama/Aventura/Comédia/Romance
Desenvolvedora: Atlus
Ano: 2008
Quando comprei meu PS2, eu pensei que não teria muitos jogos com os quais eu pudesse me divertir. Quer dizer, eu curto muito mais um bom jogo de RPG do que um de pancadaria ou ação, e, pelo que eu via dos jogos de RPG pra PS2, eu ia ficar mesmo era jogando os de PSOne...
Isso até eu conhecer Persona 4.
Já tinha ouvido falar do Persona 3 a alguns anos atrás, mas, como eu não tinha um PS2, ficava complicado jogar. No entanto, posso dizer que foi, de fato, o primeiro RPG que eu joguei no meu próprio PS2!
A trama é interessantíssima: você é um adolescente vindo de uma grande cidade, se mudando para uma cidade do interior para morar por um ano com seu tio, já que seus pais (sempre eles?) foram trabalhar no exterior. Chegando lá, você logo faz amizades, mas se vê envolvido na investigação (amadora) de dois terríveis assassinatos.
Mas isso é só a ponta do iceberg quando você descobre a existência de outro mundo. Dentro da TV. Dentro desse mundo, os heróis devem enfrentar seus segredos mais obscuros, conquistar suas contrapartes e achar o assassino!
(Sem mais delongas, para evitar spoilers.)
O que mais impressiona nesse jogo é, sem dúvida, o sistema de jogo: basicamente, você vive o dia-a-dia de um estudante. Claro, você ainda mete a porrada em monstros e ganha níveis, mas isso é apenas 10% a 20% (!!!) do jogo, graças ao inovador sistema de Social Link.
Esse sistema permite que você se aproxime mais dos NPCs mais (e até menos) importantes do jogo, faça amizade e até namore! E cada um dos personagens tem uma trama própria e emocionante, sempre com pitadas de humor e drama. É um prato cheio pra quem gosta de ler (ou assistir) boas tramas, e joga para acompanhar a história, e não só terminar o jogo.
Mas não é só isso. Conforme você evolui suas amizades, você ganha mais e mais poder, tanto direta quanto indiretamente.
Falando em "indiretamente", uma das mais curiosas formas de evoluir em Persona 4 é através do uso de diferentes Personas. As Personas são as contrapartes conquistadas dos heróis, só que, ao contrário do resto dos personagens, o protagonista pode criar e usar diversas Personas, podendo adquirir diversos tipos de habilidades e atributos não só durante o decorrer do jogo, mas durante uma luta! O poder de cada uma das Personas que você cria tem seu poder influenciado pelos Social Links que você tem. Por exemplo: se você tem nível 5 no Social Link Emperor e cria uma Persona desse tipo, você vai ganhar 2 níveis com essa Persona assim que a criar. Você também recebe novas possibilidades de criação de Personas conforme maximiza os Social Links.
E seus aliados também se tornam mais poderosos! Conforme você ganha níveis no Social Link com eles, eles ganham novas habilidades que são ativadas com uma ação-chave. Por exemplo, toda vez que um dos seus personagens causar um ataque crítico, há a chance de um de seus personagens com Social Link nível 3 realizar um ataque devastador.
Mas não é só a parte de jogabilidade que me agradou. A história é realmente muito boa. Como a trama, apesar de ter um rumo fixo, é bastante maleável (já que é você quem escolhe como vai passar seus dias), não cansa, e apresenta uma nova surpresa quando você já achava que ela tinha estagnado! Mesmo o mais bobo dos Social Links influencia bastante na jogabilidade, já que dá uma nova experiência a cada vez que se joga, mesmo não influenciando na história.
Mas não é só de trama e jogabilidade que se faz um jogo!
Os gráficos são bons, e muitas das Personas ficaram bastante bonitas no 3D (apesar de ainda haver aquelas que ficaram bem melhores na arte conceitual em 2D). O visual do jogo segue muito bem o estilo dos animes, e consegue um ótimo resultado mesmo sem usar o famoso eeito de cell shading. As animações do tipo "cut scene" são bastante interessantes, e me fazem pensar: se já existe um mangá de Persona 3 e 4, e um anime baseado no 3 (Persona - Tinity Soul), por que não um anime baseado no 4?
