domingo, 18 de janeiro de 2009

Rebobine, por Favor - Filme

Rebobine, por Favor: porque você também já quiz fazer uma versão de algum filme!
Fontes: a imagem veio do Cine 365, e as informações gerais e técnicas, do Cine Players.
Título original: Be Kind Rewind
Direção e roteiro: Michel Gondry
Gênero: Comédia/Drama
O que assistir depois dele? Qualquer coisa, mas numa fita VHS!
Sabe, há coisas na vida da gente que nos deixam com a já famosa nostalgia: primeira namorada, primeiro copo de cerveja, primeiro filme no cinema...
E é exatamente essa nostalgia que me tomou de assalto quando assisti esse filme.
Nunca havia assistido um filme de Michel Gondry, mas as boas críticas a filmes anteriores (como o famoso Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças) e o fato de ter no elenco os fenomenais Jack Black (Tenacious D, Escola do Rock), Mos Def (16 Quadras) e Danny Glover (a tetralogia Máquina Mortífera) me convenceram a ir até Botafogo, passar do ponto, atravessar um túnel "perigosíssimo" (igual a qualquer parte no mundo... hoje, onde não é perigoso?) e andar um pedação correndo para assistir esse filme, porque quase chego atrasado. Tá certo que eu acabei quase que morrendo de sede, suado e bastante triste com o preço absurdo do ingresso...
Mas aí você pergunta: valeu a pena?
E eu respondo... SIM!!!
A trama é a seguinte... Jerry e Mike são amigos. Jerry é um dono e ferro-velho completamente pirado e que acredita que "eles" (seja lá quem forem) tentam dominar nossas mentes através dos fornos microondas e da central de abastecimento elétrico da cidade, enquanto Mike trabalha em uma das últimas (senão a última) vídeo-locadoras do mundo.
No entanto, os problemas dos dois começam quando o chefe de Mike sai da cidade e deixa a locadora a encargo de Mike. Nesse período, Jerry sofre um acidente que o deixa magnetizado, e quando ele se aproxima das fitas da locadora... bem, lá se vão os filmes!
Vendo que é impossível arranjar os filmes novamente em VHS, Jerry e Mike são obrigados a um último recurso: eles mesmos regravarem os filmes, fazendo os papéis possíveis e se aproximando o que for possível do filme original. E eles regravam desde filmes clássicos, cmo Os Caça-Fantasmas até A Hora do Rush 2 (pois é, imagina Jack Black interpretando Jack Chan!). E quando isso acontece, tudo é possível.
Sabe, assistir Jack Black é sempre um prazer, e Mos Deff faz uma bela dupla com ele. Danny Glover, depois de um belo tempo afastado dos cinemas, também brilha no papel do dono da vídeo-locadora. No entanto, me atreveria a dizer que umas das maiores estrelas do filme são, na verdade, os filmes "suecados": as refilmagens toscas, divertidas e insólitas de 20 minutos que a dupla faz. Se não fosse por eles, o filme não teria nem ao menos razão de ser!
Com um roteiro genial, um elenco ótimo, além de grandes idéias, não perca o seu tempo e assista logo: assim você também vai poder fazer o seu próprio "suecado"!
Nota definitiva... 5 de 5.

Monty Python - Em Busca do Cálice Sagrado --- Filme


"NI!"
Fontes: Imagem e algumas informações técnicas tiradas de... AH! vocês sabem muito bem de onde!
Título original: Monty Python and the Holy Grail
Direção: Terry Gilliam; Terry Jones
Gênero: Humor; Medieval; Fantasia
O que você recomenda depois disso? A Vida de Brian e qualquer outra obra de Monty Python
Eu sei que eu ja tinha falado desse filme no último PatoCast, mas resolvi fazer uma resenha dele mesmo assim.
O filme narra a história de Rei Arthur, em uma jornada em busca de cavaleiros para a sua Távola Redonda, e mesmo depois de algumas dificuldades, ele consegue reunir Sir Bedever o Sábio, Sir Lancelot o Bravo, Sir Galahad o Puro, Sir Robin o Não-tão-bravo-quanto-Sir-Lancelot e o nomeado "Sir Que-não-aparece-neste-filme". A caminho de Camelot eles recebem uma visão divina em que Deus lhes dá a seguinte missão: Encontrar o Cálice Sagrado.
Se tratando de Monty Python, o filme traz muito do "humor inglês", sem contar as várias situações "non-sense" que os personagens passam em sua jornada, e figuras como os Cavaleiros que Dizem "NI" que também aparecem neste filme.
Como um filme de humor, eu digo que isto é um clássico, afinal muito do humor ao longo dos séculos bebeu da fonte de Monty Python, e na minha opinião esse é o melhor filme do grupo (pelo menos eu não encontrei NENHUM ponto fraco no filme). É claro, como sendo um filme BEM velho (da década de 70 praticamente), você não irá encontrar em qualquer locadora, até mesmo a versão em DVD foi difícil de achar.
Mas se achar assista, vale a pena. XD
Nota Definitiva... 5 de 5

