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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Besouro - Filme

Besouro: filme de kung fu? Que nada! A parada é filme de capoeira!
Fontes: a imagem é do cartaz oficial do filme, e as informações técnicas vêm de lá.
Título original: Besouro
Nacionalidade: Brasil
Direção: João Daniel Tikhomiroff

Besouro é o filme brasileiro que veio pra provar o que eu sempre digo: brasileiro pode fazer, sim, bons filmes de ação.

Besouro conta a história real (com toques de fantasia) de Besouro, um lendário capoeirista que lutou para que de fato os negros fossem libertos da escravidão, porque, apesar de a Lei Áurea já ter sido assinada em sua época, sua etnia ainda era submetida a um regime de trabalho escravo. E tudo começa com uma tragédia, quando o mestre de Besouro é assassinado quando o próprio devia estar protegendo-o, e Besouro se vê frente à realidade que ele pode se tornar o libertador de seu povo.

A primeira coisa que impressiona em Besouro é a coreografia das lutas, dirigidas por Huen Chiu Ku (mesmo coreógrafo de Kill Bill). Não são muitas, admito, mas a qualidade é mais importante que a quantidade, e nisso o filme acerta.

O roteiro, fantasioso e com diversas referências à religiões afro-brasileiras, funciona bem pacas. Como tudo é (realmente) relacionado à lenda do personagem-título, as cenas mais "místicas" dão um "quê" a mais pra história. E a história contada é boa, não decepciona e te dá 95 minutos de boa diversão.

Pra fechar esse filme com chave de ouro, o elenco é ótimo. Aílton Carmo convence no papel do cabeça-dura Besouro, e Flávio Rocha te deixa com raiva no papel do Coronel Venâncio, isso só pra dar um gostinho, já que o resto do elenco também foi muito bem selecionado. E o trabalho de Tikhomiroff não direção também é esmerado, causando uma boa impressão.

Besouro, como filme de ação, é uma pérola, e também é muito bom como uma peça para reflexão sobre o passado de nosso país. Assista sem medo, porque é diversão garantida!

Nota definitiva... 4 de 5.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O Lutador - Filme

O Lutador: assim é a nossa vida.
Fontes: o IMDb para os dados técnicos, e o Cinecartógrafo para o pôster.
Título Original: The Wrestler
Direção: Darren Aronofsky
Escrito por: Robert D. Siegel
Gênero: Artes Marciais/Drama

Eu sei que tenho me dedicado pouco ao blog, mas a falta de tempo (e de paciência, eu admito) devido ao trabalho e à época do ano, além de um monte de fatos da minha vida pessoal, transformaram minha vida num inferno...
Mas, como Mickey Rourke, eu voltei. E é sobre ele que eu vou falar.
Talvez nem todo mundo saiba, mas Rourke vai fazer o vilão de Homem de Ferro 2, o Blacklash (que virou Chicote Negro por aqui), e isso só foi possível graças ao O Lutador, sem dúvidas o melhor filme de sua carreira, até mesmo por guardar semelhanças com sua própria vida pessoal e profissional.

O filme conta a história de Randy "O Carneiro" Robinson, ex-lutador de primeira linha das vehas lutas de vale-tudo. Ao ficar velho demais para lutar nos grandes ringues, Randy passa a lutar em pequenas apresentações, sendo o ringue o único lugar onde encontra real satisfação, e complementando a renda com bicos em um super-mercado. Fora dos ringues, graças ao tempo dedicado às festas e carreira, Randy é um homem solitário. Sua filha não quer vê-lo, e sua melhor amiga é uma stripper. Após sofrer um ataque cardíaco após uma luta, Randy tenta se afastar dos ringues e arrumar sua vida pessoal, mas nada é perfeito...

Rourke, após tanto tempo longe do estrelato (fazendo pequenas participações em filmes medíocres, ou fazendo papéis medíocres em filmes razoáveis), mostra que tem muito fôlego para encarar as câmeras, com uma performance única no papel de Randy (e pensa que queriam chamar o Nicolas Cage pro papel... pff). Sua atuação visceral dá a impressão de que ele é realmente o personagem, muitas vezes transformando o filme quase que num documentário. Marisa Tomei está ótima no papel de Cassidy, dando profundidade à stripper que tenta separar sua vida pessoal do trabalho, e Evan Rachel Woods faz uma maravilhosa ponta no papel da filha abandonada pelo pai que decide dar a ele uma segunda chance. Mas, indiscutivelmente, o filme é de Rourke.