A trilha do jogo, feita por Shoji Meguro e Shihoko Hirata, é otro dos pontos altos do jogo. Fez uma diferença enorme poder ouvir, durante os combates, uma música com vocal! E a trilha como um todo é um primor de trabalho, ótima para ouvir mesmo depois de terminar o jogo.
O mesmo vale para a dublagem americana do jogo: gostei bastante da dublagem (apesar da dublagem americana costumar ser uma porcaria), e não me dei bem com a dublagem original... bastante estranho.
Agora vão logo jogar, e me deixem matar o último chefe logo... XD
Nota definitiva... 5 de 5.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Final Fantasy IV - Jogo (SNES/PSOne/GBA/Nintendo DS)


Abertura do jogo no DS.

Final Fantasy IV: esse sim é o melhor Final Fantasy!
Fontes: o vídeo foi obtido no YouTube, enquanto que as informações técnicas foram retiradas da Wikipédia.
Título original: Final Fantasy IV (também é conhecido como Final Fantasy II nos EUA)
Gênero: RPG
Desenvolvedora e produtora: Square
Ano: 1991 (SNES)
Direção: Yoshinori Kitase
O que você recomenda depois disso? Final Fantasy I, Final Fantasy III, Final Fantasy VI, Final Fantasy VII e Final Fantasy IX
Praticamente todo mundo que joga vídeo-game conhece Fianl Fantasy, mesmo que não goste de RPGs. No entanto, com o passar dos anos, enquanto os gráficos melhoravam, a qualidade dos jogos ia diminuindo (por favor, vão me dizer que Final Fantasy VIII é bom?!). Por isso, posso me arriscar a dizer que a trama, reviravoltas e personagens de Final Fantasy IV agradam até mesmo os mais exigentes nos dias de hoje.
O jogo conta a história de Cecil, um cavaleiro negro que serve ao reino de Baron e comanda o esquadrão de elite Red Wings. No entanto, começa a desconfiar das intenções de seu rei, que começa a ordenar que seu esquadrão recolha os Cristais (que mantém as forças do mundo) custe o que custar, inclusive eliminando pessoas inocentes. Ele resolve se revoltar contra seu soberano ao ser enviado para dar um "presente" à uma vila de Summoners: o tal "presente" destrói toda a vila e mata quase que todos os seus habitantes... e Cecil, revoltado, resolve descobrir o que diabos está acontecendo.
Mas Cecil não está sozinho em sua cruzada. Ele tem a ajuda de Rosa (a quem ama, uma White Mage e arqueira), Kain (o Dragoon, um poderoso lanceiro e grande amigo de Cecil), Rydia (uma Summoner e Black Mage, última sobrevivente da Vila dos Summoners) e muitos outros, cada um deles tendo uma parte importante em sua história.
Yoshinori Kitase sempre quis ser diretor de cinema, e a trama de FFIV representa bem isso. São várias reviravoltas, mas nunca são excessivas a ponto de você não saber mais o que está acontecendo. Os personagens também são cativantes, tendo sua própria personalidade e influenciando os acontecimentos do jogo.
Além disso, FFIV foi um marco na história da série, já que os dois elementos que tornaram a série famosa se apresentaram primeiro nesse jogo: uma grande quantidade de personagens (durante o jogo, você controla um total de 12 personagens!), o Active Time Battle (o sistema que se tornou padrão na série, onde você controla o combate em "tempo real") e as mais variadas habilidades para cada um dos personagens.
Além dessas características, cada uma das versões têm suas próprias particularidades: a do SNES é bem feinha (já que ela foi preparada inicialmente para o NES, o famoso Nintendinho!) mas charmosa; a do PSOne tem os mesmos gráficos do SNES, mas apresenta belíssimas CGs; a do GBA tem belos gráficos e uma série de segredos adicionais; e a do DS foi totalmente refeita em 3D, contando com CGs superiores às do PSOne!
Não importa em que versão você jogue, é um clássico!
Nota definitiva... 5 de 5.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Valkyrie Profile - Jogo [PSOne/PSP (Valkyre Profile - Lenneth)]


A abertura do jogo

Valkyre Profile: NIBELUNG VALESTI!!!
