sexta-feira, 10 de julho de 2009

Abara - Mangá

Abara: hiper-violência de nível épico. Simples, não?
Fontes: a imagem e as informações técnicas foram retiradas da Wikipédia.
Autor: Tsutomu Nihei
Editoras: Shueisha (Japão), Panini (Brasil)
Gênero: Artes Marciais/Ação/Horror
O que você recomenda depois disso? Berserker, Zetman
Depois de meu computador ter dado xabu e ter me deixado na mão, sem ter como acessar a internet durante uns 20 dias (!!!), nada melhor do que falar de uma história apocalíptica para entrar no clima, não?
Abara conta a história de um mundo onde construções conhecidas como Mausoléus existem bem antes da existência da humanidade. Nesse mundo existem monstros conhecidos como Gaunas Brancos, que devoram seres humanos e, por algum motivo, desejam devorar os tais Mausoléis.
No entanto, para detê-los, os humanos criaram uma arma biológica conhecida como Gauna Negro, que seria capaz de deter o Branco, mas não sem fazer tanto estrago quanto ele...
Daí a parada toda descamba para a completa violência com (só um pouco de) sentido. O leitor é pego no meio do fogo cruzado, sem saber muita coisa, e termina entendendo menos ainda.
Mas quer dizer que os dois volumes (sim, é curtinho mesmo) de Abara não valem a pena? Errado, muito pelo contrário. A ação incessante, combates fenomenais e épicos e o impacto visual enorme que tem cada página, por mais suja ou limpa que ela seja. As lutas são um show à parte: todo tipo de desmembramento e destruição, pelo qual os personagens passam sem dar muita bola e que destrói todo o cenário ao redor...
Bom, mas o melhor de Abara mesmo é o extra do segundo volume: Digimortal.
Num mundo futurista, alguns seres humanos conseguiram chegar à imortalidade graças à pesquisa genética, e também desenvolveram habilidades sobre-humanas. No entanto, para refrear esse fato e coibir novas pesquisas, é criada uma nova Inquisição. Em paralelo a esses fatos, surge o Digimortal, um ser (aparentemente) invencível contratado para dar cabo de um inquisidor corrupto. Todos os elementos de Abara estão lá, mas com a diferença que o argumento e a história são melhores.
Nihei é um bom escritor e artista, mas espero que outros trabalhos seus tenham uma arte mais limpa do que a de Abara. Agora me dêem licença que vou procurar outros mangás dele pra ler...
Nota definitiva... 3 de 5.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Filho do Dragão - Filme

Filho do Dragão: uma homenagem (tardia) a Carradine.
Fontes:
a imagem e outras informações foram retiradas do Submarino.
Título original: Son of the Dragon
Direção: David Wu
Gênero: Aventura/Artes Marciais
O que você recomenda depois disso? Kill Bill, Kung Fu
David Carradine foi um grande astro, sem dúvida. Claro, ele conseguiu seu maior papel ao recusarem Bruce Lee para fazer o papel de um monge chinês no seriado Kung Fu (só Deus sabe por quê), mas isso não significa que ele fosse ruim (ou que Lee fosse). Depois de décadas no esquecimento, Carradine conseguiu sua segunda chance ao fazer Bill, o grande vilão do antológico Kill Bill. Graças a isso, conseguiu vários papéis em produções hollywoodianas e uma participação num clipe dos Jonas Brothers (AAAAAAAAAAAAAAAAAARGH!!!). No entanto, durante as filmagens de um novo longa na Tailândia, aparentemente Carradine se suicidou. E como ontem eu vi um filme dele que comprei... presto minha homenagem tardia.
No filme, Carradine é Bird, um velho praticante de artes marciais misterioso que cria órfãos nos subterrâneos da cidade chinesa na era antiga em que vivem catando ferro-velho. Dentre esses órfãos está o destemido, destemperado e sem-noção Devil Boy (John Reardon), seu melhor aluno, que rouba dos ricos para dar aos pobres e alimentar sua família. E tudo ia razoavelmente bem até que DB (seu apelido) descobre que o Governador está procurando um príncipe para casar com sua filha, Li Wei, e, vendo os muitos tesouros que serviriam de presente para o Governador, resolve que fingirá ser um príncpe de uma terra distante para entrar no palácio e realizar um grande roubo. No entanto, DB conhece Li Wei e... você já sabe que ele se meteu numa roubada, né?
Filho do Dragão é uma homenagem aos filmes antigos de artes marciais chineses e tenta ser um épico. Quer dizer, de certa forma, pela duração e temática, Filho do Dragão é um épico, mas um épico menor. Reardon se dá bem com cenas de humor e mais descontraídas, mas se dá mal em cenas mais tensas (resumindo: não serve pra protagonista de um filme desses), enquanto que Rupert Graves, que interpreta o Príncipe do Norte, rouba a cena. No final, o ponto alto do filme mesmo é Carradine. Ele dá uma aura de mistério e sabedoria a Bird que acredito que nenhum outro intérprete daria, além de que ele continuava em ótima forma.
Apesar das duas horas e meia, Filho do Dragão é um belo filme para as Sessões da Tarde da vida, dosando bem aventura e ação. Apesar disso, seria só um filme medíocre sem Carradine.
Nota definitiva... 3 de 5.

