Bom,Huntress, desculpe por demorar tanto pra responder, mas como quase não fazem comentários no blog, é difícil eu verificar se comentaram... XD
Bom, Grimms Mangá é um caso curioso. Na verdade, era um One Shot (mangá de um só volume ou capítulo), mas seu sucesso foi tão imenso que depois foi lançado mais um volume, o Grimms Mangá - Novas Histórias (o qual eu pretendo resenhar em breve), que já foi lançado no Brasil.
Espero que eu tenha tirado sua dúvida, e obrigado por nos ler!
Em breve, uma nova postagem saída da minha mente e das dos meus colaboradores....
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Shin Megami Tensei: Persona 4 - Jogo (PS2)
A abertura do jogo.
O trailer da versão americana.
Shin Megami Tensei: Persona 4- lutando contra você mesmo, você alcançará a verdade!
Título original: Persona 4
Gênero: RPG/Drama/Aventura/Comédia/Romance
Desenvolvedora: Atlus
Ano: 2008
Quando comprei meu PS2, eu pensei que não teria muitos jogos com os quais eu pudesse me divertir. Quer dizer, eu curto muito mais um bom jogo de RPG do que um de pancadaria ou ação, e, pelo que eu via dos jogos de RPG pra PS2, eu ia ficar mesmo era jogando os de PSOne...
Isso até eu conhecer Persona 4.
Já tinha ouvido falar do Persona 3 a alguns anos atrás, mas, como eu não tinha um PS2, ficava complicado jogar. No entanto, posso dizer que foi, de fato, o primeiro RPG que eu joguei no meu próprio PS2!
A trama é interessantíssima: você é um adolescente vindo de uma grande cidade, se mudando para uma cidade do interior para morar por um ano com seu tio, já que seus pais (sempre eles?) foram trabalhar no exterior. Chegando lá, você logo faz amizades, mas se vê envolvido na investigação (amadora) de dois terríveis assassinatos.
Mas isso é só a ponta do iceberg quando você descobre a existência de outro mundo. Dentro da TV. Dentro desse mundo, os heróis devem enfrentar seus segredos mais obscuros, conquistar suas contrapartes e achar o assassino!
(Sem mais delongas, para evitar spoilers.)
O que mais impressiona nesse jogo é, sem dúvida, o sistema de jogo: basicamente, você vive o dia-a-dia de um estudante. Claro, você ainda mete a porrada em monstros e ganha níveis, mas isso é apenas 10% a 20% (!!!) do jogo, graças ao inovador sistema de Social Link.
Esse sistema permite que você se aproxime mais dos NPCs mais (e até menos) importantes do jogo, faça amizade e até namore! E cada um dos personagens tem uma trama própria e emocionante, sempre com pitadas de humor e drama. É um prato cheio pra quem gosta de ler (ou assistir) boas tramas, e joga para acompanhar a história, e não só terminar o jogo.
Mas não é só isso. Conforme você evolui suas amizades, você ganha mais e mais poder, tanto direta quanto indiretamente.
Falando em "indiretamente", uma das mais curiosas formas de evoluir em Persona 4 é através do uso de diferentes Personas. As Personas são as contrapartes conquistadas dos heróis, só que, ao contrário do resto dos personagens, o protagonista pode criar e usar diversas Personas, podendo adquirir diversos tipos de habilidades e atributos não só durante o decorrer do jogo, mas durante uma luta! O poder de cada uma das Personas que você cria tem seu poder influenciado pelos Social Links que você tem. Por exemplo: se você tem nível 5 no Social Link Emperor e cria uma Persona desse tipo, você vai ganhar 2 níveis com essa Persona assim que a criar. Você também recebe novas possibilidades de criação de Personas conforme maximiza os Social Links.
E seus aliados também se tornam mais poderosos! Conforme você ganha níveis no Social Link com eles, eles ganham novas habilidades que são ativadas com uma ação-chave. Por exemplo, toda vez que um dos seus personagens causar um ataque crítico, há a chance de um de seus personagens com Social Link nível 3 realizar um ataque devastador.
Mas não é só a parte de jogabilidade que me agradou. A história é realmente muito boa. Como a trama, apesar de ter um rumo fixo, é bastante maleável (já que é você quem escolhe como vai passar seus dias), não cansa, e apresenta uma nova surpresa quando você já achava que ela tinha estagnado! Mesmo o mais bobo dos Social Links influencia bastante na jogabilidade, já que dá uma nova experiência a cada vez que se joga, mesmo não influenciando na história.
Mas não é só de trama e jogabilidade que se faz um jogo!