Título original: Valkyrie Profile
Gênero: RPG
Desenvolvedora: tri-Ace
Produtora: Enix
Ano: 2000 (PSOne)
Fala do quê? Lenneth é um Valquíria, uma deusa nórdica menor que tem como missão recrutar nobres espíritos de guerreiros humanos (Einherjar) para lutar o Ragnarok, a guerra que pode levar à extinção dos deuses! No entanto, Lenneth sabe muito pouco sobre o seu passado...
Bom, basicamente, Valkyrie Profile (ou VP, como vou citá-lo pra não perder meuito tempo digitando... XD) já era um velho conhecido meu, mas faltava jogar ele por um bom tempo até eu
escrever a matéria. Como agora tenho acesso a ele...
Se você curte Thor, Odin, Valquírias, assistiu Cavaleiros do Zodíaco e curte cultura nórdica, VP
será um verdadeiro choque para você: você tem arqueiros com bestas, samurais (!!!) e o mais
próximo que você vai chegar de um viking nesse jogo é o Angrim (um dos melhores personagens,
diga-se de passagem)! Mas como é um jogo de fantasia, esquece, isso é facilmente perdoável.
O andamento do jogo é bem simples: recrute gente, entre em dungeons, compre coisas... hmm...
peraí, não é tão simples assim...
Pra começar, como uma valquíria, Lenneth tem poderes premonitórios: isso quer dizer que você
não vai precisar conversar com metade dos personagens do jogo pra saber o que fazer em seguida, até porque seu tempo é curto...
Segundo: como você leu no começo da resenha, você recruta almas de guerreiros nobres e valorosos. Isso quer dizer que, sim, isso quer dizer que os personagens que a acompanham estão
mortos. Isso é bastante interessante, já que explica também como é que aquele mundaréu de gente tá te acompanhando (são almas, ora bolas... XD). Além disso, você precisa enviar boa parte desse povo para o Valhalla, onde lutarão ao lado dos deuses (o objetivo do jogo é ajudar na guerra, lembra?); essa também é outra parte interessantíssima do jogo, já que você deve sempre escolher o herói mais próximo do ideal que te pedem... mas é claro que a escolha deve ser bem feita: não adianta mandar um personagem que você gosta de jogar ou que seja excelente e, depois, você se arrepender. A história dos personagens também é bem legal, valendo a pena assistir e prestar atenção, já que algumas das histórias influem profundamente no jogo!
Além desses "detalhes" que eu adorei, que tornam o jogo único, o sistema de batalhas também é muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito louco...
Basicamente, você designa um personagem para cada botão, e, no combate, você faz combos com
eles! É claro, existem magos no jogo, mas apesar deles agirem pouco (eles precisam de um
"tempo de recarga de ação" para lançar outra magia ou efeito) são extremamente necessários. Ao lado da barra de HP do inimigo exite uma pequena barra e um contador de hits: chegando a 100 a barra, você pode librerar um Purify Weird Soul (traduzindo: Especial) e, se você fez direito, ainda consegue outros 100 na basrra e faz outro. À primeira vista, parece apelação, mas se torna extremamente necessário durante o jogo.
Como você joga com uma deusa, você não vai às compras, você faz os itens! Para isso, você usa
os Material Points (MP) que você conquista durante o jogo. O curioso é que, anos depois, um tal
de Odin Sphere (PS2) plagiou isso... -_-'
Pra completar, o jogo tem 3 níveis de dificuldade. O primeiro, Easy, é péssimo: você ganha mais
XP com os personagens, mas tem menos tempo de jogo, menos personagens... ou seja, não tem
nada. No Normal, cada personagem entra no grupo em seu próprio nível e você já pode fazer
várias coisas. Já no Hard, o melhor modo, você tem tudo disponível: todos os personagens,
dungeons, armas e finais. Na verdade, o jogo ainda tem como melhor final o final secreto: é tão,
mas tão desafiador, que chega a irritar chegar nele! Além disso, você precisa ter muita paciência:
no Hard, o pior das dungeons são os quebra-cabeças a resolver, não os inimigos...
Jogaço! Baixe na internet, compre no camelô... não importa: jogue!
Nota final... 5 de 5.