domingo, 11 de janeiro de 2009

Stardust - O Mistério da Estrela --- Filme

Stardust - O Mistério da Estrela: cuidado com o que você deseja!
Fontes: o pôster foi retirado do site IMP Awards, e informações técnicas em geral do adorocinema.com.
Título original: Stardust
Direção: Matthew Vaughn
Baseado em obra de: Neil Gaiman
Gênero: Aventura/Fantasia
O que você recomenda depois disso? Sandman, Card Captor Sakura (no fundo, falam da mesma coisa)
Lá estava eu, uma belo dia, procurando um novo filme para assistir depois de um dia estressante de trabalho, quando vejo essa verdadeira maravilha à venda!
É claro, já qconhecia o filme de longa data (pelo menos de nome), mas nunca o havia assistido. Como as críticas de meus colegas de trabalho foram (muito) positivas (até do meu chefe!), resolvi comprar esse filme e assistí-lo.
E não me arrependo de tê-lo feito.
A trama, a princípio, é simples: Tristan é um jovem que é apaixonado pela belíssima Victoria. No entanto, Victoria também é sempre cortejada pelo jovem (e rico) Humphrey. Os três lados desse triângulo amoroso vivem em muralha, cidade que possui um muro que divide o mundo "real" de um mundo místico e encantado, em que tudo é possível. Um dia, após ser demitido de seu emprego, Tristan convida Victoria para um piquenique durante o qual ambos veem uma estrela cadentecaindo dos céus, e a qual Tristan promete à moça trazer em uma semana... ou ela aceitará o pedido de casamento de Humphrey.
Enquanto Tristan começa sua jornada, quatro irmãos descobrem que terão que disputar o reino a que tem direito numa corrida sem fim e mortal... corrida essa que envolve Tristan, de uma maneira que ele nem imagina!
Stardust é, basicamente, um conto-de-fadas, e um conto de fadas muito bem contado e realizado. Neil Gaiman (autor do texto original, no caso o livro Stardust, e também romancista, roteirista do aclamado Sandman e de uma futura série de HQs do Batman) é um gênio, e, apesar do filme ter várias diferenças em relação ao livro (o que acaba tornando o filme mais light), o próprio Gaiman admite que é uma obra independente da original.
O filme, no fundo, é uma fábula do amadurecimento, tanto de Tristan quanto de Yvaine (não sabe quem é Yvaine? Ah, só assistindo pra não estragar a surpresa!), mas nunca deixando de ser uma história de aventura, tenha-se dito! Além da ótima atuação de Claire Danes como Yvaine e de Charlie Cox como Tristan, podemos contar com a participação de astros como o grande Robert De Niro (Capitão Shakespeare) e da (ainda) belíssima Michelle Pfeiffer (a bruxa Lamia), que roubam bastante a cena em diversos momentos!
Stardust é um filme bem divertido. Quer dizer, ele é melhor do que muitos filmes como Nárnia (pelo menos o primeiro, que eu vi), que são meio como que "genérico de Senhor do Anéis", mas não quer dizer que seja ruim: simplesmente é um filme de fantasia bastante diferente e divertido, com boa trama e grandes reviravoltas.
E é aí que ele te conquista.
Nota Definitiva... 4 de 5.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008


PatoCast - Uma Retrospectiva - Pato e Cia.

Bem, devido a alguns problemas o Pato me pediu pra postar o PatoCast no lugar dele, que já tava meio atrasado... Enfim, vamo parar de enrolação e começar essa bagaça.
O tema desse PatoCast é retrospectiva. Já que estamos no final do ano, resolvemos fazer uma retrospectiva do que cada um viu sobre Filmes, Animes, Mangás, Desenhos Animados, HQs, Games e "Coisas Gerais" que conhecemos este ano (2008).
Ah sim, e o motivo de minha ausência é explicado nesse PatoCast... ^^

domingo, 28 de dezembro de 2008

Feliz Natal (Atrasado) e um próspero Ano Novo (adiantado)!