Os gráficos são bons, e muitas das Personas ficaram bastante bonitas no 3D (apesar de ainda haver aquelas que ficaram bem melhores na arte conceitual em 2D). O visual do jogo segue muito bem o estilo dos animes, e consegue um ótimo resultado mesmo sem usar o famoso eeito de cell shading. As animações do tipo "cut scene" são bastante interessantes, e me fazem pensar: se já existe um mangá de Persona 3 e 4, e um anime baseado no 3 (Persona - Tinity Soul), por que não um anime baseado no 4?
A trilha do jogo, feita por Shoji Meguro e Shihoko Hirata, é otro dos pontos altos do jogo. Fez uma diferença enorme poder ouvir, durante os combates, uma música com vocal! E a trilha como um todo é um primor de trabalho, ótima para ouvir mesmo depois de terminar o jogo.
O mesmo vale para a dublagem americana do jogo: gostei bastante da dublagem (apesar da dublagem americana costumar ser uma porcaria), e não me dei bem com a dublagem original... bastante estranho.
Agora vão logo jogar, e me deixem matar o último chefe logo... XD
Nota definitiva... 5 de 5.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Cromartie High School - Série

Cromartie High School: mais retardado que Excel Saga, juro!
Fontes: a imagem foi retirada do site Anime4Ever, e as informações técnicas da Wikipedia
Título original:
Baseado na obra de: Eiji Nonaka
Produtora: Production I.G.
Gênero: Comédia
O que você recomenda depois disso? Excel Saga (tão bom quanto)
Prepare-se que lá vem bomba: Takashi Kamiyama é um estudante normal do Ensino Médio que, por algum motivo totalmente desconhecido, foi parar num colégio só com delinqüentes, entre eles Shinjiro Hayashida, que logo se torna seu amigo. Juntos, eles conhecem figuras bizarras como o Gorilla (sim, Cromartie tem como um dos estudantes um gorila), Mechazawa (um robô tosco que age como gente e acha que é um adolescente), Freddie (um sósia do Freddie Mercury, que anda de cavalo dentro da escola) e outras figuras tão caricatas quanto. São 25 episódios, que vão de nenhum lugar a lugar nenhum, com uma média de 10 minutos cada (exceto pelo 25, que tem 25 minutos).
E aí você me pergunta: por que você tá falando dessa porcaria?
Simples: Cromartie High School é uma das melhores séries de humor já feitas. O maior motivo é bem simples: ela não tem um roteiro fixo (como o protagonista tentando terminar os estudos), uma ordem cronológica forte (ei, onde foi mesmo que aquele cara apareceu pela primeira vez?) ou mesmo alguma lógica. Afinal, em Cromartie você encontra todo tipo de "aluno", e os eventos são sem pé nem cabeça.
E esse é o forte da série: o surrealismo. Em um instante um grupo de uma escola rival pode estar sendo atacad por aliens dentro de Cromartie, e no momento seguinte já temos os personagens comentando sobre o fato de Mechazawa ser um robô, tudo com a maior naturalidade.
A série é show. É bastante curta em termos de tempo de episódio, mas isso ajuda a não deixar cansar. Dá pra comparar com Excel Saga, mas Cromartie ainda ganha em total falta de noção. Ela é divertida desde a abertura (que já dá uma noção do tom da série). Perfeita para passar o dia com os amigos que também não têm o que fazer!
Falar de Cromartie realmente não faz muito sentido (por isso a resenha é curta), então assista logo, seu marginal!
Nota definitiva... 5 de 5.
domingo, 9 de agosto de 2009
Grimms Mangá - Mangá
Grimms Mangá: topo, por que não?Fontes: a imagem foi retirada do Universo Fantástico, e informações mais acertadas do Anime Pró.

Autora: Kei Ishiyama (baseada na obra dos Irmãos Grimm)Editora brasileira: NewPOP
Gênero: Aventura/Comédia/Romance/Fantasia
Agora que chegou às minhas mãos uma nova edição dessa série, acho interessante comentar sobre essa divertida (e surpreendente) visão das lendas e contos coletados pelos Grimms.
Sim, coletados. Os contos que os Grimm tornaram famosos são histórias de tradição oral (já que a escrita não era comum entre os camponeses de sua época). Esses contos costumavam ter finais cruéis e/ou tristes, e sua finalidade era mais a de educação e lição moral do que entretenimento. Buscando preservá-los através dos séculos, eles pesquisaram e escreveram uma versão de cada conto, já que detalhes mudavam de região para região (sabe como é, "quem conta um conto, aumenta um ponto"). Foram deles as transcrições de A Bela e a Fera, Branca de Neve e Rapunzel, entre outros.