As lutas são outro destaque, desde as estratégias entre os lutadores para entreter o público até as lutas em si. Cada luta, mesmo que apenas com trechos sendo apresentados, é um verdaeiro show.

Não sei se é porque apresenta um astro decadente dando a volta por cima, se é pelas divertidas (e insanas) lutas, pelo roteiro maravilhoso com um final surpreendente ou pelo conjunto da obra, mas O Lutador é, definitivamente, o melhor filme que assisti em 2009.

Nota definitiva... 5 de 5.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Abara - Mangá

Abara: hiper-violência de nível épico. Simples, não?
Fontes: a imagem e as informações técnicas foram retiradas da Wikipédia.
Autor: Tsutomu Nihei
Editoras: Shueisha (Japão), Panini (Brasil)
Gênero: Artes Marciais/Ação/Horror
O que você recomenda depois disso? Berserker, Zetman
Depois de meu computador ter dado xabu e ter me deixado na mão, sem ter como acessar a internet durante uns 20 dias (!!!), nada melhor do que falar de uma história apocalíptica para entrar no clima, não?
Abara conta a história de um mundo onde construções conhecidas como Mausoléus existem bem antes da existência da humanidade. Nesse mundo existem monstros conhecidos como Gaunas Brancos, que devoram seres humanos e, por algum motivo, desejam devorar os tais Mausoléis.
No entanto, para detê-los, os humanos criaram uma arma biológica conhecida como Gauna Negro, que seria capaz de deter o Branco, mas não sem fazer tanto estrago quanto ele...
Daí a parada toda descamba para a completa violência com (só um pouco de) sentido. O leitor é pego no meio do fogo cruzado, sem saber muita coisa, e termina entendendo menos ainda.
Mas quer dizer que os dois volumes (sim, é curtinho mesmo) de Abara não valem a pena? Errado, muito pelo contrário. A ação incessante, combates fenomenais e épicos e o impacto visual enorme que tem cada página, por mais suja ou limpa que ela seja. As lutas são um show à parte: todo tipo de desmembramento e destruição, pelo qual os personagens passam sem dar muita bola e que destrói todo o cenário ao redor...
Bom, mas o melhor de Abara mesmo é o extra do segundo volume: Digimortal.
Num mundo futurista, alguns seres humanos conseguiram chegar à imortalidade graças à pesquisa genética, e também desenvolveram habilidades sobre-humanas. No entanto, para refrear esse fato e coibir novas pesquisas, é criada uma nova Inquisição. Em paralelo a esses fatos, surge o Digimortal, um ser (aparentemente) invencível contratado para dar cabo de um inquisidor corrupto. Todos os elementos de Abara estão lá, mas com a diferença que o argumento e a história são melhores.
Nihei é um bom escritor e artista, mas espero que outros trabalhos seus tenham uma arte mais limpa do que a de Abara. Agora me dêem licença que vou procurar outros mangás dele pra ler...
Nota definitiva... 3 de 5.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Filho do Dragão - Filme