Sei que é muita cara-de-pau escrever para desejar um Feliz Natal só uma semana depois da data, mas eu sou um tremendo cara-de-pau mesmo...
E então, animados com 2009? Eu acho que estou. Trabalhando como um condenado, sem tempo pra (quase) mais nada, pretendo continuar postando aqui no blog regularmente. Sei que algumas vezes vocês, leitores, devem ter se irritado bastante com coisas como diagramação (sou péssimo nisso: é por isso que tenho um blog, não um site! XD), tamanho das matérias (desde matérias curtas demais até matérias excessivamente longas) e irregularidade nas postagens (explicando: pra mim o dia acaba quando eu durmo, e minha "semana editorial" termina no Domingo, não no Sábado).
Mesmo assim, peço para que continuem acompanhando esse blog e dêem seu apoio, que para mim é muito importante! Aproveitem bem as festas!

sábado, 20 de dezembro de 2008

007 - Cassino Royale --- Filme

007 - Cassino Royale: cuidado com o novato!
Fontes: a Wikipedia mesmo.
Título original: Casino Royale
Direção: Martin Campbell
Gênero: Ação/Suspense
Lá estava eu, no meu trabalho, vendo que filme eu poderia comprar em DVD pra assistir em casa (já que eu não tenho mais tempo pra sair mesmo... -_-'), quando achei Cassino Royale (que ainda não havia assistido) dando bobeira e por uma bagatela!
É claro que não perdi a chance.
Pra quem não sabe, 007 é uma franquia bastante rentável e antiga, baseada nos romances do ex-espião e (já falescido) escritor Ian Flemming. Com o tempo, o simples espião James Bond ganhou ares de super-herói, com incríveis super-equipamentos e a habilidade de espancar e metralhar dezenas de inimigos sem amarrotar seu smoking. E acho que Flemming não iria gostar desse rumo... até Cassino Royale.
O filme apresenta, logo no início, uma homenagem aos filmes clássicos da série, protagonizados po Sean Connery, em cenas totalmente rodadas em preto-e-branco. Em seguida, descobrimos que o pequeno "servicinho" que Bond fez no início do filme o elevou ao status de Agente-00, o mais perigoso e mortífero status que um agente à serviço da Coroa Britânica pode chegar.
Logo após o "teste", Bond acaba indo parar numa perseguição envolvendo o contrabandista Le Chiffre: o francês (não era francês? ~_-) acabou gastando o dinheiro de seus clientes (um grupo terrorista africano!) onde não devia, e agora tenta recuperar a grana em um torneio no Cassino Royale. Tudo o que Bond tem que fazer é deter Le Chiffre...
Mas, no meio do caminho, Bond mata um mundaréu de gente (pra dizer a verdade, é bem pouca, comparado aos filmes mais recentes do espião) e se envolve com a bela e inocente Vesper Lynd, uma agente enviada para ajudá-lo financeiramente na missão.
Um dos detalhes mais interessantes do filme é que ele mostra Bond do jeito que ele realmente é: um fanfarrão, violento e que gosta de tratar as mulheres como objeto! Não adianta dizer que "deturparam" o personagem: os filmes sempre suavizaram esse lado do agente, seixando ele com cara mais de mulherengo. A questão "violência" nem foi um tabu tão grande, já que ele tem a famosa "Licença para Matar", e a fanfarronice também não.
Mas acho que o que realmente mudou foi ter Daniel Craig como Bond. Tá certo que ele adora fazer um beicinho de vez em quando (pelamordedeus... deixa o cara! Só notei isso porque comentaram antes de eu assistir...), mas de resto tá perfeito. Ele consegue passar para nós o verdadeiro canalha que o 007 é, e nos faz nos apaixonarmos por esse personagem provando que ele é humano... e falha. Aliás, isso acontece bastante durante o filme, o que é ótimo pra reforçar a imagem de que Bond é só um novato no serviço.
O filme foi dirigido pelo grande Martin Campbell (que aliás dirigiu o clássico 007 contra Goldeneye, primeiro filme de Pierce Brosnan como o agente), e tem outras estrelas como Eva Green (no papel de Vesper) e Judi Dench (pela quinta vez no papel de M, a "chefinha" de Bond), além do genial Mads Nikkelsen no papel do insano Le Chiffre.
Se você procura um bom filme de espião, sua procura acabou!
Nota definitiva... 4 de 5.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Arqueiro Verde: O Espírito da Flecha - HQ