No entanto, com o passar dos séculos, os contos foram amenizados, tendo inclusive finais felizes. E, nesse espírito de mudança, Kei Ishiyama recriou vários contos dos dois irmãos, sendo os do primeiro volume: Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, João e Maria, Os Doze Caçadores e Os Dois Irmãos.
Cada um desses contos foi revisitado, trazendo uma agradável (ou não, isso vai depender de quem lê) surpreza. O Lobo é um jovem encantado com a jovem Chapeuzinho, Rapunzel e seu amado trocaram as bolas, João é um moleque belo (e metido) que encontra uma "bruxa" baita da rica com sua irmã... e, dos Doze Caçadores, sumiram 11! O que, de fato, se manteve mais fiel foi o épico Os Dois Irmãos.
Não, o resultado não foi ruim, pelo contrário! A arte é belíssima, e o roteiro muito bem bolado. As maiores surpresas foram mesmo em Rapunzel e Os Doze Caçadores. A surpresa em Rapunzel não revelo, para não estragar, mas quem não conhece o conto original d'Os Doze Caçadores não vai entender o motivo do título. Isso me deixou um pouco chateado.
Mas o meu favorito foi mesmo o Os Dois Irmãos. A saga se manteve com o espírito de aventura, mesmo reduzida e resumida. Li uma transcrição fiel de algumas décadas atrás e me diverti bastante, e fico feliz que essa versão seja tão divertida quanto.
Grimms Mangá é um dos melhores mangás já traduzido e editado por aqui. É um pouco difícil de achar, mas vale todo o esforço.
Nota definitiva... 4 de 5.
domingo, 26 de julho de 2009
Densha Otoko - Mangá
Densha Otoko: todo nerd tem uma esperança!Fontes: a capa da edição americana foi retirada do Train Man: Densha Otoko
Título original: Densha Otoko (Homem do Trem)
Autor: Hidenori Hara
Gêneros: Romance/Comédia
Depois de 2 semanas sem postar nada, graças a um ótimo jogo (Persona 4, assim que terminar eu resenho) e dúzias de revistas e mangás para ler, finalmente volto para postar... e não é só isso: é a postagem número 50 do meu blog! Ou, pelo menos, do atual...
Densha Otoko tem uma premissa bem simples e divertida: o amor muda as pessoas! Tudo começa quando o jovem nerd conhecido como Densha-Otoko salva uma bela jovem de ser agredida por um bêbado em um trem. Quase sendo agredido pelo mesmo, Densha é ajudado por outros passageiros, e é tido como um verdadeiro herói! E ainda tem mais: ele chama a atenção da moça, que lhe pede seu telefone e, depois, lhe envia um presente de agradecimento...
Densha não sabe como reagir, e, de repente, se vê pedindo conselhos a estranhos no 2CH, um dos maiores fóruns on-line do Japão! No entanto, ao invés de tirarem uma com a cara do rapaz ou de estranharem, todos dão sua contribuição para que Densha seja feliz. A mulher passa a ser chamada de Hermes-san, graças à marca das (caras) xícaras de chá que deu a Densha, e Densha
passa a ser aconselhado de que modo deve agir para conquistar o amor de Hermes.
À primeira vista, Densha Otoko parece ser só uma daquelas comédias românticas cássicas do "rapaz que nunca namorou descola uma gata, mas nem sabe o que fazer", mas Densha Otoko inova desde o início: o fato realmente aconteceu! O autor do livro, teoricamente conhecido como Naka no Hito, se inspirou no fato real narrado no já citado forum, mas cujo desfecho é desconhecido. Daí, ele resolveu inventar em cima do que teria acontecido.
O livro foi um verdadeiro sucesso de vendas, e deu origem a mangás, livros, séries e filmes! Mas nã é para menos, já que Densha Otoko é uma história tocante. É impossível uma pessoa que já tenha se apaixonado não conseguir se identificar com o drama do protagonista e as barreiras que, uma a uma, ele vai transpondo com ajuda dos amigos do fórum.
Densha Otoko é para aqueles que ainda têm fá na humanidade e no amor, mas que também curtem um bom romance. Deliciem-se com essa história.
(Dica: você pode encontrar o mangá completo da resenha no One Manga, uma das maiores bibliotecas on-line de mangá que conheço)
Nota definitiva... 4 de 5.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Abara - Mangá
Abara: hiper-violência de nível épico. Simples, não?Fontes: a imagem e as informações técnicas foram retiradas da Wikipédia.
Autor: Tsutomu Nihei
Editoras: Shueisha (Japão), Panini (Brasil)
Gênero: Artes Marciais/Ação/Horror
O que você recomenda depois disso? Berserker, Zetman
Depois de meu computador ter dado xabu e ter me deixado na mão, sem ter como acessar a internet durante uns 20 dias (!!!), nada melhor do que falar de uma história apocalíptica para entrar no clima, não?