domingo, 7 de junho de 2009

Arrebentando em Nova York - Filme

Arrebentando em Nova York: Jack Chan, sinal de qualidade. Ou pelo menos era.
Fontes: as informações mais cabulosas saíram da Wikipédia, e a imagem do Omelete.
Título original: Hong Kaan Fui
Direção: Stanley Tong
Gênero: Ação/Comédia/Artes Marciais
Sabe, quem vê hoje um filme de Jack Chan como O Medalhão ou A Volta ao Mundo em 80 Dias não sabe que o ator-roteirista-dublê-diretor fez dezenas de grandes pérolas como A Hora do Rush. E Arrebentando em Nova York é uma delas.
O filme conta a história de Keung, um jovem chinês que vai para o Bronx ajudar seu tio, que está para se casar. No entanto, ao tentar um roubo no mercadinho do tio, Keung se envolve num confronto com uma gangue local. Quando a gangue resolve se vingar dele, ele conhece a bela Nancy, que o socorre, mas acaba se vendo envolvido com um roubo de jóias...
Arrebentando em Nova York é um clássico da Sessão da Tarde, extremamente divertido. Jack está perfeito em um papel que se tornou um clássico seu: o cara legal e boa-pinta que ajuda todo mundo, arranja uma encrenca e acaba virando o jogo. Com o tempo, esse personagem virou um clichê, mas foi o carisma de Chan que tornou isso um aspecto positivo e o fez emplacar uma carreira nos EUA.
O que também impressiona no filme é o fato que Chan dispensou qualquer tipo de dublê durante as filmagens, o que lhe resultou num pé quebrado e em ter de trabalhar de gesso até o fim do filme! Isso é força de vontade... XD
O roteiro é bem simples, fácil de acompanhar e rico em humor. Também é incomparável aos filmes de humor e ação e comédia que vemos hoje, com uma qualidade de roteiro e congruência altas. Claro que tem umas cenas bem nonsense, mas são elas que dão o toque final à essa aventura.
Se você quer se divertir vendo uma comédia com muita ação, é só procurar esse filme na locadora!
Nota definitiva... 4 de 5.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Agora foi de vez... (o antigo blog)

Estou postando aqui para dizer que descobri hoje que o antigo blog foi apagado, e então removi o link para ele.
A gente mantinha o endereço do antigo blog porque tinha ainda resenhas lá, e o Pato até "resgatou" algumas para o novo blog, mas não todas.
Obrigado pela atenção.