Arqueiro Verde: O Espírito da Flecha - uma luta pra voltar à vida. Literalmente.
Fontes: a imagem foi tirada do Louco por Gibis
Equipe de trabalho: Kevin Smith (roteiro), Phil Hester (desenhos), Ande Parks (arte-final)
Editoras: DC (EUA), Panini (Brasil)
Gênero: Aventura/Super-Heróis/Drama
O que você recomenda depois disso? qualquer coisa do Kevin Smith, seja nas HQs ou no cinema; Arqueiro Verde: A Busca
Bom, antes de mais nada, devo explicações: não postei semana passada porque não tinha tempo. Comecei a trabalhar, e, como não dava pra administrar o meu tempo ainda, não consegui postar nada. Pra compensar, resolvi falar de uma das melhores HQs que já li.
Tem alguém que não conhece o personagem e esteja lendo essa matéria? Digo que é difícil. Basta lembrar que ele está em Smallvile (é, aquele seriado mesmo) e foi uma das estrelas do desenho animado Liga da Justiça Sem Limites. No entanto, o Ollie (o apelido de Olliver Queen, o Arqueiro Verde, entre seus amigos) das HQs é um tanto diferente: nada fiel (é reconhecido que ele traiu várias vezes a Canário Negro, sua parceira e namorada) e já chegou até mesmo ao ponto de matar alguém com suas flechas. Mesmo assim, muito da personalidade original dele foi mantida nas duas adaptações (mesmo que, em Smallvile, ele pareça mais o Batman... -_-').
Pra quem não conhece o personagem, um breve resumo: Olliver Queen era só um ricaço a fim de esbanjar grana, até que vai parar numa ilha deserta e descobre que tem uma imensa afinidade com arco e flecha. De volta ao convívio com a sociedade, Queen descobre que pode fazer muito mais pela sociedade, se tornando um super-herói ao aproveitar seu talento recém-descoberto. Sob a identidade de Arqueiro Verde, Queen fez parte da Liga da Justiça e se tornou amigo de diversos outros vigilantes, como Batman, Superman e Questão. Queen é um grandescíssimo canalha em termos românticos, já que, apesar de ter um relacionamento fixo com Dinah Lance (a vigilante Canário Negro), já a traiu com diversas outras mulheres (inclusive uma amiga de Dinah).
Bom, sabendo disso, vamos à minissérie.
Tudo começa com a gente vendo uma conversa entre Batman e Superman, quando Superman diz que parece que "algo abandonou o ser dele". Ainda nesse comecinho, vemos um velho conhecido dos fãs da DC, Hal Jordan, fazendo alguém surgir do nada.
Tempos depois, vemos um Arqueiro Verde, com um arsenal feito de lixo, vestindo trapos e completamente desmemoriado, salvando a vida de um homem. Esse homem, chamado Stanley Dover, em troca o acolhe e financia sua cruzada contra o crime (já que é podre de rico). Em uma de suas noites de vigilantismo, Ollie salva a vida de uma jovem chamada Mia Dearden, que era obrigada por seu namorado a se prostituir, e acabam se tornando amigos. Mas ele vai reencontrar vários de seus amigos também... e conhecer seu filho.
Mas o maior mistério é: é de conhecimento público que o Arqueiro Verde morreu numa explosão de avião! Então esse não é o verdadeiro? Mas, se for, como ele está vivo?
O roteiro é do genial Kevin Smith. Ele já roteirizou diversas HQs (como Batman e Demolidor) e é um famosíssimo cineasta. Quem é um pouquinho mais velho (tipo a minha idade) conhece os filmes O Balconista, Procura-se Amy, O Império (do Besteirol) Contra-Ataca e Dogma. Ele também é conhecido por ser um grandescíssimo nerd, sempre colocando referências a Star Wars.
O Espírito da Flecha é uma minissérie incrível. Faz diversas referências às HQs antigas do personagem, mas, ao mesmo tempo que isso é uma benção, também é uma maldição: é preciso conhecer algo do personagem para não ficar boiando no meio da história, apesar da história dar uma "revisada" no passado do personagem. Tem várias participações especiais de personagens famosos (como a participação de toda a Liga da Justiça da época, e de seu ex-parceiro Ricardito, agora sob o codinome Arsenal). O traço de Phil Hester também é muito legal, se adequa muito bem à história.
Nota Definitiva... 4 de 5.