Filho do Dragão: uma homenagem (tardia) a Carradine.
Fontes:
a imagem e outras informações foram retiradas do Submarino.
Título original: Son of the Dragon
Direção: David Wu
Gênero: Aventura/Artes Marciais
O que você recomenda depois disso? Kill Bill, Kung Fu
David Carradine foi um grande astro, sem dúvida. Claro, ele conseguiu seu maior papel ao recusarem Bruce Lee para fazer o papel de um monge chinês no seriado Kung Fu (só Deus sabe por quê), mas isso não significa que ele fosse ruim (ou que Lee fosse). Depois de décadas no esquecimento, Carradine conseguiu sua segunda chance ao fazer Bill, o grande vilão do antológico Kill Bill. Graças a isso, conseguiu vários papéis em produções hollywoodianas e uma participação num clipe dos Jonas Brothers (AAAAAAAAAAAAAAAAAARGH!!!). No entanto, durante as filmagens de um novo longa na Tailândia, aparentemente Carradine se suicidou. E como ontem eu vi um filme dele que comprei... presto minha homenagem tardia.
No filme, Carradine é Bird, um velho praticante de artes marciais misterioso que cria órfãos nos subterrâneos da cidade chinesa na era antiga em que vivem catando ferro-velho. Dentre esses órfãos está o destemido, destemperado e sem-noção Devil Boy (John Reardon), seu melhor aluno, que rouba dos ricos para dar aos pobres e alimentar sua família. E tudo ia razoavelmente bem até que DB (seu apelido) descobre que o Governador está procurando um príncipe para casar com sua filha, Li Wei, e, vendo os muitos tesouros que serviriam de presente para o Governador, resolve que fingirá ser um príncpe de uma terra distante para entrar no palácio e realizar um grande roubo. No entanto, DB conhece Li Wei e... você já sabe que ele se meteu numa roubada, né?
Filho do Dragão é uma homenagem aos filmes antigos de artes marciais chineses e tenta ser um épico. Quer dizer, de certa forma, pela duração e temática, Filho do Dragão é um épico, mas um épico menor. Reardon se dá bem com cenas de humor e mais descontraídas, mas se dá mal em cenas mais tensas (resumindo: não serve pra protagonista de um filme desses), enquanto que Rupert Graves, que interpreta o Príncipe do Norte, rouba a cena. No final, o ponto alto do filme mesmo é Carradine. Ele dá uma aura de mistério e sabedoria a Bird que acredito que nenhum outro intérprete daria, além de que ele continuava em ótima forma.
Apesar das duas horas e meia, Filho do Dragão é um belo filme para as Sessões da Tarde da vida, dosando bem aventura e ação. Apesar disso, seria só um filme medíocre sem Carradine.
Nota definitiva... 3 de 5.

domingo, 7 de junho de 2009

Arrebentando em Nova York - Filme

Arrebentando em Nova York: Jack Chan, sinal de qualidade. Ou pelo menos era.
Fontes: as informações mais cabulosas saíram da Wikipédia, e a imagem do Omelete.
Título original: Hong Kaan Fui
Direção: Stanley Tong
Gênero: Ação/Comédia/Artes Marciais
Sabe, quem vê hoje um filme de Jack Chan como O Medalhão ou A Volta ao Mundo em 80 Dias não sabe que o ator-roteirista-dublê-diretor fez dezenas de grandes pérolas como A Hora do Rush. E Arrebentando em Nova York é uma delas.
O filme conta a história de Keung, um jovem chinês que vai para o Bronx ajudar seu tio, que está para se casar. No entanto, ao tentar um roubo no mercadinho do tio, Keung se envolve num confronto com uma gangue local. Quando a gangue resolve se vingar dele, ele conhece a bela Nancy, que o socorre, mas acaba se vendo envolvido com um roubo de jóias...
Arrebentando em Nova York é um clássico da Sessão da Tarde, extremamente divertido. Jack está perfeito em um papel que se tornou um clássico seu: o cara legal e boa-pinta que ajuda todo mundo, arranja uma encrenca e acaba virando o jogo. Com o tempo, esse personagem virou um clichê, mas foi o carisma de Chan que tornou isso um aspecto positivo e o fez emplacar uma carreira nos EUA.
O que também impressiona no filme é o fato que Chan dispensou qualquer tipo de dublê durante as filmagens, o que lhe resultou num pé quebrado e em ter de trabalhar de gesso até o fim do filme! Isso é força de vontade... XD
O roteiro é bem simples, fácil de acompanhar e rico em humor. Também é incomparável aos filmes de humor e ação e comédia que vemos hoje, com uma qualidade de roteiro e congruência altas. Claro que tem umas cenas bem nonsense, mas são elas que dão o toque final à essa aventura.
Se você quer se divertir vendo uma comédia com muita ação, é só procurar esse filme na locadora!
Nota definitiva... 4 de 5.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Strip Fighter II - Jogo (PC Engine)