P.S.: Caso você esteja acessando o blog agora e não saiba porque estamos neste blog, veja: http://lagodopato2.blogspot.com/2008/10/de-luto.html

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Strip Fighter II - Jogo (PC Engine)

Bem antes de Dead or Alive já existia um jogo de luta com esse "carisma"
Fontes: A imagem e algumas informações técnicas foram retiradas do site The PC Engine Software Bible.
Empresa: Games Express
Lançamento: Data desconhecida, mas eu sei que esse jogo é velho e é Japonês (tinha que ser)
Gênero: Luta, Erotismo
O que você recomenda depois disso? Qualquer outro jogo de luta que não seja esse
Nota: Se você não sabe o que é um PC Engine, vai procurar lá na Wikipédia que eu não estou com paciência agora de explicar.
Por alguma razão que até eu desconheço, eu tenho a estranha capacidade de encontrar pérolas na internet (e em outros lugares) que são praticamente desconhecidas do público geral, ou que até mesmo se perderam nas areias do tempo. E esse jogo é uma dessas pérolas.
Strip Fighter II é uma versão erótica de Street Fighter (sem nenhuma relação além do nome cretino), aonde ao invés daqueles personagens que conheçemos (Ryu, Ken, Chun-Li, etc.) temos 6 gostosas em "roupas práticas", incluindo a Medusa (???), uma marombeira (que não é muito gostosa pra dizer a verdade) e uma mina que parece um protótipo da Kasumi do Dead or Alive, como você pode ver na imagem acima.
O jogo não possui pornografia explícita, apenas se baseia em golpes especiais das lutadoras cujo propósito é mostrar a calcinha e algumas vezes nudismo. E toda vez que você ganha uma luta, você tem direito a ver uma mulher pelada (em um modo de dificuldade maior é claro). Ficou babando né? Bem, lamento dizer que as coisas não são bem assim...
Pra começo de conversa o jogo é EXTREMAMENTE difícil, não por causa da A.I. mas porque a jogabilidade é horrível e ainda existem alguns bugs que atrapalham o jogo. E pra piorar a situação as imagens de mulher pelada no final das luta são meio toscas, principalmente que são aquele tipo de pornografia japonesa em que a mina NÃO TEM VAGINA!!! (eu ia falar outra palavra, mas resolvi moderar)
Resumindo: o jogo é brochante em ambos os sentidos.
E esse jogo tem alguma história? Olha... pior que eu não sei, eu até tentei procurar algo a respeito, mas nem a Wikipédia tem informações detalhadas desse jogo (e olha que lá até costuma ter informações de coisas obscuras). Mas se tratando do fato de que esse jogo nem tem final eu acretido que nem tenha história, e se tivesse acho que não seria grande coisa... E aliás, nem sei se existe mesmo um primeiro jogo ou se é "II" só pra imitar Street Fighter II mesmo.
Fique longe desse jogo, a menos que você seja masoquista e/ou esteja curioso pra ver dessa "mercadoria" depois do que eu escrevi.
Nota definitiva... 1 de 5.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Star Trek - Filme