Abara conta a história de um mundo onde construções conhecidas como Mausoléus existem bem antes da existência da humanidade. Nesse mundo existem monstros conhecidos como Gaunas Brancos, que devoram seres humanos e, por algum motivo, desejam devorar os tais Mausoléis.
No entanto, para detê-los, os humanos criaram uma arma biológica conhecida como Gauna Negro, que seria capaz de deter o Branco, mas não sem fazer tanto estrago quanto ele...
Daí a parada toda descamba para a completa violência com (só um pouco de) sentido. O leitor é pego no meio do fogo cruzado, sem saber muita coisa, e termina entendendo menos ainda.
Mas quer dizer que os dois volumes (sim, é curtinho mesmo) de Abara não valem a pena? Errado, muito pelo contrário. A ação incessante, combates fenomenais e épicos e o impacto visual enorme que tem cada página, por mais suja ou limpa que ela seja. As lutas são um show à parte: todo tipo de desmembramento e destruição, pelo qual os personagens passam sem dar muita bola e que destrói todo o cenário ao redor...
Bom, mas o melhor de Abara mesmo é o extra do segundo volume: Digimortal.
Num mundo futurista, alguns seres humanos conseguiram chegar à imortalidade graças à pesquisa genética, e também desenvolveram habilidades sobre-humanas. No entanto, para refrear esse fato e coibir novas pesquisas, é criada uma nova Inquisição. Em paralelo a esses fatos, surge o Digimortal, um ser (aparentemente) invencível contratado para dar cabo de um inquisidor corrupto. Todos os elementos de Abara estão lá, mas com a diferença que o argumento e a história são melhores.
Nihei é um bom escritor e artista, mas espero que outros trabalhos seus tenham uma arte mais limpa do que a de Abara. Agora me dêem licença que vou procurar outros mangás dele pra ler...
Nota definitiva... 3 de 5.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Filho do Dragão - Filme
Filho do Dragão: uma homenagem (tardia) a Carradine.Fontes: a imagem e outras informações foram retiradas do Submarino.
Título original: Son of the Dragon
Direção: David Wu
Gênero: Aventura/Artes Marciais
O que você recomenda depois disso? Kill Bill, Kung Fu
David Carradine foi um grande astro, sem dúvida. Claro, ele conseguiu seu maior papel ao recusarem Bruce Lee para fazer o papel de um monge chinês no seriado Kung Fu (só Deus sabe por quê), mas isso não significa que ele fosse ruim (ou que Lee fosse). Depois de décadas no esquecimento, Carradine conseguiu sua segunda chance ao fazer Bill, o grande vilão do antológico Kill Bill. Graças a isso, conseguiu vários papéis em produções hollywoodianas e uma participação num clipe dos Jonas Brothers (AAAAAAAAAAAAAAAAAARGH!!!). No entanto, durante as filmagens de um novo longa na Tailândia, aparentemente Carradine se suicidou. E como ontem eu vi um filme dele que comprei... presto minha homenagem tardia.
No filme, Carradine é Bird, um velho praticante de artes marciais misterioso que cria órfãos nos subterrâneos da cidade chinesa na era antiga em que vivem catando ferro-velho. Dentre esses órfãos está o destemido, destemperado e sem-noção Devil Boy (John Reardon), seu melhor aluno, que rouba dos ricos para dar aos pobres e alimentar sua família. E tudo ia razoavelmente bem até que DB (seu apelido) descobre que o Governador está procurando um príncipe para casar com sua filha, Li Wei, e, vendo os muitos tesouros que serviriam de presente para o Governador, resolve que fingirá ser um príncpe de uma terra distante para entrar no palácio e realizar um grande roubo. No entanto, DB conhece Li Wei e... você já sabe que ele se meteu numa roubada, né?
Filho do Dragão é uma homenagem aos filmes antigos de artes marciais chineses e tenta ser um épico. Quer dizer, de certa forma, pela duração e temática, Filho do Dragão é um épico, mas um épico menor. Reardon se dá bem com cenas de humor e mais descontraídas, mas se dá mal em cenas mais tensas (resumindo: não serve pra protagonista de um filme desses), enquanto que Rupert Graves, que interpreta o Príncipe do Norte, rouba a cena. No final, o ponto alto do filme mesmo é Carradine. Ele dá uma aura de mistério e sabedoria a Bird que acredito que nenhum outro intérprete daria, além de que ele continuava em ótima forma.
Apesar das duas horas e meia, Filho do Dragão é um belo filme para as Sessões da Tarde da vida, dosando bem aventura e ação. Apesar disso, seria só um filme medíocre sem Carradine.
Nota definitiva... 3 de 5.
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