Bem antes de Dead or Alive já existia um jogo de luta com esse "carisma"
Fontes: A imagem e algumas informações técnicas foram retiradas do site The PC Engine Software Bible.
Empresa: Games Express
Lançamento: Data desconhecida, mas eu sei que esse jogo é velho e é Japonês (tinha que ser)
Gênero: Luta, Erotismo
O que você recomenda depois disso? Qualquer outro jogo de luta que não seja esse
Nota: Se você não sabe o que é um PC Engine, vai procurar lá na Wikipédia que eu não estou com paciência agora de explicar.
Por alguma razão que até eu desconheço, eu tenho a estranha capacidade de encontrar pérolas na internet (e em outros lugares) que são praticamente desconhecidas do público geral, ou que até mesmo se perderam nas areias do tempo. E esse jogo é uma dessas pérolas.
Strip Fighter II é uma versão erótica de Street Fighter (sem nenhuma relação além do nome cretino), aonde ao invés daqueles personagens que conheçemos (Ryu, Ken, Chun-Li, etc.) temos 6 gostosas em "roupas práticas", incluindo a Medusa (???), uma marombeira (que não é muito gostosa pra dizer a verdade) e uma mina que parece um protótipo da Kasumi do Dead or Alive, como você pode ver na imagem acima.
O jogo não possui pornografia explícita, apenas se baseia em golpes especiais das lutadoras cujo propósito é mostrar a calcinha e algumas vezes nudismo. E toda vez que você ganha uma luta, você tem direito a ver uma mulher pelada (em um modo de dificuldade maior é claro). Ficou babando né? Bem, lamento dizer que as coisas não são bem assim...
Pra começo de conversa o jogo é EXTREMAMENTE difícil, não por causa da A.I. mas porque a jogabilidade é horrível e ainda existem alguns bugs que atrapalham o jogo. E pra piorar a situação as imagens de mulher pelada no final das luta são meio toscas, principalmente que são aquele tipo de pornografia japonesa em que a mina NÃO TEM VAGINA!!! (eu ia falar outra palavra, mas resolvi moderar)
Resumindo: o jogo é brochante em ambos os sentidos.
E esse jogo tem alguma história? Olha... pior que eu não sei, eu até tentei procurar algo a respeito, mas nem a Wikipédia tem informações detalhadas desse jogo (e olha que lá até costuma ter informações de coisas obscuras). Mas se tratando do fato de que esse jogo nem tem final eu acretido que nem tenha história, e se tivesse acho que não seria grande coisa... E aliás, nem sei se existe mesmo um primeiro jogo ou se é "II" só pra imitar Street Fighter II mesmo.
Fique longe desse jogo, a menos que você seja masoquista e/ou esteja curioso pra ver dessa "mercadoria" depois do que eu escrevi.
Nota definitiva... 1 de 5.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Guerreiros da Noite - Filme

Guerreiros da Noite: filme coreano? É pra já!
Fontes: a imagem e algumas informações técnicas do filme foram tiradas do Sebo do Messias.
Título original: Sword in the Moon
Direção: Ui-seok Kim
Roteiro de: Min-seok Jang
Gênero: Artes Marciais/Drama/Histórico
Eu gosto de filmes coreanos. Eles conseguem fazer filmes bem diferentes dos americanos e japoneses (eu acho, pelo menos). Então, quando ouvi falar de Guerreiros da Noite, logo quis assistir.
Coréia, século XVII. Um grupo conhecido por Guerreiros da Noite é formado, a elite do exército para proteger as fronteiras e a capital. Durante o treinamento, Choi Ji-hwan e Yun Gyu-yeob se conecem e se tornam grandes amigos.
Anos depois da revolução na qual Yun tomou parte, uma série de assassinatos parece ameaçar os políticos, e é dever de Yun protegê-los e descobrir o assassino, mas o assassino... é Choi!
Guerreiros da Noite é um dos mais interessantes filme de ação que assisti recentemente. Ele constantemente apela para flashbacks para explicar o que aconteceu anos antes, e esse fato é bem interessante: quando o filme começa, você não fica sabendo de nada, só lá pelo final é que dá para realmente saber as intenções de cada um dos personagens. Aliás, os personagens, antes de tudo, são o ponto alto da trama, já que a tensão crescente e a morte de cada vez mais políticos vai piorando a situação entre os protagonistas.
Esse é um daqueles filmes que só dá pra falar bem pouco para não estragar as surpresas...
O filme só tem um defeito: pelo menos pra mim, os freqüentes flashbacks confundiram um pouco a trama, e eu só fui entender a cena inicial horas depois de ver o filme. Mas se você passar por cima desse detalhe, vai gostar.
Nota definitiva... 3 de 5.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Azumi - Filme