Star Trek: indo até já foram, mas com mais estilo que antes!
Fontes: a imagem foi retirada do Universo Fantástico. E algumas informações do IMDb.
Título original: Star Trek
Direção: J.J. Abrams
Baseado em obra de: Gene Rodemberry
Gênero: Ficção Científica/Aventura
Nunca fui exatamente o maior fã de Jornada nas Estrelas. Tá certo que eu adorava a Série Clássica, sempre gostei dos filmes mais antigos da série e até que assisti algo da Nova Geração. Mas vou te dizer: Star Trek me transformou, definitivamente, num fã.
A premissa é bem simples. Anos depois de seu pai ter morrido como herói em um ataque de uma nave desconhecida, Jim Kirk (Chris Pine) é um jovem sem rumo. No entanto, a conhecer a jovem cadete Uhura e, na mesma noite, receber um convite para participar da Academia da Frota Estelar.
Explicação rápida para quem não sabe: por volta do Século 23, as nações da Terra se reúnem para garantir sua sobrevivência em meio a tantas raças alienígenas, e resolvem, para facilitar o contato, partir para o Espaço formando a Frota Estelar, não para conquistar, mas para explorar e estabelecer contato pacífico.
Também somos apresentados ao promissor, "frio" e racional Spock (Zachary Quinto), oficial graduado da Frota, que vive entre dois mundos. Sua mãe é uma humana, mas seu pai é da raca vulcano, uma raça que decidiu pela lógica, em vez dos sentimentos. E por isso Spock vive em eterno conflito...
E o grande atrativo do filme é o conflito entre Kirk e Spock!
J.J. Abrams é um gênio. Admito que não sou um fã dele, mas adorei o trabalho dele em Alias. Eu sei, ele fez Lost (que eu curti mesmo só a 1ª temporada), agora está com Fringe (que não assisti... ainda), dirigiu Missão: Impossível (de assistir) III... Mas Alias foi revolucionário para mim, e me marcou como o que eu espero de Abrams. Uma direção ágil, um jeito único de contar uma história... além de emprestar carisma a tudo o que faz.
Mas não adianta ser um gênio sem ter com quem trabalhar (Missão: Impossível III prova isso); Pine e Quinto são geniais, e têm uma química em cena única. Pine faz um teimoso (e divertido... e impulsivo...) Kirk, enquanto Quinto faz um irredutível (e extremamente dividido) Spock; ambos estão ideais nos papéis, e mais verossímeis que eles, impossível. O mesmo pode se dizer do resto do elenco, muito bem selecionado.
Ao darem a direção para J.J. Abrams, acertaram. Muita gente deve ter achado que ele não ser fã de Star Trek acabaria com o filme, mas foi exatamente por isso que deu tão certo. Por Abrams não ser um fã, ele não ficou preso ao pré-estabelecido do universo das séries, e isso lhe deu uma liberdade tão grande que inovou... e por inovar funcionou.
O filme tem cenas de ação impressionantes (principalmente as de combate estelar), e divertidíssimas cenas de humor (quando Kirk conhece McCoy e se dá a origem do apelido dele). Seja fã ou não, imperdível!
Nota definitiva... 5 de 5.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Guerreiros da Noite - Filme

Guerreiros da Noite: filme coreano? É pra já!
Fontes: a imagem e algumas informações técnicas do filme foram tiradas do Sebo do Messias.
Título original: Sword in the Moon
Direção: Ui-seok Kim
Roteiro de: Min-seok Jang
Gênero: Artes Marciais/Drama/Histórico
Eu gosto de filmes coreanos. Eles conseguem fazer filmes bem diferentes dos americanos e japoneses (eu acho, pelo menos). Então, quando ouvi falar de Guerreiros da Noite, logo quis assistir.
Coréia, século XVII. Um grupo conhecido por Guerreiros da Noite é formado, a elite do exército para proteger as fronteiras e a capital. Durante o treinamento, Choi Ji-hwan e Yun Gyu-yeob se conecem e se tornam grandes amigos.
Anos depois da revolução na qual Yun tomou parte, uma série de assassinatos parece ameaçar os políticos, e é dever de Yun protegê-los e descobrir o assassino, mas o assassino... é Choi!
Guerreiros da Noite é um dos mais interessantes filme de ação que assisti recentemente. Ele constantemente apela para flashbacks para explicar o que aconteceu anos antes, e esse fato é bem interessante: quando o filme começa, você não fica sabendo de nada, só lá pelo final é que dá para realmente saber as intenções de cada um dos personagens. Aliás, os personagens, antes de tudo, são o ponto alto da trama, já que a tensão crescente e a morte de cada vez mais políticos vai piorando a situação entre os protagonistas.
Esse é um daqueles filmes que só dá pra falar bem pouco para não estragar as surpresas...
O filme só tem um defeito: pelo menos pra mim, os freqüentes flashbacks confundiram um pouco a trama, e eu só fui entender a cena inicial horas depois de ver o filme. Mas se você passar por cima desse detalhe, vai gostar.
Nota definitiva... 3 de 5.