Azumi: Eles têm uma missão, e nada ficará no seu caminho.
Fonte: o pôster é do MoviesOnline, e as informações complementares do IMDb.
Título original: Azumi
Direção: Ryuhei Kitamura
Baseado na obra de: Yu Koyama
Gênero: Artes Marciais/Histórico/Drama
O que você recomenda depois disso? Kill Bill Volume 1, Versus - A Ressurreição
No Japão feudal, cansado de guerras, o grande shogun Ieyasu Tokugawa pede a um de seus generais para que treine um grupo de poderosos assassinos para que, no futuro, eles possam deter quaisquer senhor da guerra que se atrever a destruir a (fraca) paz alcançada.
Assim, o ex-general Gessai treina 10 crianças, órfãs devido à guerra, para se tornarem os mais perfeitos assassinos e manterem a paz enquanto que escondidos nas sombras... e, dentre eles, o que mais se destaca é a jovem Azumi, a única mulher dentre todos da equipe.
Azumi é mais um daqueles filmes-baseados-em-jogos-de-vídeo-game, mas se destaca bastante do formato tradicional desse tipo de filme. Pra começar, o filme é mais baseado no mangá que deu origem ao jogo do que no jogo: dá pra notar isso o tempo todo, já que se dá uma importância muito grande aos protagonistas e seus próprios conflitos internos e convivência. A câmera e as tomadas de ação são bem ágeis, chegando em certos pontos do filme a serem (real e propositalmente) vertiginosas, deixando a quem assiste muuuuuito tonto!
O roteiro, como já dito, é muito bem trabalhado, com a personalidade (ou a falta de) de cada personagem sendo bem desenvolvida. A trama se desenvolve bem, e se você assistir ao filme vai com certeza se afeiçoar a algum personagem (e depois até se arrepender... XD), torcendo para que o desenrolar da trama favoreça o personagem.
O final deixa, de maneira bem feita, caminho aberto para o seundo filme: afinal, Azumi é só um prólogo...
Nota definitiva... 4 de 5.

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Samurai X - Mangá


Samurai X Mangá: ele é o único personagem de mangá de ação que obedece o mandamento "não matarás"... XD
Observações: a imagem dessa matéria foi retirada daqui.
Título Original: Rurouni Kenshin
Gênero: (Nem um pouco) Histórico/Artes Marciais/Super-Heróis
Autor: Nobuhiro Watsuki
Sinopse: após a Ishinshishi, uma guerra que reunificou o Japão, acabou com os privilégios dos samurais e entregou o poder nas mãos do Imperador (mesmo que figurativamente), um antigo assassino a serviço do governo chamado Kenshin Himura se arrepende de seus atos e decide virar um andarilho. Durante suas caminhadas, ajuda as pessoas e anda pelo país, até que conhece a jovem Kaoru Kamiya, herdeira de um dojo. Ao salvar a jovem e seu dojo, consegue moradia e uma admiradora. Mas logo esse espadachim encontraria novos e velhos amigos, mas inimigos também vão surgindo da mesma maneira...
Observação:
quem conhece um pouquinho da história do Japão vai aproveitar bem mais o mangá, já que a vida dos personagens é narrada mais ou menos como poderia ter sido na época. Além disso, vários personagens (inclusive o próprio Kenshin) são baseados em personagens históricos. E quem é fã de HQs vai notar várias referências à personagens famosos.
Pontuação: se você vai procurando uma história o mais realista possível, com uma reprodução histórica fiel... fique longe desse mangá. Mas mesmo assim é muito bom o trabalho que Watsuki faz com reconstituição de fatos importantes e da época, mesmo tomando várias liberdades quanto às vestimentas dos personagens. Deve-se destacar também o fato de que seus personagens (tanto os protagonistas quanto seus opositores) são carismáticos, e são poucos que não tem um fã sequer! Mesmo não valendo pra fazer um estudo sócio-cultural da época... Troféu Joinha! (Nota 5 de 5) pra ele.

quarta-feira, 28 de junho de 2006

Yu Yu Hakushô - TV


Yu Yu Hakushô: quando a morte é só o começo de uma grande aventura!
Observação: a imagem dessa resenha foi retirada do site Yu Yu Hakusho RPG: Altered Destiny
Título Original: Yuu Yuu Hakusho
Gênero: Artes Marciais/Suspense/Comédia
Autor do Mangá Original: Yashihiro Togashi
Sinopse: Yussuke Urameshi era o maior bad boy de sua escola... até morrer antes do primeiro capítulo de sua própria história! No entanto, ao virar uma alma penada, descobre que, de tão mal que agia, ninguém (nem os deuses!) esperavam que se sacrificasse para salvar o garoto.
Graças a isso, ele ganha a chance de voltar à vida e continuar em frente com seu dia-a-dia.
Quer dizer, mais ou menos...
Pontuação: quem ler a sinopse acima pensa que é só mais um anime/mangá meloso. Mas basta ele voltar à vida pra pancadaria rolar! Yu Yu hakusho agrada a todo tipo de público: as garotas vão gostar do Kurama (sempre tem que ter um cara pra alegrar a mulherada!) e do clima entre Yussuke e Keiko; os hardcore, de Hiei e da pancadaria desenfreada que rola espalhada pelos episódios e volumes do mangá; os fãs de comédia vão adorar as doideiras e trapalhadas de Kwabara; e, pra terminar, os fãs de boas tramas e mistérios vão adorar os vilões e tramas envolvendo os heróis durante sua saga.
Além desses elementos fenomenais, somam-se a qualidade superior da produção (equivalente a de uma série OVA, mas em mais de 100 episódios!!!), da dublagem fenomenal brasileira e a grande ajuda da (falescida) Rede Manchette para sua divulgação!
Nota definitiva... 5 de 5.

terça-feira, 18 de abril de 2006

Cavaleiros do Zodíaco - TV


Cavaleiros do Zodíaco: podia ser melhor, né?
Fontes: a imagem foi retirada do The Review.
Criador dos personagens & história originais: Masami Kurumada
Título Original: Saint Seiya
Gênero:
Ação/Super-Heróis/Comédia (Involuntária)
Sinopse: De 200 em 200 anos, a deusa Athena ressurge para proteger a paz na Terra. Para que ela cumpra seu desígnio divino, dez homens poderosos, trajando as lendárias Armaduras de Bronze, combaterão o mal onde quer que ele esteja e a protegerão com sua própria vida!!!
Mas, na verdade, eles não são os únicos que protegem Athena, e outros Cavaleiros se unirão e se oporão a Seiya e seus amigos em sua santa cruzada...
Pontuação: o mangá e o anime vão ter a mesma pontuação porque são farinha do mesmo saco... Se o anime tem um traço melhor, o mangá tem uma história melhor.
No entanto, é fato que ambos podiam ser bem melhores. A começar pelos personagens, típicos estereótipos na histórias de Kurumada. Até mesmo a aparência do protagonista é um clichê dele... -_-'
Em resumo, utlizar cultura grega como pano de fundo já é batido (leia a Marvel e a DC pra entender o que falo), a história nem tem reviravoltas ("Oh, ele vai se voltar contra o... ih, morreu...") e o protagonista é um maldito fraco-indeciso-que-não-serve-pra-nada-além-de-inspirar-os-outros (ufa, acabou!). Se você quer inovação em histórias envolvendo culturas "exóticas", vá ler/assistir RG Veda (CLAMP?! DE NOVO?!) ou o lendário anime que carrega o nome de Shurato. Ambos tratam de cultura indú.
Pra CdZ... Troféu Eca, Acho que Pisei em Algo... (Nota 2 de 5)